AATAN #perfilparaseguir

A região da zona rural de Sorocaba, no interior de São Paulo, sofre há anos com o grande número de cães e gatos abandonados. A tia Dirma começou a ajudar essa causa 30 anos atrás e imaginem o tanto que ela já fez pelos animais! E nos últimos 10 anos conta também com a ajuda de voluntários, que se organizaram para criar a ONG AATAN – Associação Abrigo Temporário de Animais Necessitados.  “Um dia no abrigo é de muito trabalho: alimentar, limpar, cuidar dos doentes, separar algumas confusões, capinar o terreno, se despedir dos adotados, mas acima de tudo é um ambiente cheio de amor e gratidão.”Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar a AATAN. Segue a entrevista abaixo.

Screen Shot 2018-09-12 at 8.40.10 PMMB: Para situar as pessoas que lerão o post. Onde fica o abrigo? E há muitos animais abandonados nessa região?
AATAN: O abrigo fica na zona rural de Sorocaba, o abandono na região é muito grande e continua aumentando, pois não existe uma política eficaz de castração e recolhimento dos animais em situação de rua na nossa cidade.

MB: Como e quando começou essa ideia?
AATAN: A Tia Dirma, que é a responsável pelo abrigo, começou a atuar na causa animal há 30 anos. Nos últimos 10 anos um grupo de voluntários se reuniu para ajudá-la, conseguiram a sede, criaram a ONG, organizam eventos de arrecadação, feiras de adoção e atuação nas mídias.

MB: Quantas pessoas ajudam o abrigo no dia a dia?
AATAN: Lá no abrigo a Dirma conta com a ajuda da família dela e mais três funcionários para manutenção do local, já os voluntários atuantes acredito que seja em torno de 20.

MB: Como é um dia no abrigo?
AATAN: Um dia no abrigo é de muito trabalho: alimentar, limpar, cuidar dos doentes, separar algumas confusões, capinar o terreno, se despedir dos adotados, mas acima de tudo é um ambiente cheio de amor e gratidão.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantem?
AATAN: Não recebemos nenhuma ajuda pública, dependemos 100% de doações. Muitas pessoas e empresas da cidade organizam eventos de arrecadação e também vendemos produtos do abrigo como: canetas, imãs, mantas e camisetas.

MB: Qual importância do abrigo na região onde ele está? As pessoas deixam animais abandonados na porta?
AATAN: Muitas pessoas nos pedem ajuda através das redes sociais, mas infelizmente estamos lotados e não fazemos resgates, porém disponibilizamos um meio de divulgação no nosso Facebook. Mesmo não divulgando o endereço do abrigo, pelo menos uma vez por semana cães e gatos são abandonados na nossa porta.

MB: Vi em alguns posts que é comum algumas pessoas devolverem animais adotados, ex: Dolar. Isso ocorre com frequência? Há algum tipo de acompanhamento depois da adoção?
AATAN: Quando o número de adoções aumenta é mais comum que animais sejam devolvidos, temos um procedimento de adoção bem rígido, mas infelizmente algumas pessoas adotam por impulso e quando o animal está em casa eles se dão conta disso. Fazemos pós adoção com todos os adotantes e também mantemos contato com eles através das redes sociais.

MB: Por que ajudar os bichos?
AATAN: Porque ajudar alimenta a nossa alma e fazer o bem enriquece, os animais precisam muito da nossa ajuda e nós também precisamos deles. O abandono na região é muito grande, basta sair de casa que você cruzará com cães e gatos no seu caminho. Apoiar iniciativas como a nossa pode mudar essa realidade, temos atualmente 350 abrigados entre cães e gatos, são muitas bocas para alimentar e se cada um colaborar com um pouco, nenhum deles sentirá fome.

Alguns dos bichos para adoção da AATAN ❤

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
AATAN: Comprando nossos produtos a venda nas feiras de adoção, participando dos nossos eventos, sendo voluntário ou deixando doação nos nossos pontos de arrecadação:

☞ Espaço Vital – Fisioterapia Especializada | Rua Visconde do Rio Branco, 601.
☞ Escola Two Four Seven de Inglês | Av. Nogueira Padilha, 247.
☞ Vila da Esquina | Rua Capitão Nascimento Filho, 127.
☞ Geração Pet (depósito) | Rua Campinas, 137
☞ Associação dos Deficientes de Votorantim | Rua Monte Alegre, 470
e depósito na conta bancária:
Banco Itaú
Agência: 1653
Conta Corrente: 35850-5

Luna, uma Dachshund na Espanha

A Luna é a Dachshund de 07 anos do casal de humanos brasileiros que acabaram de se mudar para a Espanha, e apesar de estar lá há poucos meses ela já deu susto e teve que fazer uma consulta com um veterinário! A Debora Castro contou um pouco sobre as impressões deles a respeito de Valência e como foi a viagem com a Luna. Venham ler!

33995727_1760758037333271_8803133083491500032_n (1)MB: Como começou a história de vocês?
DC:
Começou em 2010, Luna tinha apenas 1 mês. Foi um presente de Natal, sempre sonhei em ter uma salsichinha 🙂

MB: Há quanto tempo vocês moram na Espanha?
DC:
Moramos na Espanha há 3 meses. Em Valência.

MB: Como foi a mudança?
DC:
A mudança foi bem cansativa, estávamos muito ansiosos e sem dormir por vários dias.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo
pela viagem em si.
DC:
Graças a Deus não tivemos dificuldades com documentação, tivemos o
estresse do tempo de vôo que foi de 10 horas no porão do avião, pois a
Luna não podia ir conosco na cabine devido ao seu peso (8kg). A Luna
ficou muito assustada, foi uma viagem cansativa. Quando chegamos no
aeroporto de Madrid e fomos buscá-la no portão de desembarque de
animais, ficamos quase 2 horas esperando ela ser entregue, e com a demora
começamos a achar que a tinham perdido ou que tinha acontecido algo. Foi
bem estressante, chorei muito quando a encontrei e vi que a Luna estava
bem depois de todo esse tempo esperando, no final deu tudo certo!

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
DC:
Luna já nos deu um susto quando caiu do banco do parque e machucou a patinha, fomos com ela ao veterinário e fomos muito bem atendidos e a
Luna medicada.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil
e na Espanha? Pet shops, alimentação, etc..
DC:
No Brasil notávamos muitos animais abandonados pelas ruas e muito
maltrato. Aqui na Espanha é muito raro vermos algum animal na rua, já
aconteceu de vermos gatinhos, mas acredito que estavam perdidos dos
donos. Quanto a veterinários tem muitas opções, alimentação é bem
variada, para todos os gostos e bolsos também. No geral, os veterinários
– como qualquer outro serviço aqui – se esforçam para te
entender, já que nosso espanhol ainda não está muito bom.
Aqui tem muitos parques para os animais também, os espanhóis gostam
muito de bichos, principalmente cachorros. É comum você andar pelo
bairro e ver várias pessoas passeando com seus bichinhos e os parques e
praças da cidade lotados de cachorros.

MB: Há muitos animais abandonados onde mora? E se houver, existem ONGs e protetores independentes?
DC:
É bem difícil ver animais abandonados aqui, quando encontramos foram alguns gatinhos, vimos que eles provavelmente estavam perdidos. Aqui
maltrato de animais e abandono dá multa e prisão. Eles levam muito a
sério as leis e as pessoas costumam respeitar muito. Aqui abandonar um
animal pode dar multa de até 30 mil euros. Existem sim ONGS e protetores
de animais, já vimos um caso de abandono de filhotes em que
eles foram resgatar.

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
DC:
A dica que dou é acostumar bem seu pet na caixinha de transporte antes do vôo para que seja uma viagem menos estressante possível, se atentar
na hora de alugar um imóvel se o proprietário aceita animais antes de
fechar o contrato (nem todos aceitam e isso deve ficar claro antes de
alugar um imóvel). E aproveitar muito. Seu pet com certeza terá muito
mais qualidade de vida e muitos lugares para passear e se divertir!

Luna em passeios por Valência

 

A Débora e o marido escrevem no site Turistando Afora e lá fizeram uma postagem bem completa de como levar seu bicho para a Espanha. Vejam o link abaixo!

http://turistandoafora.com/2018/07/28/como-trazer-seu-pet-para-espanha/

Nina, uma cachorrinha cheia de personalidade

A história da Daiandra Fernandes e da Nina começou no dia 02 de março com um telefonema um tanto alarmante, eu diria. “Uma moça chamada Aline, que me conhecia porque sou voluntária na ONG de proteção da nossa cidade, estava chegando do trabalho quando viu uma cadela ser atropelada. Juntou ela do asfalto, levou para casa e me ligou pedindo ajuda para levá-la ao veterinário. Saí de casa, peguei a cadelinha e fui até a cidade vizinha no plantão veterinário. Nina ficou 30 dias internada e durante esse tempo tentamos localizar seus antigos tutores. Nunca descobrimos quem eram, se é que existiam. Depois que recebeu alta foi para a minha casa na condição de lar temporário. Bastaram alguns minutos para perceber que nunca mais me separaria dela.”

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Hoje faz pouco mais de um ano que estão juntas e Nina se juntou à turma de bichos que a Dai já tinha em casa antes dela chegar. “Minha casa sempre foi cheia de cães, todos adotados também. Quando ela chegou, tínhamos outros 7 cães e todos a aceitaram e vice-versa. Hoje em dia eles brigam e se provocam uma vez ou outra, geralmente por culpa da própria Nina que quer comer a comida de todo mundo.”

Como resultado do acidente Nina ficou paraplégica e como bem sabemos, infelizmente, a maioria dos adotantes teria receio de levá-la para casa. Porém, a moça que viu o acidente ligou para a pessoa certa ❤ “Nina é uma vira-lata de porte médio, ou seja, já pertencia a uma categoria de animais que poucos adotam. Ela se tornar paraplégica dificultaria em muito as coisas. Já tínhamos outros sete cães em casa, a maioria idoso ou com algum problema de saúde, mas ela nos conquistou! A família toda se uniu para receber bem a nova moradora, até mesmo os outros peludos. Foi um período de muito aprendizado, ela precisava de cuidados especiais e até hoje estamos conhecendo melhor o que ela pode e não pode fazer, mas em geral ela leva a vida normalmente. Os maiores cuidados que precisamos ter consistem em estimular bexiga e intestino algumas vezes ao dia, carregá-la no colo em algumas situações, não deixá-la sem o carro de rodas em determinados lugares para evitar escoriações e, claro, tirar os calçados do alcance dela: um dos passatempos preferidos é mordê-los!”

Nina e alguns dos irmãos

A Dai contou ainda que ela e a família nem tiverem muito tempo para se preparar para receber a Nina. “Ela não tinha para onde ir, levei-a para casa, era para ser temporário e eu sequer sabia quais eram as reais necessidades dela. De início, antes do carro chegar, compramos um tapete emborrachado para ela conseguir se firmar melhor no chão. Ela ainda não tinha desenvolvido suficientemente o peito e patas dianteiras e resvalava muito no chão da casa. Hoje ela não precisa mais. Cogitamos colocar rampas em alguns pequenos degraus que temos na casa e jardim, mas ela evoluiu tanto que, com ou sem o carro, consegue ir a todo lugar.” E foi fácil encontrar uma cadeira/carro com rodas para ela? Ela se adaptou bem? “Para minha sorte, alguns meses antes eu havia visto uma gata resgatada por uma ONG da região e ela precisava de um carrinho, pois era paraplégica. Resolvi fazer a doação do carrinho e os voluntários me passaram os dados do fabricante para eu fazer o pagamento. Falaram também que aqueles carros eram os mais leves e de mais fácil adaptação que tinham visto. Mal sabia eu que algum tempo depois aquela informação seria muito útil. Depois do diagnóstico definitivo, entrei em contato com o fabricante que me passou todos as instruções para tirar as medidas da Nina e encaminhar a ele. Alguns dias mais tarde o carrinho chegou pelo correio e meu pai o montou. Ele foi adquirido graças a doações de várias pessoas que se sensibilizaram com o caso dela e o fabricante também fez um preço especial por ela ser um animal carente. A adaptação foi muito rápida. No mesmo dia já a colocamos no carro e ela saiu correndo.

Como dá para perceber, a maior limitação está na cabeça das pessoas que nem cogitam adotar um bicho com necessidades especias. “Ela é uma peça! Cheia de personalidade, sempre consegue o que quer. A evolução dela nesse ano conosco foi incrível. Tornou-se muito forte e é mais rápida do que todos os outros cães da nossa casa (com ou sem o carro). Algo curioso sobre o caso dela é sua memória muscular nas perninhas. Pelos seus exames, ela não poderia ter movimento nenhum, mas ela tem! Quando se locomove de carro, dá passos com as patas traseiras. Ela não sente as patinhas, mas por memória muscular ela as movimenta. O carro se tornou a melhor fisioterapia! Sem o carro, quando está no jardim, consegue se sustentar em pé por alguns segundos e até dar uns dois passos, mas logo cai novamente. Parece pouco, mas faz toda a diferença, tanto é que tem um ótimo tônus muscular nas pernas.”

Imagino que por conta do carro ela atraia alguns olhares curiosos. Quando sai com ela as pessoas fazem perguntas? “Ela fica mais em casa, mas prefere passar a maior parte do tempo no jardim correndo atrás de tudo e todos que passam na calçada. É lá que ela corre uma verdadeira maratona todos os dias. Tem bastante espaço para se locomover. Quando cansa ou bate a fome, vai sozinha para dentro de casa, onde preferimos deixá-la sem o carro. Ela fica mais à vontade, porque com ele acaba batendo muito nos móveis e atropelando os irmãos. Eventualmente saímos passear na rua e ela sempre atrai olhares e perguntas, geralmente querendo saber o que aconteceu com ela. Em geral todos acham ela muito simpática. A única vez que não me senti bem foi quando uma senhora a viu e falou para a criança que a acompanhava: “coitadinha, ela é doente!”. Aquilo me fez pensar em quantas pessoas em cadeiras de rodas passam pelo mesmo preconceito todos os dias. Paraplegia não é doença! E que sorte da Nina encontrar uma pessoa que pense assim! ❤ ❤ ❤

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Mimi, uma gatinha japonesa

A Mimi é uma gatinha SRD de aproximadamente 06 anos que chegou na vida da Viviana meio que por acaso, por conta de uma regra bem interessante (e pouco comum) do lugar em que ela trabalhava. Leia a história delas abaixo que tem vários outros fatos curiosos a respeito da vida com bichos no Japão.

Screen Shot 2018-08-22 at 1.26.28 PMMB: Como começou a história de vocês?
VM: Um funcionário terceirizado em uma fábrica cliente, onde eu estava como assistente do responsável pelo setor, pegou um filhote do gato que rondava na região. A regra é que se você der comida ou pegar o gato que ronda o recinto, ou pega ou perde o emprego. Ele levou para casa, a esposa não gostou nem um pouco e disse para o responsável do setor que queria devolver. Como o próprio responsável já tinha pegado duas fêmeas, eu resolvi tomar responsabilidade por esse empregado.

MB: Há quanto tempo você mora no Japão?
VM: Moro há 7 anos.

MB: Em qual cidade vocês moram exatamente?
VM: Moro na Província de Kanagawa.

MB: Essa a primeira vez que você tem gato? Se sim, como está sendo a experiência?
VM: Não. Já tive gatos no Brasil.

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
VM: Na cidade de Yokohama onde morava, a prefeitura ressarce o valor pago pela castração de gatos de rua.

MB: Infelizmente no Brasil e em alguns lugares do mundo existe a má (e injusta) fama a respeito de gatos pretos. Você acha que essa também é a percepção no Japão? Tenho a impressão que eles gostam bastante de gatos.
VM: Não rsrs. No Japão acredita-se que gatos trazem boa sorte e fortuna.
De algo negativo, tem a lenda que se o gato viver muito, se torna “nekomata”, que é um monstro “youkai” do folclore japonês, mas creio que essa crença ficou esquecida na época do Edo e só é conhecida por gente que goste de histórias.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no Japão? Veterinário, alimentação, etc.
VM: No Japão, por ser um arquipélago, a criação de bichos de estimação é vistoriada de forma rígida. Como por exemplo, cachorros que são considerados perigosos tem um chip que é monitorado pela prefeitura para que nenhum dono após o cadastro do animal na prefeitura possa abandonar na rua. Por outro lado, existe muita gente que compra animais (de qualquer espécie) e quando tem que se mudar a trabalho ou quando se enjoa, leva ao equivalente ao Centro de Zoonoses para sacrificar. Note que cada cidade tem sua lei. Mas a maioria proíbe com multa o abandono de qualquer animal ou resto de animais na rua. Existe cidade que proíbe o enterro. E o abandono de corpos de animais pode ser proibido pela lei penal (e nele não especifica a espécie do ser vivente). Os donos são obrigados a pagar pelo crematório. Somente no interior, no meio das montanhas ainda vemos animais sendo criados soltos comendo restos de comida e servindo de cão de guarda ou gato de caça. Em cidade grande, existem as que proíbem deixar o animal andar sem coleira, inclusive gatos.

MB: Há muitos animais abandonados no Japão? E se sim, existem ONGs e protetores independentes?
VM: Existem muitos animais sacrificados, e o problema que vem crescendo são os criadores de animais de raça ilegais que mantém seus animais de forma desumana e precária, que realizam cruzamento entre familiares de primeiro grau, criando filhotes doentes e deformados. Eu mesma conheci um gatinho fofo de 6 meses, que custou ¥300,000 (em torno de 9 mil reais) que após a primeira ida no médico, descobriu que estava com coração mal formado . O casal que comprou conseguiu ressarcimento da loja, mas a dor de perder um animalzinho tão querido em tão pouco tempo não tem preço! ONG no Japão é o que não falta. O país já foi império com muitos lords e aristocratas que viviam de “bem feitorias”, ainda existe pessoas que vivem de ações e aluguéis e que trabalham com ONGs e entidades de fins não lucrativos.

 

Mimi em dois momentos, quando chegou na casa da Viviana e hoje em dia ❤

Cindy, uma cachorrinha sapeca e muito amada

A Fernanda Nogueira mora sozinha há pouco mais de um ano e por sentir falta de uma companhia ela resolveu adotar um gatinho. E como muitas das histórias que vocês me contam aqui, quando ela já estava pensando mais seriamente na adoção ela encontrou a Ziggy no estacionamento do lugar onde trabalhava. Abaixo a história dela, com começo e recomeço com bichos muito especiais – primeiro, uma gatinha e depois com uma cachorrinha.

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Ziggy e Zacharias

Ela era muito filhotinha e eu não pensei duas vezes antes de levar pra casa. Ela era meu xodózinho. Quando ela tinha uns 6 meses eu adotei um segundo gatinho, o Zacharias. Ele era apaixonado na Ziggy e até mamava nela. A Ziggy infelizmente morreu no dia 02 de janeiro desse ano, ela saiu de casa no dia 1, por conta da movimentação que estava em casa. Como eu sempre tomava cuidado, ela não era acostumada a sair. Por um acidente ela foi atropelada.”

Eu não consigo nem imaginar o choque e a tristeza da Fernanda, que obviamente ficou muito mal. “Eu me sentia culpada. Fiz até uma tatuagem em homenagem a ela. Acabei ficando na casa da minha mãe uns dias, e levei o Zacharias comigo. Ele se apegou com os gatos da minha mãe e ficou por lá; e de novo eu fiquei sozinha em casa. Eu queria abrigar outro bichinho, mas ainda me sentia despreparada depois do que aconteceu com a Ziggy. E foi quando eu encontrei a Cindy.”

Como escrevi no começo do texto, muitas pessoas já me contaram que quando estão pensando em pegar um bichinho, eles aparecem. Não sei se é coincidência, mas tenho a impressão que nós sempre encontramos o gato ou cachorro que é mesmo para ser nosso. Mas voltando à história da Fernanda. Depois que a gatinha Ziggy morreu ela entrou em alguns grupos de adoção no Facebook, mas ficava sempre naquela ideia de que a hora que for para ser ela iria sentir. E ela isso aconteceu. “Quando eu vi a Cindy eu me apaixonei. Ela era pequenininha, com os pais de porte pequeno e pensei que poderia ser uma boa ideia. Conversei com minha mãe e ela disse para eu pensar bem e seguir meu coração. Foi quando eu fui falar com a menina que estava doando e ela começou a fazer perguntas, se eu já tinha cachorro em casa, essas coisas. Daí então ela me explicou, que a Cindy tinha nascido com uma deficiência, ela tinha a patinha atrofiada. A moça me contou que já tinha doado ela, mas que os cães da outra família não aceitaram. Quando eu soube que a Cindy tinha uma deficiência, eu percebi que era ela! Eu tinha todo o amor pra dar para aquele bebezinho.” ❤️ ❤️ ❤️ Percebem o que eu disse? A Fernanda e a Cindy tinham que se encontrar e já faz um pouco mais de seis meses que estão juntas.

E como foi a escolha do nome Cindy? “O nome da Ziggy eu tinha escolhido por causa de uma música, Ziggy Stardust, em homenagem ao David Bowie. Com a Cindy eu queria fazer algo parecido. Foi quando o irmão de uma amiga, sem nem saber disso, sugeriu Cindy e eu achei perfeito, seria em homenagem à cantora Cindy Lauper.” Para recebê-la a Fernanda comprou brinquedinhos, caminha, ração, tudo especial para ela. “Antes mesmo de chegar em casa já mandei fazer coleirinha especial com o nome dela e meu telefone. Depois que eu entrei nos grupos de adoção eu percebi como era importante ter a identificação, pois muitos bichinhos apareciam perdidos, desesperados pelos donos.”

Nesse meio tempo o gatinho Zacharias havia voltado para a casa dela e a Fernanda teve que separar os espaços, para que nenhum dos dois ficassem acuados. Quando pergunto como está sendo a adaptação e o convívio de todos a Fernanda diz que a Cindy já comeu até o cartão de débito e o óculos de grau dela! “Cachorro eu só tive na casa da minha mãe, eles não eram “os meus bichinhos”, não era exatamente responsabilidade minha. E cuidar de cachorro é completamente diferente que cuidar de gato. Tanto que eles não se adaptaram bem. Como o Zacharias já era acostumado com minha mãe acabei deixando com ela, com meu coraçãozinho apertado, confesso. A adaptação com a Cindy é difícil. Ela já comeu minha casa inteira. Mas eu não fico brava, sei que ela só quer brincar, e tento sempre cuidar para que acidentes assim não aconteçam. Por mais bagunceira que ela seja, nada me faz mais feliz do que chegar em casa e ela pular em cima de mim toda animada e feliz. Eu amo demais essa bichinha!

Tem que ter muito amor e paciência, né não? E com eles a gente sempre tem! Sobre curiosidades ou situações inesperadas ela conta que “a Cindy é SRD, vira-lata, a mãe dela era uma poodle e o pai um pinscher. Mas ela não saiu parecendo com nenhum dos dois. Pelo contrário, ela parece filhote de labrador. Toda vez que eu saio com ela alguém me pergunta se é labrador. Eu moro em uma casa pequena então, apesar de amar muito, eu nunca poderia ter um labrador. Eu cheguei até a conversar com a menina que tinha me doado, pedindo fotos para comprovar que ela era de porte pequeno e não um labrador. Outras situações que eu passo sempre é em decorrência da deficiência dela. Sempre me param, perguntam o que foi na patinha dela e eu tenho que explicar que ela nasceu assim. Muita gente sente pena, mas na verdade, a Cindy não sofre nada por isso, ela é uma doguinha como qualquer outra, feliz, sapeca, que corre, brinca e é muito amada.”

Fernanda e Cindy

Kinder, uma SRD no Uruguay

A Erica Matias adotou a Kinder filhotinha quando ainda estava na faculdade de Medicina Veterinária. Hoje com 8 oitos, a Kinder mora no Uruguay e a Erica conta que sente que ela é muito feliz lá “levo ela na praia ou na pracinha e solto pra ela correr à vontade.” Ela também dá várias dicas para quem pretende mudar de país e levar seu animal de estimação. Leiam a entrevista abaixo.

img_5125.pngMB: Como começou a história de vocês?
EM: Eu estava no 2o ano do curso de medicina veterinária no interior de São Paulo (Botucatu) e, como morava em uma república que tinha um quintal e jardim bem espaçosos, decidi que iria adotar um cãozinho. Como sempre morei no centro de SP, em apartamento e com a minha mãe, não tinha muito poder de decisão hehehe. Um certo dia, quando eu já havia decidido que iria ao CCZ adotar um ‘catioro’, uma de minhas melhores amigas chegou na aula dizendo que ela e a colega de apartamento tinham resgatado uma filhotinha da rua, mas que não iriam ficar com ela. Na hora já me ofereci pra adotar aquele pequeno saco de pulgas e vermes. hahaha

MB: Onde vocês moram?
EM: Atualmente, Montevideo/Uruguay

MB: Há quanto tempo moram no novo país?
EM: Há quase 7 meses.

MB: Como foi a mudança?
EM: O processo pré-mudança foi mais complicado que a mudança em si. Tive que chamar uma adestradora pra me ajudar a convencê-la de que a caixa de transporte não era um bicho de 7 cabeças. O problema é que eu entrei em contato com ela meio tarde, faltando so um mês e meio para a viagem. E eu ainda ia receber uma amiga de outro país e viajar com ela nesse meio tempo, então minha mãe fez as outras aulas pra mim – so que digamos que a didática dela não é das melhores hahahah No dia da viagem ela ficou bem estressada, mesmo com todo o treino e tomando Anizen * (homeopático), mas quando chegou aqui foi pura felicidade (e depois capotou até o dia seguinte hhahah). Eu sinto que ela tá muito mais feliz aqui porque temos qualidade de vida, é mais arborizado, mais tranquilo, menos poluído, menos barulho, menos carros, levo ela na praia ou na pracinha e solto pra ela correr à vontade.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si.
EM: Olha, não foi tão difícil porque vim para um país do Mercosul e, além disso, eu sou veterinária, então já sabia mais ou menos como proceder com as burocracias de todo o processo. Precisei imprimir e assinar um atestado (que baixei no próprio site da Vigiagro) comprovando que ela estava desparasitada (interna e externamente) há menos de 1 mês (não lembro exatamente o período mínimo pedido, cada país tem exigências diferentes com relação a isso. Não precisava de microchip nem sorologia de raiva para vir para o Uruguay. O que precisei fazer foi copiar a carteira de vacinação, tendo sido aplicada a  vacina anti-rábica há menos de 1 ano, e agendar um turno pelo telefone. Como demora 48h pra ficar pronto o atestado, e este tem validade de poucos dias (não lembro ao certo), o ideal é agendar poucos dias antes da viagem. Eu viajei numa quarta e peguei o atestado na segunda-feira, sendo que tinha agendado pra ir lá ( com a carteira de vacinação e o atestado de saúde) na sexta-feira anterior a viagem.

MB: Há muitos animais abandonados onde mora?
EM: Não muitos. O Uruguay é um país pequeno, com pouca gente e, consequentemente, poucos animais de rua. Digo, em comparação à Sao Paulo, por exemplo. E, claro, depende do bairro. Quanto mais periférico e/ou humilde, mas animais tem.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..
EM: Bom, tudo é questão de adaptação né? Eu estava acostumada em ter ao menos 3 grandes petshops onde podia escolher dentre várias marcas e receber tudo rápido em casa (Petlove, Cobasi, Petz). Aqui tem poucas opções de lojas com todo tipo de produto pra cães. Geralmente so de ração, e não tem muitas opções de marca. Aração que a Kinder comia no Brasil e que deu super certo para a pele sensível dela foi a Natural, da Guabi – há mais de 3 anos ja estávamos com ela. Aqui, como não tem, tive que pesquisar marcas que usualmente não compraria no Brasil por serem mais caras (mas a qualidade é indiscutível, claro). Testei Eukanuba Senior, Biofresh adultos porte médio, e agora estamos com Proplan Sensitive Skin. Também tive dificuldade pra encontrar produtos pra pele, como shampoos terapêuticos, umectantes, sprays, além de vermífugo e anti-pulgas – acabou que trouxe uma coleira Seresto do Brasil e, quando vencer, vou começar a dar Bravecto pra ela. Vermífugo troquei o Drontal que não tem aqui por um da Konig, que é uma marca que conheço e confio.

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
EM: Pesquisem sobre o país para o qual irão se mudar com certa antecedência, para assim se planejar bem. Vejam as exigências das cias aéreas para transporte de animais, se há possibilidade dele ir na cabine, quais as dimensões que a caixa de transporte deve ter e, muito importante, CONSULTA VETERINÁRIA com ao menos 5 meses de antecedência caso vá pra países da Europa e América do Norte – imagino que para países asiáticos e da Oceania também! Atendi casos em que não pudemos embarcar com o cão porque a dona me procurou um mês antes da data da viagem, porém a União Europeia exige coisas que demoram meses – como a sorologia de raiva, por exemplo, que demora ao menos 1 mês pra sair e só pode ser feita em laboratórios autorizados (precisa verificar no site da Vigiagro, lá tem todas as informações para vários destinos). Além disso, alguns países exigem microchipagem antes da vacina de raiva (que tem que estar atualizada, sendo aplicada não menos de 1 mês nem mais de 1 ano antes da viagem). Enfim, são muitas exigências que às vezes não conseguimos cumprir os requisitos com um tempo apertado antes da viagem. Converse com seu veterinário meses antes da viagem, procure informação nas cias aéreas sobre o transporte (nos sites tem tudo e qualquer dúvida é so ligar pra eles), e comece a trabalhar o emocional do seu bichinho – entrar na caixa de transporte, ambientes movimentados, saber como ele reage estando dentro de um local que se move (deve ser muita doidera na cabeça deles hahah), etc.
Procure sempre ajuda especializada.

Kinder na torcida para seus dois países durante a Copa 🙂

 

*Veja abaixo do que se trata o remédio homeopático que a Erica deu para a Kinder.

Anizen Homeopatia Calmante Pet
– Indicado para cães e gatos;
– Para Pets nervosos, irritados, barulhentos e/ou agressivos;
– Auxilia no controle dos medos, distúrbios comportamentais e estresse.

Apoio aos Animais BH #perfilparaseguir

Existe uma idade certa para começar a trabalhar nas causas que acreditamos? Eu acho que não. E nesse sentido as redes sociais colaboram bastante, afinal muito pode ser feito sem mesmo sairmos de casa. Esse é o caso da Laryssa Aguiar, que tem 16 anos e cuida da página @apoioaosanimais_bh. “No momento, só eu cuido do projeto, pois não tenho local fixo nem nada,  por enquanto estou somente nas redes sociais , mas pretendo aumentar, e conseguir um local para levar animais resgatados/abandonados. Pode demorar, mas tenho fé que conseguirei realizar esse sonho (que é de infância) de ajudar o máximo de animais possíveis.” Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar o projeto da Laryssa, que está começando cedo e ainda poderá fazer muito pelos animais. Segue a entrevista abaixo.

MB: Para situar as pessoas que lerão o post. Que região de Belo Horizonte você apoia? E há muitos animais abandonados nessa área?
LA: Não tenho ao certo uma região que apoio, e sim por toda BH. Há bairros que tem um maior índice de abandono, então normalmente apoio mais por lá, já outros raramente tem, mas mesmo assim não deixo de ajudar.

MA: Que tipo de apoio você dá aos animais e por que ele é importante?
LA: No momento meu apoio está sendo na divulgação no caso de animais que precisam de algum tipo de ajuda. Devido a alguns resgates que fiz anteriormente, estou sem condições de fazer mais.

MA: Como e quando começou essa ideia?
LA: Desde nova eu dizia que um dia ia ajudar todos os animais de rua e que cuidaria deles. E com isso comecei os resgates, alimentando eles na rua, adotando.

MA: Você recebe alguma ajuda governamental?
LA: Infelizmente não tenho nenhum tipo de ajuda, há pouco tempo consegui com muito custo, a ajuda de um Deputado para resgatar um cavalo. Mas fora isso, não tenho.

MA: Há muitas ONGs na região onde está ou cidades próximas? E protetores, pessoas que resgatam animais?
LA: Conheço algumas ONGs que já até mesmo levei animais resgatados ou me ajudaram de alguma forma. E pessoas que resgatam também, na divulgação nos casos um do outro, isso ajuda bastante.

MA: Por que ajudar os bichos?
LA: Bom, essa é uma pergunta complicada. O meu amor pelos animais vem desde pequena, mesmo alérgica a pelo, eu sempre briguei com minha mãe para ter e brincar com todo animal que eu via. E esse amor foi aumentando com o tempo, já interferiu em situações na minha vida, até mesmo na minha alimentação (sou veg por amor 💚), e hoje vivo em contato com eles sem alergia alguma. E devido a esse amor, eu os ajudo sempre que posso!

MA: Se alguém quiser colaborar com você, como fazer?
LA: Qualquer pessoa que possa colaborar é só me enviar qualquer mensagem, ou entrar em contato pelo wpp/ligação.

Abaixo alguns dos animais abandonados e que foram resgatados e depois divulgados pela @apoioaosanimais_bh.

 

Yuki, um gatinho muito especial

Adotar um bicho especial não é para todo mundo. E ok, muitos se preocupam com os cuidados extras e tem receio de como seria essa nova dinâmica. O fato é que todos merecem uma chance e cuidar de um bicho com necessidades especiais pode ser bem mais tranquilo do que imaginamos. A Adriana França contou para o Manual que adotou o gatinho Yuki há pouco mais de três meses justamente por conta da situação dele.

 

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Yuki e Adriana

“Já tinha três gatos e não tinha planos de adotar mais. Conversamos e tomamos uma decisão familiar de adotar o Yuki em função da situação dele (surdo e FELV*). Esse foi o principal motivo para adotá-lo. Ao percebermos que era surdo achamos melhor que ele ficasse conosco até que encontrássemos um adotante. Levamos à veterinária para verificar a saúde em geral e vaciná-lo. Quando recebemos o resultado positivo para a FELV conversamos e decidimos adotá-lo, pois sabíamos que seria muito difícil ele encontrar outra família e que suas chances de sobrevivência nas ruas seriam praticamente nulas. Conversamos com a veterinária e mesmo sabendo que a vacina contra a FELV não é 100% eficaz, o que traria um certo risco para nossos gatos, resolvemos dar uma chance a ele.”

O acaso foi amigo do Yuki no encontro com a Adriana e o levou à família certa. “Ele chegou até mim, veio correndo na minha direção e miando muito, na garagem do meu prédio. Estava sujo e daí resolvi juntamente com minha filha levá-lo para casa para dar comida e água. Fiquei com receio de deixá-lo na garagem para buscar comida e dai não encontrá-lo mais.” ❤ ❤ ❤

 

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Nova casa e uma nova história para o Yuki

Bom, com outros três gatos em casa, como foi a adaptação dele? E os cuidados no dia-a-dia? “Logo que chegou deixamos o Yuki isolado dos outros gatos pois não sabíamos se ele tinha pulgas ou alguma doença contagiosa. Após o diagnóstico da FELV ele continuou isolado por 42 dias para que fosse efetivada a imunização dos outros gatos (todos foram vacinados com a quíntupla e tomaram a 2a dose 21 dias depois). Não houve muito preparo, apenas uma caixinha de areia, comida, água, alguns brinquedos (desnecessário porque qualquer tampa de caneta já é motivo de festa) e uma caminha para dormir (que ele não quase usa por que gosta de dormir sobre a tábua de passar roupa). Neste período ele ficou isolado na área de serviço do apartamento (pequeno banheiro, quarto e lavanderia).

A adaptação dele tem sido como a dos demais. No inicio houve uma certa briga por liderança (já que ele é o único que ainda não foi castrado) mas já estão convivendo bem. Brincam muito e Yuki já está se adaptando à rotina dos outros gatos. Como ele é o mais novo é muito ativo e adora brincar, então de uma maneira geral é mais energético que os demais. Pula em cima de tudo, adora derrubar coisas. Cuidar dele não é diferente de cuidar de um gato sem FELV, ele é bem saudável e ativo. O único cuidado é garantir uma boa alimentação e um bom ambiente para que ele não se sinta estressado.”

Yuki é um nome diferente, mas combina tanto com a carinha dele, qual o significado? “O nome foi escolhido pela minha filha, com base em uma gatinha branca de um desenho Japonês (quando ele chegou não sabíamos que era macho).  Yuki significa “neve” e “felicidade“. Quando descobrimos o sexo achamos que o nome combinava mesmo sendo macho, dai decidimos manter.”

E até aqui algum curiosidade? “Ele detesta que a gente faça carinho na barriga. Fica rosnando e resmungando. Achamos super divertido dai sempre fazemos só para ouvir os resmungos.”

Ao final, quando agradeci a Adriana por ter contado a história deles, ela respondeu algo que vale para todos os bichos, com ou sem necessidades especiais. “Somos muito apaixonados pelos nossos gatinhos, todos são parte da família e nos fazem muito felizes.” E é isso que importa.

 

 

*FELV – é como é conhecida a leucemia felina. Encontrei um conteúdo bem explicativo no site do Estadão sobre o assunto e vale a pena a leitura para conhecer mais a respeito. Clique aqui para ler > Leucemia Felina: o que você deve saber sobre essa doença

 

Mel, uma Spitz Alemão no México

A Mel é uma Spitz Alemão de quase três anos de idade que chegou como um presente de casamento inesperado para a Nathalia e o marido. Inesperado porque não estava nos planos deles levarem uma cachorrinha para casa aquele dia, mas ela foi muito bem-vinda e hoje mora lá México! Leiam a história deles abaixo.

MB: Qual o nome, a raça e a idade do seu bicho?
NP: A Mel é da raça Spitz Alemão. Ela é anã e tem 2 anos e 9 meses.

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MB: Como começou a história de vocês?
NP: Eu sempre quis ter um bebê 4 patas, mas como morava com meu pais e eles não permitiam, não era possível ter. No dia 19/09/2015 eu casei e no dia 19/12/2015 eu e meu marido estávamos almoçando no L’Entrecôtet de Paris em São Caetano para comemorarmos 3 meses de casados e comecei a receber fotos de 2 filhotes Pomerania de um canil! E uma das fotos estava a Mel. Meu marido ficou doido quando viu, pois era nosso sonho ter um bebê 4 patas, então ele decidiu que assim que terminássemos íamos direto para o canil ver os filhotes. Saímos do restaurante e eu fui o caminho todo falando que não íamos pegar porque havíamos acabado de casar e não queríamos ter filho agora. Porém, quando chegamos e trouxeram a Mel e a outra bebezinha, não sei explicar o que sentimos quando a vimos . Tinha um sofá, na hora meu marido sentou e disse: “nós vamos levar! Ela é nossa!” Foi ai que começou nossa história com a nossa vidinha!

MB: Onde vocês moram?
NP: Atualmente nós moramos no México.

MB: Há quanto tempo moram no novo país?
NP: Estamos morando aqui há 1 ano e 1 mês.

MB: Como foi a mudança?
NP: A mudança foi tranquila, escolhemos viver em La Condesa, na Cidade do México, um lugar muito bonito, bem arborizado, com parques, porém no dia 19/092017 teve um terremoto horrível no México e o nosso bairro foi um dos mais afetados devido ao solo ser instável (foi construído em cima de um pântano). Eu estava com a Mel em casa e foi horrível o que passamos, foi um susto muito grande, a Mel depois disso, qualquer barulhinho ela tremia sem parar, então decidimos nos mudar novamente para uma área mais rochosa e mais segura! No dia 01/10/2017 já estamos fazendo a mudança para o novo lar.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si. Ela ficou numa boa no avião?
NP: Não tivemos nenhuma dificuldade com a documentação da Mel. A Mel sempre teve e tem todas as vacinas e parasitações em dia, então viajar com a Mel é tranquilo demais! Ela já viajou do Brasil para o México com escala no Panamá, do México para o Brasil, já fomos com ela para os EUA e nunca tivemos nenhum problema com ela ou com sua documentação. Ela sempre vai comigo na cabine, não tenho atestado psicológico, mas só escolhemos voos onde ela possa estar comigo. Durante o voo devido eu não ter o atestado, ela tem que ir dentro da bolsa de viagem dela embaixo do banco. Ela vai super tranquila, não dá um piu durante o voo todo, ela sabe que naquele momento ela tem que ficar quietinha! Antes de entrarmos no avião ela sempre late um pouco (normal, ela é um cachorro) então vejo as pessoas olhando com cara feia, falando… antes me incomodava muito, hoje já não ligo mais, pois sei que ali dentro, durante todo o voo ela vai ficar quietinha e não vai incomodar o voo de ninguém.

MB: Há muitos animais abandonados onde mora?
NP: Sim, aqui no México também tem muitos animais abandonados. Eu faço parte no WhatsApp  de um grupo de Brasileiros no México e eu fico boba com a quantidade de cachorros que enviam para ver se alguém tem interesse em adotar, e quando falam o motivo do cachorro estar em adoção é pior ainda. Ou é porque a família vai embora do país e não quer levar ou é porque cresceu demais, porque late muito ou já foi encontrado na rua. Eu fico muito chateada quando vejo isso, nós temos tanto amor na Mel, como pode uma família ir embora e deixar para trás um dos membros da família? A Mel é minha filha, minha companheira, não deixamos ela por nada e se vamos viajar ela vai junto! rs

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..
NP: Não são muitas as diferenças, a única diferença gritante que encontrei é que aqui ainda não encontrei groomer especializado na tosa do spitz como no Brasil há muitos profissionais competentes. Levei a Mel para aparar os pelos e quando vi eles haviam tosado ela demais e tudo torto. Hoje em dia, eu que aparo os pelos dela e quando não dou banho em casa, eu levo tudo para o pet (shampoo, escova, perfume…) porque eles estavam usando escova errada nela e ela já estava ficando sem sub pelos! Agora as lojas para pet são maravilhosas, a que mais amamos é a Petco, tem tudo e mais um pouco.

Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
NP: Minha única dica é, deixe sempre as vacinas e parasitações do seu melhor amigo em dia! Assim você nunca terá nenhum tipo de problema para poder viajar com ele. A não ser para Europa que se ele não possuir o chip certo, tem que ficar de quarentena.

Mel e a família do México ❤

Farofa e seus filhotes

Um bicho novo em casa já pode ser bastante, imaginem só 8 filhotinhos! A Adrielle Bachega se viu com a casa cheia e uma nova mamãe que estranhava os bebês. “A Farofa não queria amamentar e ela estranhava os filhotes marrons, a ponto de rosnar para eles nos primeiros dias. São cinco filhotes machos e três fêmeas, um macho morreu no segundo dia de vida. A Farofa teve dificuldade para se adaptar aos filhotes, só amamentava quando eu estava por perto conversando com ela. Por isso, desmamamos os filhotes cedo, e todos foram adotados por amigos próximos. Sempre tenho notícias dos filhotinhos e estão todos lindos e muito espertos.”

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Farofa e seus filhotes ❤

A Farofa, uma labrador retriever de 3 anos, não ficou grávida de surpresa – porém, foi mais rápido do que a Adrielle esperava. “Colocamos a Farofa para cruzar, mas não ficamos esperando muita coisa, porque ela só cruzou uma vez e quis ir embora da casa do namorado, então nem colocamos fé. Quando percebemos ela estava com as tetas cheias. Sempre tivemos cachorros, mas fazia muito tempo que não lidávamos com uma ninhada grande assim. Como aqui faz muito calor, ela fez um buraco na terra e pariu o primeiro filhote lá. Depois a prendemos em uma despensa e ficamos monitorando.”

Em relação aos cuidados com a Farofa e os filhotes, a Adrielle buscou dicas na internet, especialmente no grupo do Facebook – Labradores do Brasil. “Também fui confiando no instinto de mãe da Farofa para cuidar dela, conversar e deixá-la o mais à vontade possível. Para ela demos aquele Mammy Dog*, ajudou muito com a lactação e com a nutrição também. Já com os filhotes, eles começaram a fuçar a ração da Farofa desde que conseguiam andar um pouquinho, mas tirávamos ao máximo. Com o Thor, que ficou em casa, já vacinamos e vermifugamos, a Farofa também tomou medicações pra vermes e suplementos para não ficar muito debilitada.”

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Thor, filhotinho da Farofa

Agora, com filhotes doados e mamãe bem cuidada, a casa da Adrielle continua cheia. “Ficamos com apenas um dos filhotes, o Thor. Estamos com a Farofa, de quase 3 anos, a Rasteirinha e o Ameia que são irmãos. E ainda tem o Canjica, que mora na casa do meu noivo, a 100 km da minha casa. Mas eles se adoram e sempre que se encontram é uma festa. O Canjica morde o rabo da Farofa, a bochecha, a Farofa corre atrás dele, brinca e é sempre muito agradável.” Que coisa boa essa cachorrada que forma uma turminha de amigos, né? Quando perguntamos quem veio primeiro, a Adrielle disse que foi a Farofa. “Em outubro de 2015 ela chegou na minha vida com menos de 45 dias, toda mimosa e me ganhou de pronto. Já o Canjica foi uma história engraçada, pois minha cachorrinha SRD tinha abortado os filhotes e estava com depressão, então para deixá-la mais contente, arrumamos uns filhotes para ela amamentar. Uma amiga nossa estava com uma ninhada de cachorros pequenos em casa e nos doou dois pra ficar com a Rasteirinha. Um deles, a mãe da minha cunhada adotou e o Canjica ficou conosco. Ele era muito pequeno e frágil, mas hoje é um garotão lindo e animado. Quando ele era bebê, ele era tão estranho e desengonçado que chamávamos ele de ‘Cemorreu’, porque toda hora parecia que ele tava meio morto dormindo no chão.”

Ao final, perguntamos que dicas a Adrielle daria para alguém que possa passar por essa mesma situação e a resposta não poderia ser melhor. “Ahhh acho que muito amor, carinho, dedicação e confiar na intuição. Observar com cuidado os sinais dos nossos petfilhos 😍😍

Ah, eu queria comentar que nesse meio tempo a Rasteirinha pariu de novo, mas os filhotes não vingaram. Foi muito triste que um deles morreu em uma noite de muito frio, em que ela não aceitou ficar em um lugar quentinho com ele e ele veio a óbito. Ela chorava com ele na boca, foi muito tocante. 😢 mas a Rasteirinha meio que adotou o Thor e dorme embolada com ele. Agora ela está melhor, mais animada e tranquila.” Um final feliz para essa grande família canina! Que bom!

 

Abaixo, a descrição do suplemento Mammy Dog, que a Adrielle comentou.

DESCRIÇÃO: Mammy é um suplemento vitamínico, mineral, proteico, aminoácido, indicado para cadelas em gestação ou lactação contendo aminoácidos essenciais dentro do conceito de proteína ideal.
INDICAÇÃO: O Mammy é um produto com alto teor de proteína digestível, indicado para a suplementação de fêmeas na fase de lactação. Composto por aminoácidos de alta digestibilidade e valor biológico, associados a probióticos, contém a combinação equilibrada de nutrientes para animais durante a lactação, fase crítica da criação.
PRINCIPAIS VANTAGENS: Rico em proteína digestível, cálcio, fósforo e outros nutrientes necessários à reposição orgânica da fêmea desgastada pela gestação e pelo parto, o Mammy fornece os aminoácidos para formação da proteína do leite (caseína e lactoalbuminas), minerais Ca e P, hexoses essenciais à formação da lactose, proporcionando leite com melhores características para alimentar os filhotes. Mammy proporciona às fêmeas em gestação condições para a geração de filhotes saudáveis e fortes, complementando a dieta com aminoácidos essenciais, como a lisina, metionina, treonina, triptofano, entre outros. A presença de probióticos melhora as condições de saúde intestinal, diminuindo a presença de microorganismos indesejáveis e evitando a presença de aminas biogênicas, gases e toxinas intestinais. O probiótico possibilita maior digestibilidade e disponibilidade de nutrientes, com conseqüente melhor desenvolvimento dos fetos na fêmea em gestação e maior aporte de energia e proteína para a produção de leite.
COMPOSIÇÃO BÁSICA: Proteína texturizada de soja, flavorizante, prolina, tirosina, glicina, triptofano, treonina, dextrose, lisina, leucina, serina, valina, metionina, arginina, cloreto de colina pó, fosfato bicalcico, cistina, histidina e isoleucina.