Costeleta, um cãozinho cego e muito feliz

O último Bicho Novo em Casa do ano é com esse fofíneo, lindo e cremoso do Costeleta. Fico feliz por contar a história dele e da Malu, sua humana. Eles se conheceram meio que por acaso ou seria o destino? Acredito que só pode ser essa segunda opção porque ele acabou sendo adotado pela pessoa certa! A Malu diz que foi ele quem chegou até ela. “Fazia residência no hospital veterinário da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), e ele estava andando pelo campus! Até que o resgatamos!”

IMG-6020Como ele estava andando sozinho, a Malu não tem mais informações a respeito da vida dele antes de se conhecerem, mas as condições dele não eram as melhores.  “Ele estava cheio de carrapatos, com miíase (bicheira) nos testículos, e quase não tinha pelo no corpo devido a sarna! Mas sempre foi o dono do sorriso mais lindo e ainda tinha os olhos azuis mais maravilhosos! Porém ele tinha inflamações seguidas nos olhinhos e já não enxergava muito bem!”

Logo, uma amiga da Malu resolveu dar o nome de Costeleta ao mais novo mascote do grupo e todos concordaram. “Ficamos cuidando dele, castramos, tratamos a pele e ele se tornou nosso mascote. No final do ano, a Ulbra entrou em recesso e a diretoria disse “carinhosamente” que teríamos que “dar um jeito” nos mascotes. Então, eu o levei pra casa e todos se apaixonaram! Uma semana depois ele foi oficialmente adotado por mim!”

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Uma vez oficialmente adotado pela Malu, ela diz que não foi necessária muita preparação para recebê-lo. “Ele ocupou seu espaço rapidamente! Ele já estava castrado, já fazia tratamento para os olhos e ele sempre se ajudou demais!” E em relação aos olhos, ele nem sempre foi cego. E ela explica como isso aconteceu. “Ele tinha os olhinhos quando o adotei, mas não enxergava muito bem. Depois de mais ou menos 1-2 meses de sua adoção, tive que viajar e deixei uma pessoa cuidando dele (para aplicar os colírios, etc), porém quando retornei de viagem vi que ela não foi a melhor cuidadora, ele perfurou um dos olhinhos, levei imediatamente para o hospital e fizemos a cirurgia de enucleação (que é a retirada integral do globo ocular)! Ele respondeu muito bem e se tornou um cachorro mais feliz! Porém, o olhinho que ficou seguia sempre incomodando, não respondia mais aos tratamentos com colírio. Ele desenvolveu catarata e glaucoma. A Oftalmologista sugeriu aplicação intraocular de medicamentos, mas eu via que ele sentia muita dor. Como ele já não enxergava nada e era só uma questão estética eu optei por enuclear este olhinho também!”

Mas muito se engana quem pensa que para o Costeleta isso significou sofrimento ou que a vida dele com a Malu mudou completamente. “Desde então ele se tornou mais feliz ainda! Sem dor! Se adapta muito bem a todos os ambientes! Após se tornar “oficialmente” um cão sem olhos eu me mudei pra uma casa que tem uma pequena escada, em poucas horas ele se acostumou e já sabia transitar por toda a casa! Ele é sempre o primeiro a saber que tem alguém chegando em casa! Adora ficar no pátio da frente latindo para as pessoas e outros animais que passam na calçada! Adora fazer novos amigos! E por incrível que pareça ele adora correr atrás dos meus gatos no pátio! Mas se dão muito bem!” ❤ ❤ ❤

 

Lar Temporário Oasis #perfilparaseguir

O Lar Temporário Oasis existe há mais de 15 anos e resgata animais doentes ou maltratados nas ruas, proporcionando tratamento, cuidados e muito amor para posteriormente conectá-los com uma nova família nas feiras de adoção. “Somos todos voluntários e usamos nossos recursos próprios para mantê-los.” Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar o Lar Temporário Oasis. Segue a entrevista abaixo.

lartemporarioMB: Para situar as pessoas que lerão o post. Onde o Lar Temporário Oasis atua? E há muitos animais abandonados nessa região?
LTO: Na zona sul do Rio de Janeiro. Fazemos alguns resgates também na Comunidade do Vidigal e Rocinha. Sim, tem muitos bichos abandonados e não temos como resgatar todos.

MB: Vocês não tem um abrigo, certo? Como conseguem os lares temporários para os animais?
LTO: Não temos abrigo. Temos 4 pessoas que fazem lares temporários em suas próprias casas e quando não temos mais espaço, pedimos ajuda no Facebook para tentar pessoas que façam LT (lar temporário).

MB: Como e quando começou essa ideia?
LTO: Sempre amei bichos, resgatava e tentava colocar para adoção, até que um dia resolvi fazer a página no Facebook e buscar mais recursos para ajudar cada vez mais animais.

MB: Quem são e quantas pessoas ajudam com o projeto no dia a dia?
LTO: Hoje contamos com a ajuda da Andreia (idealizadora do projeto), Renata Baleoti e Claudio Resnik (divulgando no Facebook e Instagram). Josefa , Vitória e Luzia ajudando nas feiras de adoção. E Josefa e Norma ajudando no trabalho de limpeza e cuidados com os bichos.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantem?
LTO: Não tem ajuda governamental e não somos uma ONG registrada. Mantemos os bichos com ajuda de doações.

MB: Qual importância do projeto na região onde ele está?
LTO: Ele é importante para diminuir a população de animais abandonados. Resgatamos os mais necessitados, orientamos as pessoas sobre a castração e castramos os bichos de pessoas carentes, tudo com ajuda de doação.

MB: Vi alguns posts sobre padrinhos/madrinhas. Como funciona?
LTO: Como todos os que se propõem a fazer este trabalho sabem, a demanda é maior que a oferta e para alguns animais o lar que deveria ser temporário se torna permanente por diversos motivos. Por isso, convidamos as pessoas que amam animais a ajudar ao Lar apadrinhando quantos animais quiserem e a contribuição que será destinada sempre aos cuidados destes que são puro amor. A pessoa pode ajudar a partir de R$10 todo mês.

MB: Por que ajudar os bichos?
LTO: Porque os amo e não consigo ver tanto abandono e falta de orientação sobre castração.

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
LTO: Temos o link para apadrinhar um bichinho (https://www.padrim.com.br/lartemporariooasis) e também recebemos doações de ração e medicamentos nas feiras de adoção.

Ao visitar a página do Lar Temporário no Facebook, encontrei uma história tão bacana e inspiradora, que irei compartilhar aqui.

adoção

 Todas as adoções são especiais! Todos os adotantes são especiais. Porém viemos aqui através desse post agradecer 4 seres humanos incríveis que adotaram 4 de nossos animalzinhos especiais.
Max adotado pelo @diegomolinadiego teve uma infecção nos olhos quando pequeno e perdeu os dois olhinhos.
Raio Miguel adotado pela @celinhanogueira, é o irmãozinho de Max que também teve uma infecção e perdeu 01 olhinho.
Zazá, adotada pela @_julia_carvalho_, foi encontrada com 1 mês em uma mata com uma das orelhas lotada de bichos, fez 2 operações para limpeza do conduto auditivo e por fim teve que retirar toda orelha e hoje só tem um furinho no local onde escuta perfeitamente.
Horário, adotado pelo @sergiogiraobarroso, foi resgatado perdido e atravessando uma das ruas principais da rocinha, estava muito sujo, tem mais de 10 anos, está com um tumor no abdômen, um problema cardíaco e renal crônico, mas mesmo sabendo disso quis dar o melhor a esse senhor que já sofreu tanto nesse mundo.
Um animal especial pode viver uma vida normal, são os mais rejeitados no momento da adoção.

Temos que bater palmas para essas pessoas que mesmo sabendo de todas limitações e cuidados especiais, não desistiram da adoção. Adoções como essas fazem todos nossos esforços e lutas valerem a pena.

Eles não nasceram assim. A culpa é do ser humano que os abandona! Na rua eles pegam doenças e que em alguns casos são irreversíveis.

A única restrição que não existe nessa relação é o AMOR.

AATAN #perfilparaseguir

A região da zona rural de Sorocaba, no interior de São Paulo, sofre há anos com o grande número de cães e gatos abandonados. A tia Dirma começou a ajudar essa causa 30 anos atrás e imaginem o tanto que ela já fez pelos animais! E nos últimos 10 anos conta também com a ajuda de voluntários, que se organizaram para criar a ONG AATAN – Associação Abrigo Temporário de Animais Necessitados.  “Um dia no abrigo é de muito trabalho: alimentar, limpar, cuidar dos doentes, separar algumas confusões, capinar o terreno, se despedir dos adotados, mas acima de tudo é um ambiente cheio de amor e gratidão.”Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar a AATAN. Segue a entrevista abaixo.

Screen Shot 2018-09-12 at 8.40.10 PMMB: Para situar as pessoas que lerão o post. Onde fica o abrigo? E há muitos animais abandonados nessa região?
AATAN: O abrigo fica na zona rural de Sorocaba, o abandono na região é muito grande e continua aumentando, pois não existe uma política eficaz de castração e recolhimento dos animais em situação de rua na nossa cidade.

MB: Como e quando começou essa ideia?
AATAN: A Tia Dirma, que é a responsável pelo abrigo, começou a atuar na causa animal há 30 anos. Nos últimos 10 anos um grupo de voluntários se reuniu para ajudá-la, conseguiram a sede, criaram a ONG, organizam eventos de arrecadação, feiras de adoção e atuação nas mídias.

MB: Quantas pessoas ajudam o abrigo no dia a dia?
AATAN: Lá no abrigo a Dirma conta com a ajuda da família dela e mais três funcionários para manutenção do local, já os voluntários atuantes acredito que seja em torno de 20.

MB: Como é um dia no abrigo?
AATAN: Um dia no abrigo é de muito trabalho: alimentar, limpar, cuidar dos doentes, separar algumas confusões, capinar o terreno, se despedir dos adotados, mas acima de tudo é um ambiente cheio de amor e gratidão.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantem?
AATAN: Não recebemos nenhuma ajuda pública, dependemos 100% de doações. Muitas pessoas e empresas da cidade organizam eventos de arrecadação e também vendemos produtos do abrigo como: canetas, imãs, mantas e camisetas.

MB: Qual importância do abrigo na região onde ele está? As pessoas deixam animais abandonados na porta?
AATAN: Muitas pessoas nos pedem ajuda através das redes sociais, mas infelizmente estamos lotados e não fazemos resgates, porém disponibilizamos um meio de divulgação no nosso Facebook. Mesmo não divulgando o endereço do abrigo, pelo menos uma vez por semana cães e gatos são abandonados na nossa porta.

MB: Vi em alguns posts que é comum algumas pessoas devolverem animais adotados, ex: Dolar. Isso ocorre com frequência? Há algum tipo de acompanhamento depois da adoção?
AATAN: Quando o número de adoções aumenta é mais comum que animais sejam devolvidos, temos um procedimento de adoção bem rígido, mas infelizmente algumas pessoas adotam por impulso e quando o animal está em casa eles se dão conta disso. Fazemos pós adoção com todos os adotantes e também mantemos contato com eles através das redes sociais.

MB: Por que ajudar os bichos?
AATAN: Porque ajudar alimenta a nossa alma e fazer o bem enriquece, os animais precisam muito da nossa ajuda e nós também precisamos deles. O abandono na região é muito grande, basta sair de casa que você cruzará com cães e gatos no seu caminho. Apoiar iniciativas como a nossa pode mudar essa realidade, temos atualmente 350 abrigados entre cães e gatos, são muitas bocas para alimentar e se cada um colaborar com um pouco, nenhum deles sentirá fome.

Alguns dos bichos para adoção da AATAN ❤

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
AATAN: Comprando nossos produtos a venda nas feiras de adoção, participando dos nossos eventos, sendo voluntário ou deixando doação nos nossos pontos de arrecadação:

☞ Espaço Vital – Fisioterapia Especializada | Rua Visconde do Rio Branco, 601.
☞ Escola Two Four Seven de Inglês | Av. Nogueira Padilha, 247.
☞ Vila da Esquina | Rua Capitão Nascimento Filho, 127.
☞ Geração Pet (depósito) | Rua Campinas, 137
☞ Associação dos Deficientes de Votorantim | Rua Monte Alegre, 470
e depósito na conta bancária:
Banco Itaú
Agência: 1653
Conta Corrente: 35850-5