Ariel, uma Pug na China

A Ariel é uma cachorrinha da raça pug de dois e meio com um olhar tão doce, que a Rebecca Ceccarelli não resistiu ao visitar um abrigo e no mesmo dia a levou para casa, principalmente depois de ver as condições em que ela estava. Leiam abaixo como começou a história delas lá na China!

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MB: Onde vocês moram?
RC: Nós moramos na China, na cidade de Changzhou, província de Jiangsu.

MB: Há quanto tempo você mora no novo país?
RC: Esse ano completo 5 anos na China.

MB: Como começou a história de vocês?
RC: Eu sempre tive cachorros no Brasil, sempre fui “cachorreira”, todos os cachorros de rua que encontrava eu levava para minha casa, cheguei a ter 22 cachorros em casa. Quando mudamos para China eu queria muito um cachorro, infelizmente não consegui trazer os meus, por questão de grana e burocracia. Tenho seis no Brasil, na casa dos meus pais. Então um dia falei para o meu marido que queria uma cadelinha. Ele sempre foi apaixonado por pug e eu gostava de vira-latas haha, na verdade qualquer raça que encontrava eu gostava, mas no Brasil naquela época (há quase cinco anos atrás, hoje já não faço ideia) você não encontrava com facilidade cachorro de raça abandonado, vira-latas tem de monte. Meu marido perguntou para um amigo chinês onde existiam abrigos de animais, o amigo chinês nos levou a um sítio e chegando lá encontrei uma quantidade enorme de cães, de todas as raças possíveis. Mas eram para vender, não para adotar. Eu não queria comprar, então falei para o meu marido que nós só iríamos olhar e ir embora. Quando fui ver os filhotes só tinha a Ariel numa gaiola podrinha, com um pano bem sujinho e ela estava bem apavorada. Com cara de me tire daqui pelo amor de Deus. Os cães em volta dela eram enormes e ela era um ratinho, estava suja, comendo uma lavagem nojenta e com muito medo, fiquei com tanta dó, me deu um desespero. Olhei para meu marido e ele também estava com cara de desespero e então a escolhemos, mas não pagamos por ela – nosso amigo chinês quis nos dar de presente. Saímos de lá e a levamos para tomar banho porque ela estava muito fedida. Dois dias depois levamos ao veterinário e descobrimos que ela estava com infecção nas vias respiratórias e anemia profunda. Com um tratamento intenso de vitaminas e antibióticos conseguimos curá-la.

MB: Essa é a primeira vez que você tem um cachorro da raça Pug? Se sim, como está sendo a experiência?
RC: Sim, sempre tive vira-latas e pastor alemão. A experiência é maravilhosa, ela é um amor, bem quietinha, não destrói nada, não come fio, chinelo hahaha. Ela é bem dengosa e adora ficar grudada na gente. Não pode ouvir as palavras banana, cenoura e passear que ela fica doida, temos que falar essas palavras em chinês, porque em português ela começa a rodopiar igual ao demônio da Tasmânia, sabe?

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Ariel já na casa nova e com uma caminha para chamar de sua

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
RC: Não, é uma raça bem tranquila. Ela é bem boazinha e não dá trabalho.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde está? Veterinário, alimentação. Há muitos animais abandonados?
RC: Ver animais abandonados no centro e bairros nobres é muito difícil, não digo que não tem, mas é bem difícil. Se você for para a área mais afastada do centro, mais rural, aí sim você vê cães abandonados. Às vezes você vê um perdido, mas logo alguém pega, leva no veterinário e pelo chip ou na coleira descobrem de quem é ou fazem campanha pelo wechat (WhatsApp chinês) e encontram o dono ou um novo dono. Aqui gatos abandonados são muitos, em condomínios você encontra milhares, mas os condomínios não os expulsam porque de certa forma, eles expulsam os ratos. E como todos os condomínios são muito arborizados eles precisam dos gatos para evitá-los. A maioria dos chineses tratam os cachorros melhor do que gente, eles raramente usam coleira. Chinês adora tosar, pintar e colocar unhas postiças nos cachorros. A grande maioria aqui é poodle, já que é a raça mais barata para comprar, em torno de R$500,00. O pug está na faixa de R$3000. Para castrar um animal também custa bem caro, a fêmea por volta de R$900 e o macho um pouco menos. Raramente você vê um chinês com um vira-lata, eles adoram raças minis/pequenas e golden retriever. Sobre alimentação é a mesma do Brasil, aqui só tem uma quantidade maior de marcas de comida, mas é a mesma coisa.

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Ariel com a família na China ❤ 

 

Bichos do Capão #perfilparaseguir

O nosso #perfilparaseguir desse mês ajuda com muito amor os animais da Chapada Diamantina. “Bichos do Capão é um projeto de assistência aos animais de rua do Vale do Capão. Na região não existe um profissional da área atuando, e a cidade mais próxima com clínica veterinária fica em Seabra, a 56km do Vale.” Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar esse projeto que aos poucos tem conseguido engajar e conscientizar a população da região, onde o número de animais abandonados é crescente e preocupante, segundo nos contaram. Segue a entrevista abaixo.

MB: Para situar as pessoas que lerão o post. Onde fica o Vale do Capão? E há muitos animais abandonados nessa área?
BC: Caeté-Açu, popularmente conhecido como Vale do Capão, é um distrito do município de Palmeiras, localizado na Chapada Diamantina.
Sim, em toda região da Chapada Diamantina existem muitos animais abandonados. No Capão o número é crescente e preocupante. É uma questão de saúde pública, já que esses animais podem ser portadores de doenças que atingem os humanos, como a leishmaniose e a esporotricose. O projeto enxerga que a eutanásia – solução praticada pelo poder público – não resolve o problema, e trabalhamos para tratar esses animais.

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Logo do projeto Bichos do Capão

MB: O que é o projeto Bichos do Capão e por que ele é importante?
BC: O Bichos do Capão é um projeto de assistência aos animais de rua do Vale do Capão. Na região não existe um profissional da área atuando, e a cidade mais próxima com clínica veterinária fica em Seabra, a 56km do Vale. As ações do projeto são importantes para tentar melhorar, ainda que minimamente, a qualidade de vida desses animais, além de tentar diminuir o crescimento populacional. As ações que desenvolvemos até o momento são emergenciais, o principal objetivo do projeto é conscientizar a população.

MB: Como e quando começou essa ideia?
BC: O projeto foi criando em setembro de 2017, com o intuito de melhorar a qualidade de vida dos animais de rua. A ideia surgiu após percebermos um grande número de animais abandonados, a maior parte debilitada, e o descaso das autoridades.

MB: Quantas pessoas fazem parte do projeto?
BC: O projeto conta com o apoio de alguns moradores do Vale do Capão; da veterinária Manuela Souza, que atende os animais de rua gratuitamente na loja Comercial Santana, em Seabra; da loja Comercial Santana, que todo mês faz doação de ração e aplica descontos diferenciados nos produtos, medicamentos, exames e tratamentos dos animais de rua; e do protetor de animais Jardel, morador de Palmeiras, que oferece lar temporário e cuidados para os animais de rua que precisam de tratamento.

MB: As campanhas que vocês fazem (mutirão/bazar) são bem sucedidas? A população tem participado?
BC: O projeto ainda está engatinhando. A participação da população é tímida, mas crescente. Já realizamos dois mutirões de vacinação e posteriormente o Dia de Rotina, para vacinação antirrábica de cães e gatos, que acontece uma vez por mês no posto de saúde. E na primeira semana de junho aconteceu o primeiro mutirão de castração viabilizado pelo projeto Bichos do Capão, com cerca de 50 animais cadastrados para castração. A cada ação cresce o número de tutores que buscam cuidados para os seus animais, já que essas ações abrangem também os animais com tutores. O bazar tem tido um resultado positivo, mas a arrecadação não é suficiente para manter o projeto atuando.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantem?
BC: Não. O único apoio que recebemos do poder público, até o momento, foi a doação da vacina antirrábica para realização do mutirão de vacinação e Dia de Rotina. As vacinas foram doadas pela Prefeitura Municipal de Palmeiras. O projeto se mantém através de doações e de parte da renda do Bazar do Desapego, que acontece aos domingos, na feira do Vale do Capão. Recentemente recebemos uma doação do Instituto de Design Social e Sustentável para a castração de 10 animais de rua no mutirão que aconteceu no início de junho.

MB: Há muitas ONGs em Vale do Capão ou cidades próximas? E protetores, pessoas que resgatam animais?
BC: Sim. No Capão há mais um grupo de assistência aos animais de rua, e existem outros grupos de protetores em municípios como Seabra, Lençois e Itaberaba. Em Palmeiras, o Jardel, que é protetor de animais e parceiro do projeto, acolhe animais de rua.

MB: Por que ajudar os bichos?
BC: Por amor. O nosso trabalho é voluntário, por amor e respeito aos animais; por entender a necessidade de cuidar desses animais, oferecer, ainda que minimamente, uma melhoria na qualidade de vida deles. Os animais não são brinquedos, sentem fome, sede, frio e medo, e precisam da nossa ajuda.

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
BC: Criamos uma vaquinha no site vakinha.com.br para recebe doações. Quem quiser fazer uma doação pode acessar o link abaixo:
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/projeto-bichos-do-capao.
Aceitamos também doação de ração, medicamentos e outros.
Divulgar o projeto com os amigos, colegas de trabalho, familiares, também é uma forma de nos apoiar. O Bichos do Capão está nas redes sociais, Facebook e Instagram.

Toda ajuda é bem-vinda e faz a diferença!

Vejam abaixo algumas fotos enviadas pelo projeto Bichos do Capão. No topo, os cuidados pré e pós-operatórios dos animais castrados e a campanha para receber doações. No centro, divulgação dos cachorrinhos disponíveis para adoção.E embaixo, Thor, animal de rua assistido pelo projeto. Ele foi diagnosticado com TVT, tumor venéreo transmissível, e tratado. E o comedouro e bebedouro instalados pelo projeto na vila do Capão.

Uma esperada e desejada Flor

“Ter filhotes em casa requer compromisso, atenção e muita paciência. Eles são a coisa mais linda e fofa, mas vêm acompanhados de muita energia, de choro por atenção, xixi e cocô sem coordenação e a mordida é de matar. Quer pular essa fase, adote a partir dos 6 ou 7 meses, ainda são bebês, mas começam a entrar na fase mocinhos. Ah! Se você acha que com 6 ou 7 meses ou mesmo 1 ou 2 anos eles não vão se acostumar com você ou lhe amar, está bem enganado.”

Quando vi esse texto em um post no perfil da Flor, sabia que teria que falar com sua humana, a Julianne Mariano. A maioria das pessoas quer ter um filhotinho, seja de cachorro ou gato, mas nem sempre leva em conta que como todo bebê eles dão um certo trabalho e é cansativo mesmo – temos que ensinar tudo para eles. Isso depois deles chegarem, porque mesmo antes da vinda de um novo membro da família é preciso ponderar e levar alguns fatores em consideração, assim como fez a Julianne. “Nossa Flor foi simplesmente muito desejada e esperada, foram meses de procura, certa angústia, queríamos muito, mas sempre pesava o financeiro, animais precisam de vacina, remédios, consultas, ração e precisamos estar preparados.”

A Julianne contou muito mais coisas interessantes a respeito de como é ter um #bichonovoemcasa e que para lidar com todo esse desafio é preciso informação e bom humor. E no caso da Flor de Panetone (sim, este é o nome completo dela), desde o começo ela já chegou de uma forma um pouco inusitada. “A encontramos no improvável, no aplicativo da OLX, um dos maiores sites de vendas de animais também possuem muitos casos de adoção, vale super a pena pesquisar, e nas nossas inúmeras buscas recebemos um email do site estimulando as adoções, achei simplesmente maravilhoso isso. Entramos em contato, conversamos um pouco, perfil aprovado, fomos buscar Panetone, nos seis meses de busca esse era o nome de nosso filhote, Panetone, porque nós amamos muito panetones, mas nos deparamos com uma fêmea de carinha doce e meiga de uma flor, assim nasceu o nome Flor de Panetone.

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A doce Flor de Panetone

Em relação à adaptação da Flor, ela diz que foi surpreendente e que ela já chegou dona da casa, mas diz também que foi um turbilhão de novas experiências, as quais ela não estava totalmente preparada. “Tenho outra cachorrinha que se chama Kate, a adotei quando ela tinha cerca de 7 meses, quando me casei e me mudei para um kitnet ela continuou morando com meus pais e irmãos, sentia a falta dela, mas hoje já em nova casa e podendo recebê-la vi o quanto ela sente falta do movimento e da companhia de meus pais, ela está melhor com eles e fico imensamente feliz por eles. Quando sentimos falta ela vem passar uns dias conosco, matamos a saudade, dou banho, faço as avaliações médicas (coisa de mãe) e ela volta super feliz para casa, Kate está com 11 anos.

E foi justamente para compartilhar todas essas novidades e experiências que a Julianne criou um perfil no Instagram para a Flor. “O @criandoumaflor surgiu exatamente com intuito de mostrar como é criar um filhote tão novinho, minha experiência com Kate aos 7 meses não me preparou muito para Flor, Kate não me deu um terço do trabalho que a pequena Flor me dá, e me fez refletir muito sobre a adoção de cães jovens, adultos e idosos. Filhotes são pelo menos 90% das buscas das pessoas, eu sei porque foi a minha, minha esposa queria um filhote, eu sabia que dava trabalho, mas vivenciar isso nos faz refletir que pessoas não preparadas e desorganizadas adotam filhotes por serem fofinhos, mas o trabalho, as mordidas, o cocô, o xixi, a bagunça, o barulho e a destruição faz com que cachorros sejam maltratados e abandonados. Além de mostrar as aventuras de se ter e criar um filhote, espero que o perfil possa servir também de informação para novos papais e mamães. E posso dizer que assim como filhos, não importa a idade que eles tenham, com amor eles vão sempre ser os seus filhotes.”

Quando pergunto para a Julianne se ela tinha passado por alguma situação inesperada ou curiosidade com a Flor, ela nos passou uma listinha de experiências engraçadas e aprendizados. Vejam abaixo:

1) Aprendemos que filhotes mais novinhos tem mais propensão a verme, eu sei porque tivemos a experiência a olho nu.
2) Aprendemos que só existe um remédio de carrapatos no mercado que atenda animais com menos de um 1kg e ele não é barato. Valeu Frontline!
3) Aprendemos na literatura da internet que chá de camomila serve como repelentes de carrapatos, mas que não é nada legal vê-los pela casa.Valeu de novo Frontline!
4) Ainda sobre a literatura da internet que ensina a ignorarmos nossos filhotes às 4:00 da manhã quando estão pedindo desesperadamente atenção, mas não prevê que temos vizinhos e o desequilíbrio de nossos filhotes ao bater a cabeça nos móveis em seu desespero absoluto de pular para tentar subir na cama e alcançar suas mamães.
5) Aprendemos na bula do remédio que devemos levar o dog após as refeições para o lugar das necessidades fisiológicas e ficar brincando com ele até eles fazerem xixi e cocô no tapetinho, o que eles não falam é do grande risco do tapetinho virar brinquedoteca e de que todos os brinquedos serem arrastados para lá. Estamos perdendo feio para Flor no quesito: xixi e cocô no lugar certo. Essa foi a melhor.
6) Também aprendemos que nem nos nossos melhores sonhos iríamos encontrar uma paciência transcendental e um AMOR PURO E AVASSALADOR.
7) Aprendemos que aos 2 meses, cachorros já podem mostrar sua personalidade forte, dizer não pra ela é ouvir latidos em retribuição.

“Com apenas 25 dias conosco, Flor de Panetone já nos ensinou tanto, no meio do estresse diário ela é a calmaria, estamos abertos para o mundo de novas descobertas e desafios, quero saber como vai ser o encontro de Kate e Flor, primeiro passeio, castração, viagens e tudo o mais. Com paciência, bom humor e amor vamos vencendo, aprendendo e conquistando.”

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Flor – pequena no tamanho, mas gigante de amor

Uma Gatinha na Áustria

A Sisi é uma gatinha 100% austríaca que há nove meses encontrou seu lar na casa de humanos brasileiros. A Nattasha Fernandes contou como foi esse encontro. Leia abaixo a entrevista.

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Sisi, a gatinha com nome de Imperatriz

MB: Onde vocês moram?
NF: Nós moramos em Viena, na Austria.

MB: Há quanto tempo você mora no novo país?
NF: Nós moramos aqui desde março de 2017.

MB: Essa a primeira vez que você tem gato? Se sim, como está sendo a experiência?
NF: Não é a primeira que temos gatos. Na casa da minha mãe no Brasil já tinha um gato e na casa da minha sogra um casal de gatos.

MB: Como começou a história de vocês?
NF: Eu e meu marido sempre tivemos gatos em nossas casas no Brasil e estávamos sentindo falta de um bichinho em casa, então como ambos gostamos muito de gatos resolvemos adotar um. Olhamos em vários sites de adoção aqui em Viena mas nesse meio tempo tivemos o contato de uma amiga próxima que tinha um conhecido que estava dando um gatinho da ninhada da gata dele e ele não podia ficar. No mesmo dia fomos lá buscar ela!

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
NF: Ela se adaptou bastante ao inverno (estávamos com medo dela ficar com frio no apartamento, pois o aquecedor não fica ligado 24h), ainda não sabemos como ela vai agir agora no verão, já que no nosso apartamento não temos ar condicionado e fica bem quente. Ela entrou no cio exatamente quando o clima começou a esquentar e depois lemos que o calor influenciava bastante no ciclo do cio. Ela é muito carinhosa e tem comportamentos mais parecidos com cachorro do que propriamente de gatos (ela recebe nossos convidados na porta) 🙂 e ela usa o xixi como forma de chamar atenção. Estamos tendo muita dificuldade com isso, pois ela tem feito xixi no sofá, no tapete, na cama.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Veterinário, alimentação, etc.
NF: Aqui os animais de estimação são tratados com muito carinho e respeito. Eles podem entrar em locais públicos, inclusive nos transportes públicos e restaurantes e nunca vi nenhum preconceito contra gato preto. Aqui é obrigatório o uso de chip em todos os animais.

 

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Sisi é uma gata carinhosa, mas que às vezes se comporta como um cachorro ❤

 

 

 

Um encontro com Arlindo, o gatinho

Imagine só a situação, você sai para passear e de repente encontra um gatinho pequenininho vindo na sua direção. O que você faz? No caso da Mariana Jacob, a resposta é simples: “estava passeando em um parque famoso na zona norte do Rio de Janeiro e acabei encontrando com ele. Ele veio na minha direção e não consegui deixar ele lá.

E assim começou a história da Mariana e do Arlindo ❤

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Arlindo, o gatinho de Madureira

E a história não para por aí, porque a Mariana já tem 7 cachorros e mais 5 gatos. E por que resolveu adotar mais um? “Na verdade não planejei adotá-los, a maioria foi resgatada e adotada da rua assim como o Arlindo. E já faz três meses que ele entrou para essa grande família. Como está sendo a experiência? E a adaptação dele com os outros bichos? “Ele não é um gatinho muito fácil, tem algumas brincadeiras agressivas e isso incomoda um pouco os outros gatos. Mas com os cachorros ele se deu muito bem, eles brincam bastante juntos. Ele já está bem mais calmo agora e está com o comportamento melhor em relação aos outros gatos.”

Como a Mariana encontrou o Arlindo no meio de um passeio e resolveu ficar com ele, não houve muito tempo para preparação, as coisas aconteceram meio que no improviso – e o importante é que isso não a desanimou. “Foi no susto pois sai para passear e voltei com um gato. Ele ficou isolado dos outros gatos e o único lugar que tinha para ele ficar era um viveiro de pássaros que tenho em casa. O viveiro era muito grande e ele era muito pequeno, então meu irmão dividiu o viveiro em andares e ele teve bastante espaço para brincar.” Como diz o ditado, quem quer dá um jeito e essa ideia do viveiro é bem criativa. Assim como o nome, que achei pouco comum e quis saber mais sobre como foi essa escolha. “Ele foi achado em Madureira, bairro que é tema de uma música muito famosa do cantor Arlindo Cruz, daí vem o nome dele.” Tá explicado!

Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada? “Só mesmo o fato dele gostar de morde, ele morde por brincadeira igual cachorro. E dicas para aqueles que já tenham algum bichinho em casa e pretende trazer mais um? “Minha dica é ter paciência, porque às vezes demora um pouco para eles se acostumarem.

Mariana, ele é muito lindo! Parabéns pela atitude de resgatá-lo! Muita felicidade para essa família de bichos que você tem!

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Arlindo, o gatinho que morde igual cachorro

 

Maya, um Labrador Retriever Morando na Irlanda

A Maya é uma cachorrinha que podemos chamar de sobrevivente, teve parvovirose ainda bem filhotinha – foram vários remédios e idas ao veterinário e hoje, com quase 3 anos de idade, essa labrador retriever mora na Irlanda com sua humana, Tana Barreto. Leiam a história delas na entrevista que a Tana deu para o Manual.

Screenshot_20180508-072639_1MB: Como começou a história de vocês?
TB: Em 2014 eu ganhei um labrador (Clarinha) que faleceu envenenada com 6 meses. Eu fiquei muito mal com a perda e ganhei a Maya pra me ajudar. Maya chegou na minha casa com 41 dias de vida e dois dias depois começou a apresentar alguns sintomas de parvovirose. Foi quando levamos ela para o hospital, a doença foi detectada e ela já ficou internada. Ela não pegou a doença na minha casa, o canil teve um surto e as três ninhadas da época foram atingidas com a doença. Vinte e um filhotes foram contaminados, apenas Maya sobreviveu! E foi aí que nossa história começou. Eu realmente sabia que ela era meu presentinho enviado por Deus. Devido ao tratamento da parvovirose, Maya teve uma infância bem complicada porque os remédios eram contra-indicados para cães em desenvolvimento. Então, até os 6 meses dela a gente vivia em veterinários porque ela teve muitos problemas de pele, alergias e falta de apetite. Um pouco mais tarde, em janeiro de 2017 descobrimos que Maya tinha pancreatite e algumas más formações. Fizemos o tratamento, novamente ela ficou internada e foi castrada, pois o útero dela não estava totalmente formado, então a veterinária optou por isso para uma melhor qualidade de vida também. Eu e Maya sempre fomos muito grudadinhas e sempre tive muito cuidado com tudo que diz respeito a ela, saúde, comidas, diversão. Sempre doei uma parte do meu tempo para ela.

MB: Onde vocês moram?
TB: Somos de Fortaleza, mas atualmente estamos morando na Irlanda.

MB: Há quanto tempo moram no novo país?
TB: Nós estamos há 9 meses e a Maya há 6 meses.

MB: Como foi a mudança? 
TB: O começo foi muito difícil porque tive que vir na frente (sem ela) para procurar uma casa que aceitasse ela, porque aqui na Irlanda isso é bem dificil. Fiquei quase 3 meses sem ela e durante esse tempo, ela ficou em Fortaleza. Um período com minha mãe e outros períodos com amigos (Erika, que tem um golden retriever; Charles, que tinha um Husky e Priscila, que tem um labrador que é irmã da Maya) procurei pessoas que tivessem cães para que ela pudesse se divertir e não sentir tanto a minha falta. Finalmente chegou o dia da viagem e Maya viajou de Fortaleza/SP com minha amiga Priscilla (no setor de cargas). De SP/Alemanha – Alemanha/Dublin ela já estava sendo assistida pela empresa contratada para a viagem. O total de horas de viagem foi de aproximadamente 13 horas (sem contar Fortaleza/SP). Foi super tranquilo. Maya se comportou super bem. Não fez xixi e nem coco dentro da caixa. Não foi cedada pois as empresas aéreas não permitem. Ela simplesmente passou o dia na creche antes da viagem para ficar bem cansada. Quando Maya chegou na Irlanda, eu não tive problemas com adaptação climática com ela. Ela sempre adorou o frio. Tive apenas que ensiná-la o local correto do xixi porque em Fortaleza ela tinha livre acesso ao quintal. A ração tivemos que fazer a migração para a nova porque a que ela comia não vende aqui (para isso trouxemos a ração dela). Maya adorou a neve, o frio. No começo ela tinha medo das roupas das pessoas, de quem falava inglês perto dela (mas agora ela já está mais habituada com isso também). Hoje a vida voltou ao normal.

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Maya em dois momentos: à esquerda, pronta para viajar. E à direita, curtindo a neve na Irlanda

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si.
TB: Como trata-se de uma ilha, a Irlanda tem mais exigências para entrada de animais do que os demais países, principalmente se vier do Brasil. Então foi bemmmmmmmm burocrático trazer a Maya sim. As etapas foram as seguintes:
– Ela teve que ser microchipada
– Vacinada contra raiva
– Após 30 dias ela teve que fazer o exame de sorologia pra comprovar que ela realmente não tinha a doença e cumprir a quarentena no Brasil de 90 dias. Somente depois disso tudo que ela pôde viajar. Para entrar na Irlanda, ela só poderia vir como carga e através de um despachante aduaneiro. Então tivemos que contratar a empresa para esse serviços (o que encareceu bem mais todo o processo). A empresa fica responsável por toda documentação de entrada dela no país, inclusive a liberação no Ministério da Agricultura e alfandegária. Trazer a Maya custou em torno de 13 mil reais. Eu não tinha esse dinheiro, então fiz campanha nas redes sociais e rifas para conseguir esse valor. A história da Maya viralizou na internet e eu consegui!

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..
TB: Aqui em relação a animais é 100% diferente do que é no Brasil. A vida da Maya era bem diferente. Lá ela tinha creche, natação, encontros de animais, passeios a praia, restaurante pet friendly etc. Aqui as pessoas são bem frias em relação a animais. Não temo muita variedade em pet shops como tinhamos em Fortaleza. Compramos tudo pela internet, porque as lojas mesmo não são tão estruturadas quanto no Brasil. Veterinários também não temos tanto acesso porque é tudo muito caro e aqui você não pode comprar um remédio sem receitas, obrigatoriamente você precisa passar por consulta (o que dificulta muito). Não achei lojinhas como em Fortaleza que vende artigos pet como lacinhos, roupinhas e variedades de produtos pet como por exemplo shampoo, escova de dente e etc. É tudo bem básico aqui. Não sei se é porque não moro na capital, mas essa é uma dificuldade que tenho aqui. Porém as coisas são bem mais baratas (brinquedos, ração, petiscos…) A ração da Maya eu compro pela internet e eles entregam na minha casa sem custo e muito rápido (3 dias), mesmo vindo de outros países. Isso é fantástico!

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
TB: A minha dica para aqueles que vão se mudar independente se for apenas de uma casa para um apartamento ou até mesmo de país, é que tenham sempre em mente o que querem e quais são as prioridades para que possam trabalhar com antecedência em cima disso. Mudanças nunca são fáceis nem pra gente, imagina para eles, mas com tempo e programação dá certo! E a melhor dica: nunca desista do seu pet, independente das dificuldades que possam vir a surgir, tudo vale a pena! Eu faria tudo de novo e quantas vezes fosse preciso. “Eles não precisam de casas grandes, carros luxuosos e dinheiro. Um pedaço de graveto é suficiente. Dê seu coração e ele lhe dará o dele”.

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Maya e a família na Irlanda ❤

 

Série #perfilparaseguir

O Manual do Bicho começa hoje uma série chamada #perfilparaseguir. A ideia é apresentar e indicar aqui pessoas que fazem um trabalho de formiguinha, mas com um impacto enorme na vida dos bichos. Com muito amor e dedicação eles tornam realidade aquela ideia, que provavelmente já passou pela cabeça de muita gente: “queria tanto fazer algo pelos animais que sofrem com maus tratos e abandono.” E se você também já pensou que adoraria ajudar os bichos, contudo não sabe como, venha ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar essa causa. 

Nossa primeira indicação de #perfilparaseguir é de um casal de Brejo Santo/CE. Vocês sabem onde fica Brejo Santo? Eu também não conhecia e achei muito bacana o projeto que apenas eles dois estão tocando por lá – o @casadegatos.adote

A Laís Chalana Cavalcante e o marido Gustavo Ramos Gonçalves moram em Brejo Santo, que fica no interior do Ceará, a 505 km de Fortaleza. Eles moram na cidade há três anos e dizem que ela é muito tranquila e organizada, conhecida no Brasil pela educação. “Porém, o lado ruim é o caos devido ao abandono de animais na cidade e a Prefeitura que é responsável, não faz nada!”

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MB: Como e quando começou a ideia da Casa de Gatos?
LC: Meu marido e eu sempre gostamos de gatos, mas em 2017 começamos a castrar os animais das ruas (aos poucos) e colocávamos para adoção e só em dezembro senti a necessidade de criar uma conta no Instagram, a @casadegatos.adote para divulgar e mostrar o nosso trabalho e quem sabe até incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo.

MB: O que é Projeto C.E.D. e por que ele é importante?
LC: C.E.D significa Capturar, Esterilizar e Devolver, pois tem o propósito de fazer controle populacional de colônias de gatos de rua. Esse método foi criado na Inglaterra em 1950 e desde então tem ajudado ONGs e protetores independentes a controlar o aumento de animais e dá uma melhor qualidade de vida para eles. A importância disso é o fato de que a cidade vai ter menos animais na ruas e as colônias não aumentarão, pois os animais estarão castrados e posteriormente também vacinados.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantem? 
LC: Não recebemos nenhuma ajuda governamental e nem temos apoiadores, pois o nosso “pequeno projeto” ainda está no início e fazemos como podemos. O custo desse projeto ainda é relativamente baixo comparado aos vários projetos por aí existentes. Aqui, todo e qualquer valor gasto é retirado do nosso orçamento mensal.

MB: Por que ajudar os bichos?
LC: Ajudar os bichos é ter coragem, sensibilidade e compaixão. É defender os direitos daqueles que são vistos ainda como coisas e não como seres sencientes. Depois que ajudamos o primeiro animal fica claro que isso é um fator de crescimento espiritual e de alguma forma iremos ajudar novamente. Sem falar na GRATIDÃO que é recíproca, pois a INGRATIDÃO não faz parte dos bichos e sim dos HUMANOS.

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
LC: O @casadegatos.adote está disponível para ajudar e ser ajudado!
Basta nos mandar uma mensagem pelo Instagram.
Afinal, todos os colaboradores com o mesmo intuito de ajudar os animais serão sempre bem-vindos!

Vejam abaixo as fotos de alguns gatinhos que foram resgatados por eles.

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 O gatinho Nutella com aproximadamente 6 meses. Na primeira foto ele está recém castrado e depois de uns dias indo para sua nova mamãe, que também já havia adotado outra gatinha. 
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A gatinha Maria Peluda de aproximadamente 8 meses. As primeiras fotos são do dia do seu resgate e abaixo como ela está hoje. Ela ainda está disponível para adoção.
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A gatinha Minnie de aproximadamente 3 meses. As fotos à esquerda são do dia do resgate e à direita como ela está atualmente. Ela foi adotada e hoje vai para o seu novo lar.

 

Nina, uma cachorrinha agradecida e amorosa

Vocês pensam que o Instagram só serve para curtimos e comentarmos as fotos dos amigos? Que nada. A história da Renata Souza e da Nina começou pela rede social.

A Renata já tem uma cachorrinha em casa, então por que resolveu adotar mais um bicho? “Já estava querendo uma companheira pra minha cachorrinha Lulli há um tempo. Vimos o caso da Nina no Instagram e nos comovemos. Foi amor a primeira vista.” Ela contou que a página do Projeto John** fez um post sobre a cachorrinha, que foi abandonada no Terminal Pirituba, em São Paulo.

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Nina. Tem como não se apaixonar por essa carinha?

“A guarda do local viu quando a abandonaram. A irmã da Carol, do @projetojohn, a viu e em um primeiro momento não conseguiu resgatá-la, pois o motorista do ônibus não a deixou entrar sem a caixa de transporte. Alguns dias depois (não sei ao certo quando) ela a resgatou e a Nina foi para um lar temporário, em que tomou banho, foi ao veterinário, teve muito carinho, e suas primeiras necessidades atendidas.

A Renata fala ainda uma coisa interessante, “quando vi a postagem sobre a Nina, aquele olhar assustado me comoveu profundamente e resolvi adotá-la (com o consentimento da familia).” Isso é importante porque adotar um bicho é MUITO bom, mas também dá trabalho e é fundamental que a família toda esteja de acordo com a adoção para que o processo seja o mais tranquilo possível e que todos estejam realmente felizes com o novo membro da família.

Para a chegada da Nina ela comprou caminha, potinhos, roupinhas, coleira, “o necessário para o bem estar dela.” Hoje elas seguem para a terceira semana juntas. “No inicio ela estava desconfiada, mas depois só amor.” E como está a experiência de ter mais um bicho em casa e a adaptação das duas companheiras? “A experiência é maravilhosa, ela é muito agradecida e amorosa. No início a Lulli ficou desconfiada, arredia, mas aos poucos foram brincando, passeando juntas e estão se tornando amigas.” ❤️ ❤️ ❤️

Como foi a escolha do nome dela? “Foi bem difícil, mas no final meu marido sugeriu Nina e achei que combinava com ela.” E não é que combina, mesmo? Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada? “A Nina gosta de dormir com a barriga para cima e pega todas as minhas roupas e coloca na caminha dela.”
Ela é muito fofa e espero que seja muito feliz com a família de vocês Renata!

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Nina e a carinha feliz de quem foi adotada

** Projeto John – o perfil deles no Instagram é @projetojohn. E a bio deles diz o seguinte: “Criado para divulgar animais que precisam de ajuda, e ajudar os já resgatados, sejam por mim ou outras protetoras(es)!” 

Um Maltês Estiloso em Israel

A Elisete Retter mora em Israel há 27 anos e recentemente adotou o Mishka, um maltês pra lá de descolado. Venham conhecer a história deles.

dsc_0695-copy-e1525656574799.jpgMB: Qual o nome, a raça e a idade do seu bicho?

ER: O nome do meu cachorrinho é Mishka e ele completou um ano em fevereiro.

MB: Como foi a escolha do nome dele? 

ER: Escolhi o nome Mishka porque amo a língua russa. Falo 7 línguas e o russo é uma das línguas que mais amo. Mishka em russo quer dizer ‘ursinho’ e ele quando chegou até a mim com dois meses de idade era bem parecido com um ursinho de pelúcia.

MB: Onde vocês moram?

ER: Moramos em Tel Aviv.

MB: Há quanto tempo moram no novo país? 

ER: Moro em Israel há bastante tempo. Cheguei aqui em 1991. Há 27 anos precisamente. Sou cantora e compositora e já lancei vários CDs aqui em Israel. O Mishka, adotei há um ano e três meses. No seu aniversário fiz uma festa bem legal e gravei num vídeo que esta disponível no meu Facebook.

>> Veja a festa de aniversário do Mishka clicando aqui

MB: Como começou a história de vocês? 

ER: Começou, pois conheço a senhora que me deu o cãozinho. Na verdade, a minha filha mais velha, há dois anos e meio atrás adotou um maltês muito fofo que se chama Tchibu. Eu me afeiçoei demais ao seu cãozinho e ficou muito difícil para mim quando ela se mudou e eu já não o via tão frequentemente como antes. Fiquei triste, pois eu cuidava do Tchibu quase que diariamente. A separação geográfica foi um golpe difícil de superar, então decidi adotar um cãozinho que fosse meu. Conhecia a Angela e ela me deu o maior presente do mundo quando me deu o Mishka. É engraçado como temos o temperamento bem parecido. Eu e ele somos muito sociáveis e hiperativos. Quando dizem que os cachorros se parecem com seus donos, no meu caso, posso dizer que é verdade.

MB: Como cantora, imagino que você passe um tempo fora de casa ou não tenha um horário “convencional”. Como você faz com o Mishka?

ER: Geralmente, quando tenho shows, ele tem uma baby-sitter que fica com ele.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..

ER: O que posso dizer que é diferente é que em Israel não tem cachorros de rua. Os animais são bem cuidados e aqui tem muita conscientização no que diz respeito aos animais de estimação. Tem muitos pet shops espalhados pela cidade o que é muito confortável para quem tem animais em casa. A alimentação dele é regulada, mas o Mishka gosta muito da hora do lanche. Dou petiscos pra ele e ele adora.

MB: Até aqui já passou por alguma situação inesperada ou curiosa com ele? Alguma dica? 

ER: O Mishka é um cachorro que é muito fotografado. Eu gosto de ‘produzi-lo’, ele tem um guarda-roupa de inverno variado e sempre usa seus sapatinhos, que ele gosta, acredite. Sempre que ele vê que vamos sair ele se deita de costas no chão com as patinhas para cima como que pedindo que eu coloque os seus sapatinhos. Ele é super fofo e acho que talvez pelos sapatinhos, seja o cãozinho mais famoso de Tel Aviv. De vez em quando ele também participa do meu vídeo blog ‘Elisete al ha boker’ (Elisete de manhã) que eu publico uma vez por mês no Youtube. Mishka gosta muito de música, principalmente música disco, anos 70. Dançamos sempre juntos! Ele é o meu super star.

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Mishka e os seus sapatinhos

Sulley, um gatinho muito fofo e carinhoso

A Karina Rodriguez adotou o gatinho Sulley recentemente, e aqui ela conta como está sendo essa experiência de ter um bicho novo em casa.

“Eu sempre gostei de animais e fazia alguns anos que não tinha nenhum. Senti falta de ter um bichinho para cuidar e me fazer companhia.” Bom, hoje em dia com tantos meios e informações disponíveis que podem nos levar até o desejado bichinho, como você chegou até ele? Ou foi ele que chegou até você? “Uma amiga minha sabia que eu estava buscando um gatinho para adoção. A amiga dela tinha uma gatinha que deu cria e então, assim que ela soube, me encaminhou as fotos dos gatinhos para que eu pudesse escolher.”

Ela conta que eles já estão juntos há 20 dias e que depois de 2 cachorrinhos, esse é o primeiro gato e tudo é uma novidade. E como foi o encontro de vocês? “Ele estava um pouco assustado. Miando bastante. Fiquei com ele no meu colo, fazendo um carinho e ele se acalmou. Todos na minha casa receberam ele com muito amor, então ele se acostumou muito rápido.” Sobre a experiência de ter um gatinho, ela diz, obviamente que “É só amor. Quero chegar logo em casa para encontrar com ele e quando eu chego, ficamos brincando um tempão. Quando eu chego ele já vem correndo e se enrosca nos meus pés e eu não me aguento de amor. Adoro quando ele começa a brincar com bolinhas e dá vários saltos e sai correndo. Eu me divirto. Eu sabia que seria muito gostoso ter um animalzinho em casa, mas, me surpreendi com o sentimento que eu desenvolvi depois que nos conhecemos.” ♥ ♥ ♥

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Bom, já dá para notar que a experiência desses dois está sendo ótima. Antes dele chegar, como se preparou para recebê-lo em casa? “Li uns blogs com dicas de como cuidar de gatinhos, principais vacinas, alimentação. Também perguntei para pessoas conhecidas que já tinham gatinhos para entender melhor como seria. Ahhh, e também fui no petshop e comprei tudo que ele precisava!” E feita a preparação e com ele já em casa, fica faltando algo importante, a escolha no nome, como foi? “Foi em grupo. Minha irmã, meus sobrinhos e eu ficamos pensando em vários nomes até que um deles agradou a todos! O nome dele é Sulley, escolhemos este nome por causa do personagem do filme Monstros S.A., um monstro que é um gatinho muito fofo e carinhoso.” Para finalizar pergunto se ela tem dicas para quem pretende adotar em breve e e como boa humana de bicho ela diz: “Adote! rs. Quem mais recebe nesta relação, somos nós. Acho importante procurar por dicas sobre o animal e ter certeza que está apto para receber o bichinho em casa.” Só posso concordar! Boa sorte e que essa relação seja sempre de muito amor e cuidado!

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