Bichos do Capão #perfilparaseguir

O nosso #perfilparaseguir desse mês ajuda com muito amor os animais da Chapada Diamantina. “Bichos do Capão é um projeto de assistência aos animais de rua do Vale do Capão. Na região não existe um profissional da área atuando, e a cidade mais próxima com clínica veterinária fica em Seabra, a 56km do Vale.” Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar esse projeto que aos poucos tem conseguido engajar e conscientizar a população da região, onde o número de animais abandonados é crescente e preocupante, segundo nos contaram. Segue a entrevista abaixo.

MB: Para situar as pessoas que lerão o post. Onde fica o Vale do Capão? E há muitos animais abandonados nessa área?
BC: Caeté-Açu, popularmente conhecido como Vale do Capão, é um distrito do município de Palmeiras, localizado na Chapada Diamantina.
Sim, em toda região da Chapada Diamantina existem muitos animais abandonados. No Capão o número é crescente e preocupante. É uma questão de saúde pública, já que esses animais podem ser portadores de doenças que atingem os humanos, como a leishmaniose e a esporotricose. O projeto enxerga que a eutanásia – solução praticada pelo poder público – não resolve o problema, e trabalhamos para tratar esses animais.

logo_bichos_do_capao
Logo do projeto Bichos do Capão

MB: O que é o projeto Bichos do Capão e por que ele é importante?
BC: O Bichos do Capão é um projeto de assistência aos animais de rua do Vale do Capão. Na região não existe um profissional da área atuando, e a cidade mais próxima com clínica veterinária fica em Seabra, a 56km do Vale. As ações do projeto são importantes para tentar melhorar, ainda que minimamente, a qualidade de vida desses animais, além de tentar diminuir o crescimento populacional. As ações que desenvolvemos até o momento são emergenciais, o principal objetivo do projeto é conscientizar a população.

MB: Como e quando começou essa ideia?
BC: O projeto foi criando em setembro de 2017, com o intuito de melhorar a qualidade de vida dos animais de rua. A ideia surgiu após percebermos um grande número de animais abandonados, a maior parte debilitada, e o descaso das autoridades.

MB: Quantas pessoas fazem parte do projeto?
BC: O projeto conta com o apoio de alguns moradores do Vale do Capão; da veterinária Manuela Souza, que atende os animais de rua gratuitamente na loja Comercial Santana, em Seabra; da loja Comercial Santana, que todo mês faz doação de ração e aplica descontos diferenciados nos produtos, medicamentos, exames e tratamentos dos animais de rua; e do protetor de animais Jardel, morador de Palmeiras, que oferece lar temporário e cuidados para os animais de rua que precisam de tratamento.

MB: As campanhas que vocês fazem (mutirão/bazar) são bem sucedidas? A população tem participado?
BC: O projeto ainda está engatinhando. A participação da população é tímida, mas crescente. Já realizamos dois mutirões de vacinação e posteriormente o Dia de Rotina, para vacinação antirrábica de cães e gatos, que acontece uma vez por mês no posto de saúde. E na primeira semana de junho aconteceu o primeiro mutirão de castração viabilizado pelo projeto Bichos do Capão, com cerca de 50 animais cadastrados para castração. A cada ação cresce o número de tutores que buscam cuidados para os seus animais, já que essas ações abrangem também os animais com tutores. O bazar tem tido um resultado positivo, mas a arrecadação não é suficiente para manter o projeto atuando.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantem?
BC: Não. O único apoio que recebemos do poder público, até o momento, foi a doação da vacina antirrábica para realização do mutirão de vacinação e Dia de Rotina. As vacinas foram doadas pela Prefeitura Municipal de Palmeiras. O projeto se mantém através de doações e de parte da renda do Bazar do Desapego, que acontece aos domingos, na feira do Vale do Capão. Recentemente recebemos uma doação do Instituto de Design Social e Sustentável para a castração de 10 animais de rua no mutirão que aconteceu no início de junho.

MB: Há muitas ONGs em Vale do Capão ou cidades próximas? E protetores, pessoas que resgatam animais?
BC: Sim. No Capão há mais um grupo de assistência aos animais de rua, e existem outros grupos de protetores em municípios como Seabra, Lençois e Itaberaba. Em Palmeiras, o Jardel, que é protetor de animais e parceiro do projeto, acolhe animais de rua.

MB: Por que ajudar os bichos?
BC: Por amor. O nosso trabalho é voluntário, por amor e respeito aos animais; por entender a necessidade de cuidar desses animais, oferecer, ainda que minimamente, uma melhoria na qualidade de vida deles. Os animais não são brinquedos, sentem fome, sede, frio e medo, e precisam da nossa ajuda.

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
BC: Criamos uma vaquinha no site vakinha.com.br para recebe doações. Quem quiser fazer uma doação pode acessar o link abaixo:
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/projeto-bichos-do-capao.
Aceitamos também doação de ração, medicamentos e outros.
Divulgar o projeto com os amigos, colegas de trabalho, familiares, também é uma forma de nos apoiar. O Bichos do Capão está nas redes sociais, Facebook e Instagram.

Toda ajuda é bem-vinda e faz a diferença!

Vejam abaixo algumas fotos enviadas pelo projeto Bichos do Capão. No topo, os cuidados pré e pós-operatórios dos animais castrados e a campanha para receber doações. No centro, divulgação dos cachorrinhos disponíveis para adoção.E embaixo, Thor, animal de rua assistido pelo projeto. Ele foi diagnosticado com TVT, tumor venéreo transmissível, e tratado. E o comedouro e bebedouro instalados pelo projeto na vila do Capão.

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