Um encontro com Arlindo, o gatinho

Imagine só a situação, você sai para passear e de repente encontra um gatinho pequenininho vindo na sua direção. O que você faz? No caso da Mariana Jacob, a resposta é simples: “estava passeando em um parque famoso na zona norte do Rio de Janeiro e acabei encontrando com ele. Ele veio na minha direção e não consegui deixar ele lá.

E assim começou a história da Mariana e do Arlindo ❤

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Arlindo, o gatinho de Madureira

E a história não para por aí, porque a Mariana já tem 7 cachorros e mais 5 gatos. E por que resolveu adotar mais um? “Na verdade não planejei adotá-los, a maioria foi resgatada e adotada da rua assim como o Arlindo. E já faz três meses que ele entrou para essa grande família. Como está sendo a experiência? E a adaptação dele com os outros bichos? “Ele não é um gatinho muito fácil, tem algumas brincadeiras agressivas e isso incomoda um pouco os outros gatos. Mas com os cachorros ele se deu muito bem, eles brincam bastante juntos. Ele já está bem mais calmo agora e está com o comportamento melhor em relação aos outros gatos.”

Como a Mariana encontrou o Arlindo no meio de um passeio e resolveu ficar com ele, não houve muito tempo para preparação, as coisas aconteceram meio que no improviso – e o importante é que isso não a desanimou. “Foi no susto pois sai para passear e voltei com um gato. Ele ficou isolado dos outros gatos e o único lugar que tinha para ele ficar era um viveiro de pássaros que tenho em casa. O viveiro era muito grande e ele era muito pequeno, então meu irmão dividiu o viveiro em andares e ele teve bastante espaço para brincar.” Como diz o ditado, quem quer dá um jeito e essa ideia do viveiro é bem criativa. Assim como o nome, que achei pouco comum e quis saber mais sobre como foi essa escolha. “Ele foi achado em Madureira, bairro que é tema de uma música muito famosa do cantor Arlindo Cruz, daí vem o nome dele.” Tá explicado!

Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada? “Só mesmo o fato dele gostar de morde, ele morde por brincadeira igual cachorro. E dicas para aqueles que já tenham algum bichinho em casa e pretende trazer mais um? “Minha dica é ter paciência, porque às vezes demora um pouco para eles se acostumarem.

Mariana, ele é muito lindo! Parabéns pela atitude de resgatá-lo! Muita felicidade para essa família de bichos que você tem!

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Arlindo, o gatinho que morde igual cachorro

 

Nina, uma cachorrinha agradecida e amorosa

Vocês pensam que o Instagram só serve para curtimos e comentarmos as fotos dos amigos? Que nada. A história da Renata Souza e da Nina começou pela rede social.

A Renata já tem uma cachorrinha em casa, então por que resolveu adotar mais um bicho? “Já estava querendo uma companheira pra minha cachorrinha Lulli há um tempo. Vimos o caso da Nina no Instagram e nos comovemos. Foi amor a primeira vista.” Ela contou que a página do Projeto John** fez um post sobre a cachorrinha, que foi abandonada no Terminal Pirituba, em São Paulo.

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Nina. Tem como não se apaixonar por essa carinha?

“A guarda do local viu quando a abandonaram. A irmã da Carol, do @projetojohn, a viu e em um primeiro momento não conseguiu resgatá-la, pois o motorista do ônibus não a deixou entrar sem a caixa de transporte. Alguns dias depois (não sei ao certo quando) ela a resgatou e a Nina foi para um lar temporário, em que tomou banho, foi ao veterinário, teve muito carinho, e suas primeiras necessidades atendidas.

A Renata fala ainda uma coisa interessante, “quando vi a postagem sobre a Nina, aquele olhar assustado me comoveu profundamente e resolvi adotá-la (com o consentimento da familia).” Isso é importante porque adotar um bicho é MUITO bom, mas também dá trabalho e é fundamental que a família toda esteja de acordo com a adoção para que o processo seja o mais tranquilo possível e que todos estejam realmente felizes com o novo membro da família.

Para a chegada da Nina ela comprou caminha, potinhos, roupinhas, coleira, “o necessário para o bem estar dela.” Hoje elas seguem para a terceira semana juntas. “No inicio ela estava desconfiada, mas depois só amor.” E como está a experiência de ter mais um bicho em casa e a adaptação das duas companheiras? “A experiência é maravilhosa, ela é muito agradecida e amorosa. No início a Lulli ficou desconfiada, arredia, mas aos poucos foram brincando, passeando juntas e estão se tornando amigas.” ❤️ ❤️ ❤️

Como foi a escolha do nome dela? “Foi bem difícil, mas no final meu marido sugeriu Nina e achei que combinava com ela.” E não é que combina, mesmo? Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada? “A Nina gosta de dormir com a barriga para cima e pega todas as minhas roupas e coloca na caminha dela.”
Ela é muito fofa e espero que seja muito feliz com a família de vocês Renata!

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Nina e a carinha feliz de quem foi adotada

** Projeto John – o perfil deles no Instagram é @projetojohn. E a bio deles diz o seguinte: “Criado para divulgar animais que precisam de ajuda, e ajudar os já resgatados, sejam por mim ou outras protetoras(es)!” 

Sulley, um gatinho muito fofo e carinhoso

A Karina Rodriguez adotou o gatinho Sulley recentemente, e aqui ela conta como está sendo essa experiência de ter um bicho novo em casa.

“Eu sempre gostei de animais e fazia alguns anos que não tinha nenhum. Senti falta de ter um bichinho para cuidar e me fazer companhia.” Bom, hoje em dia com tantos meios e informações disponíveis que podem nos levar até o desejado bichinho, como você chegou até ele? Ou foi ele que chegou até você? “Uma amiga minha sabia que eu estava buscando um gatinho para adoção. A amiga dela tinha uma gatinha que deu cria e então, assim que ela soube, me encaminhou as fotos dos gatinhos para que eu pudesse escolher.”

Ela conta que eles já estão juntos há 20 dias e que depois de 2 cachorrinhos, esse é o primeiro gato e tudo é uma novidade. E como foi o encontro de vocês? “Ele estava um pouco assustado. Miando bastante. Fiquei com ele no meu colo, fazendo um carinho e ele se acalmou. Todos na minha casa receberam ele com muito amor, então ele se acostumou muito rápido.” Sobre a experiência de ter um gatinho, ela diz, obviamente que “É só amor. Quero chegar logo em casa para encontrar com ele e quando eu chego, ficamos brincando um tempão. Quando eu chego ele já vem correndo e se enrosca nos meus pés e eu não me aguento de amor. Adoro quando ele começa a brincar com bolinhas e dá vários saltos e sai correndo. Eu me divirto. Eu sabia que seria muito gostoso ter um animalzinho em casa, mas, me surpreendi com o sentimento que eu desenvolvi depois que nos conhecemos.” ♥ ♥ ♥

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Bom, já dá para notar que a experiência desses dois está sendo ótima. Antes dele chegar, como se preparou para recebê-lo em casa? “Li uns blogs com dicas de como cuidar de gatinhos, principais vacinas, alimentação. Também perguntei para pessoas conhecidas que já tinham gatinhos para entender melhor como seria. Ahhh, e também fui no petshop e comprei tudo que ele precisava!” E feita a preparação e com ele já em casa, fica faltando algo importante, a escolha no nome, como foi? “Foi em grupo. Minha irmã, meus sobrinhos e eu ficamos pensando em vários nomes até que um deles agradou a todos! O nome dele é Sulley, escolhemos este nome por causa do personagem do filme Monstros S.A., um monstro que é um gatinho muito fofo e carinhoso.” Para finalizar pergunto se ela tem dicas para quem pretende adotar em breve e e como boa humana de bicho ela diz: “Adote! rs. Quem mais recebe nesta relação, somos nós. Acho importante procurar por dicas sobre o animal e ter certeza que está apto para receber o bichinho em casa.” Só posso concordar! Boa sorte e que essa relação seja sempre de muito amor e cuidado!

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Bicho de presente

Hoje uma amiga me disse que estava pensando em dar um cachorro para o seu pai, de 75 anos. Ela quer que o bicho faça companhia para ele, que mora sozinho. Há muitas pessoas que dão cães e gatos de presente, isso é bem bacana, mas acho que deve-se ter cautela. Bom, antes de tudo precisamos saber se a pessoa quer um bicho novo em casa. Depois, saber se ela tem condições físicas, e também financeiras de cuidar de um bicho. No caso da minha amiga, mesmo sem ela me pedir, dei duas dicas:
  1. Adote um cachorro adulto. Filhotes tem muita energia, precisam ser educados para entender as regras da casa e acho que não é o ideal para um senhor que quer companhia. Um cachorro adulto geralmente é mais calmo, já foi castrado, e tem tanto carinho para dar quanto um filhote.
  2. Pegue um cachorro de porte médio/pequeno. Acredito que seria mais tranquilo para o pai dela gerenciar um cachorro menor, imagine um Dogue Alemão brincando ou indo passear na rua e algo chama sua atenção e ele pre-ci-sa ir conferir o que é. Para uma pessoa de mais idade segurar um bicho de porte grande é mais difícil.
  3. Essa dica eu não dei, mas fiquei pensando depois. Teria mesmo que ser um cachorro? Porque os gatos também são ótimas companhias e mais tranquilas de gerenciar, a manutenção é menor e o amor é igual.
Muitas vezes a gente nem pensa nessas coisas, mas é importante, especialmente porque não seremos os cuidadores, né? Lembro que quando era mais nova dei um filhotinho de gato para um ex-namorado. Detalhe: na casa dele já tinham 4 gatos, eles não tinham grana para cuidar e eu ainda levei mais um! Hoje me sinto super mal, ainda mais porque tenho gato e sei que a adaptação entre os felinos leva pelo menos uma semana para ser feita. Mas na época eles ficaram com o bichinho. Na dúvida, na hora de dar um bicho de presente, escolha um de pelúcia e depois converse com a pessoa e veja se ela gostaria de um de verdade 😉

Então você vai adotar um bicho?

Você resolveu adotar um animal de estimação? Parabéns! Algo importante a se levar em consideração é que independente do tamanho, idade, se é de raça ou misturado, todos (incluindo você) se beneficiarão de uma preparação antes da chegada do seu mais novo amigo. E teremos mais detalhes sobre isso nos próximos posts. Cães (e hoje também os gatos) não são chamados de “melhor amigo do homem” por nada, rapidamente se tornam como membros da família.

Seja lá qual for a espécie que você decida adotar, uma coisa é fato, eles demandam bastante de nossa atenção e tempo. Se você está pensando em adotar um filhotinho, vale a pena se perguntar: “Eu tenho tempo suficiente?” Você pode decidir que um animal adulto se encaixa melhor em seu estilo de vida e horário. Cachorros principalmente – não importa a raça, precisam de exercícios, amor e atenção, mas um cachorrinho “mais maduro” pode precisar de um pouco menos de manutenção. E por falar em manutenção, se o escolhido tiver pelo longo, pense que também haverá a necessidade de escová-lo com frequência. O que não é tão ruim, pois essa sessão de carinho faz bem para ele e pra gente também.

Outra coisa importante é que seu bichinho não nasceu sabendo as regras da sua casa – ou da sociedade – então seja paciente.