Salvelina, uma cachorrinha na França

A Salvelina é uma cachorrinha SRD de 4 anos de idade. Quando eu descobri o motivo dela ter esse nome eu quase morri de rir. Vocês se lembram do vídeo do garotinho que dizia para o amigo no carrinho: “taca-lhe pau nesse carrinho Marcos”? Se não lembram vou colocar no final desse post porque vale a pena rever, e foi daí que veio o nome Salvelina, cachorrinha da Ingrid Gazzoni. Elas moram na França e contam aqui como foi a mudança e como está sendo a vida por lá, um país conhecido por ser muito inclusivo em relação ao cães, mas que também tem um lado B.  Vejam o que ela conta na entrevista abaixo.

WhatsApp Image 2018-10-14 at 4.20.16 AMMB: Como começou a história de vocês?
IG: O meu marido queria fazer um MBA fora do Brasil, enquanto pesquisamos as faculdades, pesquisávamos também as regras de “imigração” para a Salvelina. A escola que o meu marido está fazendo, INSEAD, tem um campus aqui na França e outro em Singapura, e poderíamos optar por estudar aqui ou lá. A Salvelina foi o quem nos ajudou a escolher o campus, pois a França é bem mais tranquila em relação a vinda de animais do que Singapura, onde os bichinhos têm que ficar de quarentena. No final, foi a melhor decisão, pois logo depois que ele passou eu descobri que estava grávida. Ou seja, nos mudamos com um cachorro e uma bebê recém-nascida.

MB: Há quanto tempo vocês moram na França? E em qual cidade vocês moram exatamente?
IG: Estamos morando desde agosto desse ano e iremos ficar até julho do ano que vem. Moramos em Fontainebleau, uma cidade de 15 mil habitantes, há 65 quilômetros de Paris.

MB: Como foi a mudança dela?
IG: Para nós o maior desafio era fazer com que a Salvelina sofresse o mínimo necessário durante o voo. Para isso, optamos por trazê-la em um voo direto Rio x Paris. Voos diretos são sempre bem mais caros, e por isso, eu e o meu Marido viajamos em voos separados. Eu vim com a Marina (nossa filha que estava com quase 3 meses) em um voo com conexão pela TAP e ele veio no voo direto da Airfrance com a Salvelina. Uma dica que eu dou para quem vai fazer uma mudança grande assim é chegar em dias diferentes. Eu cheguei um dia depois do meu marido e foi bem mais tranquilo, pois malas, cachorro e bebê seria muito complicado. Para chegar na nossa cidade optamos por alugar um carro.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si.
IG: Escolha muito bem o veterinário que vai acompanhar o processo. A Salvelina teve que tirar sangue três vezes para fazer o exame da raiva. A primeira vez, eles mandaram todo o sangue da Salvelina para o laboratório que faz a análise da sorologia sem processar o sangue antes. Na segunda vez, esqueceram de me falar que era necessário o animal estar em jejum e ela teve que tirar sangue pela terceira vez.

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
IG: A princípio por conta do preço das passagens tínhamos pensado em vir pela TAP, mas descobrimos que você tem que sinalizar o aeroporto antes da viagem, pois se você chegar em Portugal com um animal sem ter avisado antes tem que pagar uma multa. Aqui na França praticamente não houve imigração da Salvelina. Todos os documentos foram apenas consultados pela AirFrance no Brasil.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e na França? Pet shops, alimentação, etc..
IG: Aqui os cachorros podem entrar em praticamente TODOS os lugares. É comum ver cachorros grandes e pequenos dentro de restaurantes, e eu não estou falando nas mesas do lado de fora não, dentro mesmo. Já vi cachorros dentro de museus e por ai vai. Uma coisa que me incomoda muito é que infelizmente poucos franceses têm o habito de recolher os cocôs das calçadas.

MB: Há muitos animais abandonados onde mora? E se houver, existem ONGs e protetores independentes?
IG: Estou morando no interior e ainda não vi nenhum cachorro de rua. Já vi alguns gatos, mas como tem muita casa, acho que todos tem um lar.

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
IG: Quando estávamos planejando a mudança muitas pessoas ficaram chocadas em saber que iriamos levar a Salvelina. Eu ficava chocada mesmo em saber que por conta do trabalho que o processo dá algumas pessoas optam por abandonar os animais. Então a minha principal dica é: Vai ser caro, vai dar trabalho, mas ter o seu animal com você não tem preço. ❤ ❤ ❤

 

Salvelina com a família que foi para França e não a deixou para trás

 

***

Abaixo o vídeo que a Ingrid comentou e de onde veio a inspiração para o nome da Salvelina 🙂

Teddy, um Spitz Alemão na Alemanha

O Teddy é um Spitz Alemão de quase três anos que representa muito para a Kamila Xavier: um sonho, um presente, um filho. Eles agora moram na Alemanha há quase cinco meses e abaixo ela conta como foi a mudança, dá dicas bem interessantes para quem pensa em ir para Berlim e como está sendo a vida desse cachorrinho bagunceiro por lá, que aos poucos aprende a se comportar como um cãozinho alemão, afinal ele tem Alemão na raça, né?

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Teddy e Kamila em Berlim ❤

MB: Como começou a história de vocês?
KX: Ter um cãozinho sempre foi um sonho uma vez que morei grande parte da minha vida com meus pais e eles não queriam um cachorro. Mais ou menos 3 meses depois que me casei, ganhei o Teddy de presente do meu marido. Fomos juntos ao canil escolher e de cara me apaixonei por ele: o menorzinho, mais carente e mais manhoso dos filhotes que estavam lá. Meu sobrinho, na época com 2 anos, nos acompanhou na visita e vimos o carinho que ele também sentiu pelo Teddy. Não deu outra, trouxemos ele para casa e desde então ele tem sido nosso filho!

MB: Há quanto tempo vocês moram na Alemanha? E em qual cidade vocês moram exatamente?
KX: Meu marido conseguiu um trabalho em Berlim, e veio para cá em março desse ano. Devido a burocracia para trazer o Teddy, viemos em torno de dois meses depois. Teddy e eu estamos na Alemanha há menos de 5 meses.

MB: Como foi a mudança?
KX: A mudança foi bem corrida. Já tínhamos planos de morar fora, mas em 2019, então não tínhamos pesquisado nada sobre a viagem do cachorro até então. Precisamos colocar o microchip, dar a vacina de raiva nele e esperar 30 dias para fazer o exame de sangue (sorologia da raiva). Tudo estava sendo acompanhado pela nossa veterinária, mas uma semana antes da data prevista da coleta de sangue, o Centro de Zoonoses de SP (único laboratório credenciado no Brasil) anunciou que não estava mais realizando o exame. Tivemos que encontrar uma consultoria que pudesse fazer a coleta e enviar para os Estados Unidos. Isso acabou atrasando um pouco nosso planejamento, por isso eu e ele tivemos que vir 2 meses depois do meu marido para Berlim.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si.
KX: Na parte da documentação, apenas tivemos dificuldade com o exame da sorologia da raiva. A consultoria nos auxiliou com toda a documentação restante, então no dia do vôo tudo foi bem tranquilo. Como o Teddy é muito ansioso e late por qualquer coisa, optamos por trazê-lo no porão do avião. Antes da viagem, eu o acostumei com a caixa de transporte, mas com ele não estava tão acostumado a tantos barulhos e movimentos e o vôo foi longo, ele estava bem assustado quando chegamos em Berlim. Ele ficou extremamente apegado (acho que com medo de ficar sozinho de novo) por umas 2 semanas, mas depois voltou ao normal.

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
KX: Nunca pensei na possibilidade de adestrar o Teddy, porque o tinha como cão de companhia e achava engraçado (e até bonitinho) ele mandar na casa. Posso dizer que Berlim é muito pet friendly, você pode levar seu cachorro em praticamente todos os lugares (até metrô e ônibus) e por isso, os donos levam adestramento muito à sério aqui, existem até escolas para cachorro. Sofremos bastante no começo com a falta de educação do Teddy e tivemos que recorrer a uma adestradora. Não acho que ele chegará no nível de educação alemão (os cães andam sem coleiras, esperam os donos sozinhos na frente de porta dos comércios, não brincam com outros cachorros..) mas ele está melhorando!

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e na Alemanha? Pet shops, alimentação, etc..
KX: Eu acho que Berlim peca em serviços, de um modo geral. Não encontrei ainda um pet shop que saiba fazer corretamente a tosa de um spitz, acho que as opções de ração são limitadas e você não vê tantas opções de roupinhas e brinquedos, em comparação ao Brasil. Aqui, cachorro é cachorro, são poucas as pessoas que os tratam como filhos, como muitos (incluso eu!) fazem no Brasil. O dono precisa fazer o registro do cão assim que chega em Berlim, paga um imposto anual e recebe uma plaquinha de identificação, que é de uso obrigatório. Acho que por isso Berlim é tão pet friendly, como você paga um imposto pelo seu cachorro, tem o direito de estar sempre com ele: transporte público, restaurantes, shoppings. Aqui tem uma regra: se um local não aceita um cão, há aviso na porta. Do contrário, eles são bem vindos!

 

Teddy passeando em Berlim

 

MB: Há muitos animais abandonados onde mora? E se houver, existem ONGs e protetores independentes?
KX: Nesses 4 meses e meio que estou em Berlim, nunca vi um cachorro ou gato abandonado. A regra é que o cachorro tenha um microchip e registro na prefeitura. Se ele se perde, a polícia consegue localizar e entrar em contato com o dono, que recebe uma multa e paga a diária do cachorro na policia (como pagar o pátio no Detran, quando um carro é apreendido). Já vi várias ONGs por aqui que cuidam de animais silvestres, como raposas, pássaros, etc.

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
KX: A primeira dica que eu daria é colocar o microchip, mesmo que você não pretenda viajar. É uma segurança para o animal, e também adianta bastante um passo para a viagem. Depois, acostumar o cão na caixa de transporte, independente se ele irá junto na cabine ou não. Para quem vem para Berlim, apesar da cidade ser pet friendly, nem todos os apartamentos aceitam animais, então sempre se atentem de perguntar e exigir que esteja no contrato. Para quem vai morar em apartamento mobiliado, há um seguro que pode ser feito assim, se o cachorro destruir algum móvel, o seguro arca com os custos. Quem tiver a oportunidade de iniciar o adestramento no Brasil vai ter um choque menor quando chegar na Alemanha e se deparar com os cães super educados. E quando já estiverem por aqui, aproveitar bastante, ir em parques, bares, restaurantes… todos os lugares que nem sempre conseguimos ir com nosso pet no Brasil. Aqui, sem dúvidas, ele terá uma qualidade de vida maravilhosa!

***

Abaixo, link de uma matéria da Folha de S. Paulo de dezembro do ano passado sobre o cancelamento do exame de sorologia que a Kamila mencionou e alternativas.

Prefeitura de São Paulo cancela exame obrigatório de sorologia para raiva para pet viajar à Europa

 

Luna, uma Dachshund na Espanha

A Luna é a Dachshund de 07 anos do casal de humanos brasileiros que acabaram de se mudar para a Espanha, e apesar de estar lá há poucos meses ela já deu susto e teve que fazer uma consulta com um veterinário! A Debora Castro contou um pouco sobre as impressões deles a respeito de Valência e como foi a viagem com a Luna. Venham ler!

33995727_1760758037333271_8803133083491500032_n (1)MB: Como começou a história de vocês?
DC:
Começou em 2010, Luna tinha apenas 1 mês. Foi um presente de Natal, sempre sonhei em ter uma salsichinha 🙂

MB: Há quanto tempo vocês moram na Espanha?
DC:
Moramos na Espanha há 3 meses. Em Valência.

MB: Como foi a mudança?
DC:
A mudança foi bem cansativa, estávamos muito ansiosos e sem dormir por vários dias.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo
pela viagem em si.
DC:
Graças a Deus não tivemos dificuldades com documentação, tivemos o
estresse do tempo de vôo que foi de 10 horas no porão do avião, pois a
Luna não podia ir conosco na cabine devido ao seu peso (8kg). A Luna
ficou muito assustada, foi uma viagem cansativa. Quando chegamos no
aeroporto de Madrid e fomos buscá-la no portão de desembarque de
animais, ficamos quase 2 horas esperando ela ser entregue, e com a demora
começamos a achar que a tinham perdido ou que tinha acontecido algo. Foi
bem estressante, chorei muito quando a encontrei e vi que a Luna estava
bem depois de todo esse tempo esperando, no final deu tudo certo!

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
DC:
Luna já nos deu um susto quando caiu do banco do parque e machucou a patinha, fomos com ela ao veterinário e fomos muito bem atendidos e a
Luna medicada.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil
e na Espanha? Pet shops, alimentação, etc..
DC:
No Brasil notávamos muitos animais abandonados pelas ruas e muito
maltrato. Aqui na Espanha é muito raro vermos algum animal na rua, já
aconteceu de vermos gatinhos, mas acredito que estavam perdidos dos
donos. Quanto a veterinários tem muitas opções, alimentação é bem
variada, para todos os gostos e bolsos também. No geral, os veterinários
– como qualquer outro serviço aqui – se esforçam para te
entender, já que nosso espanhol ainda não está muito bom.
Aqui tem muitos parques para os animais também, os espanhóis gostam
muito de bichos, principalmente cachorros. É comum você andar pelo
bairro e ver várias pessoas passeando com seus bichinhos e os parques e
praças da cidade lotados de cachorros.

MB: Há muitos animais abandonados onde mora? E se houver, existem ONGs e protetores independentes?
DC:
É bem difícil ver animais abandonados aqui, quando encontramos foram alguns gatinhos, vimos que eles provavelmente estavam perdidos. Aqui
maltrato de animais e abandono dá multa e prisão. Eles levam muito a
sério as leis e as pessoas costumam respeitar muito. Aqui abandonar um
animal pode dar multa de até 30 mil euros. Existem sim ONGS e protetores
de animais, já vimos um caso de abandono de filhotes em que
eles foram resgatar.

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
DC:
A dica que dou é acostumar bem seu pet na caixinha de transporte antes do vôo para que seja uma viagem menos estressante possível, se atentar
na hora de alugar um imóvel se o proprietário aceita animais antes de
fechar o contrato (nem todos aceitam e isso deve ficar claro antes de
alugar um imóvel). E aproveitar muito. Seu pet com certeza terá muito
mais qualidade de vida e muitos lugares para passear e se divertir!

Luna em passeios por Valência

 

A Débora e o marido escrevem no site Turistando Afora e lá fizeram uma postagem bem completa de como levar seu bicho para a Espanha. Vejam o link abaixo!

http://turistandoafora.com/2018/07/28/como-trazer-seu-pet-para-espanha/

Mimi, uma gatinha japonesa

A Mimi é uma gatinha SRD de aproximadamente 06 anos que chegou na vida da Viviana meio que por acaso, por conta de uma regra bem interessante (e pouco comum) do lugar em que ela trabalhava. Leia a história delas abaixo que tem vários outros fatos curiosos a respeito da vida com bichos no Japão.

Screen Shot 2018-08-22 at 1.26.28 PMMB: Como começou a história de vocês?
VM: Um funcionário terceirizado em uma fábrica cliente, onde eu estava como assistente do responsável pelo setor, pegou um filhote do gato que rondava na região. A regra é que se você der comida ou pegar o gato que ronda o recinto, ou pega ou perde o emprego. Ele levou para casa, a esposa não gostou nem um pouco e disse para o responsável do setor que queria devolver. Como o próprio responsável já tinha pegado duas fêmeas, eu resolvi tomar responsabilidade por esse empregado.

MB: Há quanto tempo você mora no Japão?
VM: Moro há 7 anos.

MB: Em qual cidade vocês moram exatamente?
VM: Moro na Província de Kanagawa.

MB: Essa a primeira vez que você tem gato? Se sim, como está sendo a experiência?
VM: Não. Já tive gatos no Brasil.

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
VM: Na cidade de Yokohama onde morava, a prefeitura ressarce o valor pago pela castração de gatos de rua.

MB: Infelizmente no Brasil e em alguns lugares do mundo existe a má (e injusta) fama a respeito de gatos pretos. Você acha que essa também é a percepção no Japão? Tenho a impressão que eles gostam bastante de gatos.
VM: Não rsrs. No Japão acredita-se que gatos trazem boa sorte e fortuna.
De algo negativo, tem a lenda que se o gato viver muito, se torna “nekomata”, que é um monstro “youkai” do folclore japonês, mas creio que essa crença ficou esquecida na época do Edo e só é conhecida por gente que goste de histórias.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no Japão? Veterinário, alimentação, etc.
VM: No Japão, por ser um arquipélago, a criação de bichos de estimação é vistoriada de forma rígida. Como por exemplo, cachorros que são considerados perigosos tem um chip que é monitorado pela prefeitura para que nenhum dono após o cadastro do animal na prefeitura possa abandonar na rua. Por outro lado, existe muita gente que compra animais (de qualquer espécie) e quando tem que se mudar a trabalho ou quando se enjoa, leva ao equivalente ao Centro de Zoonoses para sacrificar. Note que cada cidade tem sua lei. Mas a maioria proíbe com multa o abandono de qualquer animal ou resto de animais na rua. Existe cidade que proíbe o enterro. E o abandono de corpos de animais pode ser proibido pela lei penal (e nele não especifica a espécie do ser vivente). Os donos são obrigados a pagar pelo crematório. Somente no interior, no meio das montanhas ainda vemos animais sendo criados soltos comendo restos de comida e servindo de cão de guarda ou gato de caça. Em cidade grande, existem as que proíbem deixar o animal andar sem coleira, inclusive gatos.

MB: Há muitos animais abandonados no Japão? E se sim, existem ONGs e protetores independentes?
VM: Existem muitos animais sacrificados, e o problema que vem crescendo são os criadores de animais de raça ilegais que mantém seus animais de forma desumana e precária, que realizam cruzamento entre familiares de primeiro grau, criando filhotes doentes e deformados. Eu mesma conheci um gatinho fofo de 6 meses, que custou ¥300,000 (em torno de 9 mil reais) que após a primeira ida no médico, descobriu que estava com coração mal formado . O casal que comprou conseguiu ressarcimento da loja, mas a dor de perder um animalzinho tão querido em tão pouco tempo não tem preço! ONG no Japão é o que não falta. O país já foi império com muitos lords e aristocratas que viviam de “bem feitorias”, ainda existe pessoas que vivem de ações e aluguéis e que trabalham com ONGs e entidades de fins não lucrativos.

 

Mimi em dois momentos, quando chegou na casa da Viviana e hoje em dia ❤

Kinder, uma SRD no Uruguay

A Erica Matias adotou a Kinder filhotinha quando ainda estava na faculdade de Medicina Veterinária. Hoje com 8 oitos, a Kinder mora no Uruguay e a Erica conta que sente que ela é muito feliz lá “levo ela na praia ou na pracinha e solto pra ela correr à vontade.” Ela também dá várias dicas para quem pretende mudar de país e levar seu animal de estimação. Leiam a entrevista abaixo.

img_5125.pngMB: Como começou a história de vocês?
EM: Eu estava no 2o ano do curso de medicina veterinária no interior de São Paulo (Botucatu) e, como morava em uma república que tinha um quintal e jardim bem espaçosos, decidi que iria adotar um cãozinho. Como sempre morei no centro de SP, em apartamento e com a minha mãe, não tinha muito poder de decisão hehehe. Um certo dia, quando eu já havia decidido que iria ao CCZ adotar um ‘catioro’, uma de minhas melhores amigas chegou na aula dizendo que ela e a colega de apartamento tinham resgatado uma filhotinha da rua, mas que não iriam ficar com ela. Na hora já me ofereci pra adotar aquele pequeno saco de pulgas e vermes. hahaha

MB: Onde vocês moram?
EM: Atualmente, Montevideo/Uruguay

MB: Há quanto tempo moram no novo país?
EM: Há quase 7 meses.

MB: Como foi a mudança?
EM: O processo pré-mudança foi mais complicado que a mudança em si. Tive que chamar uma adestradora pra me ajudar a convencê-la de que a caixa de transporte não era um bicho de 7 cabeças. O problema é que eu entrei em contato com ela meio tarde, faltando so um mês e meio para a viagem. E eu ainda ia receber uma amiga de outro país e viajar com ela nesse meio tempo, então minha mãe fez as outras aulas pra mim – so que digamos que a didática dela não é das melhores hahahah No dia da viagem ela ficou bem estressada, mesmo com todo o treino e tomando Anizen * (homeopático), mas quando chegou aqui foi pura felicidade (e depois capotou até o dia seguinte hhahah). Eu sinto que ela tá muito mais feliz aqui porque temos qualidade de vida, é mais arborizado, mais tranquilo, menos poluído, menos barulho, menos carros, levo ela na praia ou na pracinha e solto pra ela correr à vontade.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si.
EM: Olha, não foi tão difícil porque vim para um país do Mercosul e, além disso, eu sou veterinária, então já sabia mais ou menos como proceder com as burocracias de todo o processo. Precisei imprimir e assinar um atestado (que baixei no próprio site da Vigiagro) comprovando que ela estava desparasitada (interna e externamente) há menos de 1 mês (não lembro exatamente o período mínimo pedido, cada país tem exigências diferentes com relação a isso. Não precisava de microchip nem sorologia de raiva para vir para o Uruguay. O que precisei fazer foi copiar a carteira de vacinação, tendo sido aplicada a  vacina anti-rábica há menos de 1 ano, e agendar um turno pelo telefone. Como demora 48h pra ficar pronto o atestado, e este tem validade de poucos dias (não lembro ao certo), o ideal é agendar poucos dias antes da viagem. Eu viajei numa quarta e peguei o atestado na segunda-feira, sendo que tinha agendado pra ir lá ( com a carteira de vacinação e o atestado de saúde) na sexta-feira anterior a viagem.

MB: Há muitos animais abandonados onde mora?
EM: Não muitos. O Uruguay é um país pequeno, com pouca gente e, consequentemente, poucos animais de rua. Digo, em comparação à Sao Paulo, por exemplo. E, claro, depende do bairro. Quanto mais periférico e/ou humilde, mas animais tem.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..
EM: Bom, tudo é questão de adaptação né? Eu estava acostumada em ter ao menos 3 grandes petshops onde podia escolher dentre várias marcas e receber tudo rápido em casa (Petlove, Cobasi, Petz). Aqui tem poucas opções de lojas com todo tipo de produto pra cães. Geralmente so de ração, e não tem muitas opções de marca. Aração que a Kinder comia no Brasil e que deu super certo para a pele sensível dela foi a Natural, da Guabi – há mais de 3 anos ja estávamos com ela. Aqui, como não tem, tive que pesquisar marcas que usualmente não compraria no Brasil por serem mais caras (mas a qualidade é indiscutível, claro). Testei Eukanuba Senior, Biofresh adultos porte médio, e agora estamos com Proplan Sensitive Skin. Também tive dificuldade pra encontrar produtos pra pele, como shampoos terapêuticos, umectantes, sprays, além de vermífugo e anti-pulgas – acabou que trouxe uma coleira Seresto do Brasil e, quando vencer, vou começar a dar Bravecto pra ela. Vermífugo troquei o Drontal que não tem aqui por um da Konig, que é uma marca que conheço e confio.

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
EM: Pesquisem sobre o país para o qual irão se mudar com certa antecedência, para assim se planejar bem. Vejam as exigências das cias aéreas para transporte de animais, se há possibilidade dele ir na cabine, quais as dimensões que a caixa de transporte deve ter e, muito importante, CONSULTA VETERINÁRIA com ao menos 5 meses de antecedência caso vá pra países da Europa e América do Norte – imagino que para países asiáticos e da Oceania também! Atendi casos em que não pudemos embarcar com o cão porque a dona me procurou um mês antes da data da viagem, porém a União Europeia exige coisas que demoram meses – como a sorologia de raiva, por exemplo, que demora ao menos 1 mês pra sair e só pode ser feita em laboratórios autorizados (precisa verificar no site da Vigiagro, lá tem todas as informações para vários destinos). Além disso, alguns países exigem microchipagem antes da vacina de raiva (que tem que estar atualizada, sendo aplicada não menos de 1 mês nem mais de 1 ano antes da viagem). Enfim, são muitas exigências que às vezes não conseguimos cumprir os requisitos com um tempo apertado antes da viagem. Converse com seu veterinário meses antes da viagem, procure informação nas cias aéreas sobre o transporte (nos sites tem tudo e qualquer dúvida é so ligar pra eles), e comece a trabalhar o emocional do seu bichinho – entrar na caixa de transporte, ambientes movimentados, saber como ele reage estando dentro de um local que se move (deve ser muita doidera na cabeça deles hahah), etc.
Procure sempre ajuda especializada.

Kinder na torcida para seus dois países durante a Copa 🙂

 

*Veja abaixo do que se trata o remédio homeopático que a Erica deu para a Kinder.

Anizen Homeopatia Calmante Pet
– Indicado para cães e gatos;
– Para Pets nervosos, irritados, barulhentos e/ou agressivos;
– Auxilia no controle dos medos, distúrbios comportamentais e estresse.

Mel, uma Spitz Alemão no México

A Mel é uma Spitz Alemão de quase três anos de idade que chegou como um presente de casamento inesperado para a Nathalia e o marido. Inesperado porque não estava nos planos deles levarem uma cachorrinha para casa aquele dia, mas ela foi muito bem-vinda e hoje mora lá México! Leiam a história deles abaixo.

MB: Qual o nome, a raça e a idade do seu bicho?
NP: A Mel é da raça Spitz Alemão. Ela é anã e tem 2 anos e 9 meses.

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MB: Como começou a história de vocês?
NP: Eu sempre quis ter um bebê 4 patas, mas como morava com meu pais e eles não permitiam, não era possível ter. No dia 19/09/2015 eu casei e no dia 19/12/2015 eu e meu marido estávamos almoçando no L’Entrecôtet de Paris em São Caetano para comemorarmos 3 meses de casados e comecei a receber fotos de 2 filhotes Pomerania de um canil! E uma das fotos estava a Mel. Meu marido ficou doido quando viu, pois era nosso sonho ter um bebê 4 patas, então ele decidiu que assim que terminássemos íamos direto para o canil ver os filhotes. Saímos do restaurante e eu fui o caminho todo falando que não íamos pegar porque havíamos acabado de casar e não queríamos ter filho agora. Porém, quando chegamos e trouxeram a Mel e a outra bebezinha, não sei explicar o que sentimos quando a vimos . Tinha um sofá, na hora meu marido sentou e disse: “nós vamos levar! Ela é nossa!” Foi ai que começou nossa história com a nossa vidinha!

MB: Onde vocês moram?
NP: Atualmente nós moramos no México.

MB: Há quanto tempo moram no novo país?
NP: Estamos morando aqui há 1 ano e 1 mês.

MB: Como foi a mudança?
NP: A mudança foi tranquila, escolhemos viver em La Condesa, na Cidade do México, um lugar muito bonito, bem arborizado, com parques, porém no dia 19/092017 teve um terremoto horrível no México e o nosso bairro foi um dos mais afetados devido ao solo ser instável (foi construído em cima de um pântano). Eu estava com a Mel em casa e foi horrível o que passamos, foi um susto muito grande, a Mel depois disso, qualquer barulhinho ela tremia sem parar, então decidimos nos mudar novamente para uma área mais rochosa e mais segura! No dia 01/10/2017 já estamos fazendo a mudança para o novo lar.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si. Ela ficou numa boa no avião?
NP: Não tivemos nenhuma dificuldade com a documentação da Mel. A Mel sempre teve e tem todas as vacinas e parasitações em dia, então viajar com a Mel é tranquilo demais! Ela já viajou do Brasil para o México com escala no Panamá, do México para o Brasil, já fomos com ela para os EUA e nunca tivemos nenhum problema com ela ou com sua documentação. Ela sempre vai comigo na cabine, não tenho atestado psicológico, mas só escolhemos voos onde ela possa estar comigo. Durante o voo devido eu não ter o atestado, ela tem que ir dentro da bolsa de viagem dela embaixo do banco. Ela vai super tranquila, não dá um piu durante o voo todo, ela sabe que naquele momento ela tem que ficar quietinha! Antes de entrarmos no avião ela sempre late um pouco (normal, ela é um cachorro) então vejo as pessoas olhando com cara feia, falando… antes me incomodava muito, hoje já não ligo mais, pois sei que ali dentro, durante todo o voo ela vai ficar quietinha e não vai incomodar o voo de ninguém.

MB: Há muitos animais abandonados onde mora?
NP: Sim, aqui no México também tem muitos animais abandonados. Eu faço parte no WhatsApp  de um grupo de Brasileiros no México e eu fico boba com a quantidade de cachorros que enviam para ver se alguém tem interesse em adotar, e quando falam o motivo do cachorro estar em adoção é pior ainda. Ou é porque a família vai embora do país e não quer levar ou é porque cresceu demais, porque late muito ou já foi encontrado na rua. Eu fico muito chateada quando vejo isso, nós temos tanto amor na Mel, como pode uma família ir embora e deixar para trás um dos membros da família? A Mel é minha filha, minha companheira, não deixamos ela por nada e se vamos viajar ela vai junto! rs

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..
NP: Não são muitas as diferenças, a única diferença gritante que encontrei é que aqui ainda não encontrei groomer especializado na tosa do spitz como no Brasil há muitos profissionais competentes. Levei a Mel para aparar os pelos e quando vi eles haviam tosado ela demais e tudo torto. Hoje em dia, eu que aparo os pelos dela e quando não dou banho em casa, eu levo tudo para o pet (shampoo, escova, perfume…) porque eles estavam usando escova errada nela e ela já estava ficando sem sub pelos! Agora as lojas para pet são maravilhosas, a que mais amamos é a Petco, tem tudo e mais um pouco.

Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
NP: Minha única dica é, deixe sempre as vacinas e parasitações do seu melhor amigo em dia! Assim você nunca terá nenhum tipo de problema para poder viajar com ele. A não ser para Europa que se ele não possuir o chip certo, tem que ficar de quarentena.

Mel e a família do México ❤

Ariel, uma Pug na China

A Ariel é uma cachorrinha da raça pug de dois e meio com um olhar tão doce, que a Rebecca Ceccarelli não resistiu ao visitar um abrigo e no mesmo dia a levou para casa, principalmente depois de ver as condições em que ela estava. Leiam abaixo como começou a história delas lá na China!

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MB: Onde vocês moram?
RC: Nós moramos na China, na cidade de Changzhou, província de Jiangsu.

MB: Há quanto tempo você mora no novo país?
RC: Esse ano completo 5 anos na China.

MB: Como começou a história de vocês?
RC: Eu sempre tive cachorros no Brasil, sempre fui “cachorreira”, todos os cachorros de rua que encontrava eu levava para minha casa, cheguei a ter 22 cachorros em casa. Quando mudamos para China eu queria muito um cachorro, infelizmente não consegui trazer os meus, por questão de grana e burocracia. Tenho seis no Brasil, na casa dos meus pais. Então um dia falei para o meu marido que queria uma cadelinha. Ele sempre foi apaixonado por pug e eu gostava de vira-latas haha, na verdade qualquer raça que encontrava eu gostava, mas no Brasil naquela época (há quase cinco anos atrás, hoje já não faço ideia) você não encontrava com facilidade cachorro de raça abandonado, vira-latas tem de monte. Meu marido perguntou para um amigo chinês onde existiam abrigos de animais, o amigo chinês nos levou a um sítio e chegando lá encontrei uma quantidade enorme de cães, de todas as raças possíveis. Mas eram para vender, não para adotar. Eu não queria comprar, então falei para o meu marido que nós só iríamos olhar e ir embora. Quando fui ver os filhotes só tinha a Ariel numa gaiola podrinha, com um pano bem sujinho e ela estava bem apavorada. Com cara de me tire daqui pelo amor de Deus. Os cães em volta dela eram enormes e ela era um ratinho, estava suja, comendo uma lavagem nojenta e com muito medo, fiquei com tanta dó, me deu um desespero. Olhei para meu marido e ele também estava com cara de desespero e então a escolhemos, mas não pagamos por ela – nosso amigo chinês quis nos dar de presente. Saímos de lá e a levamos para tomar banho porque ela estava muito fedida. Dois dias depois levamos ao veterinário e descobrimos que ela estava com infecção nas vias respiratórias e anemia profunda. Com um tratamento intenso de vitaminas e antibióticos conseguimos curá-la.

MB: Essa é a primeira vez que você tem um cachorro da raça Pug? Se sim, como está sendo a experiência?
RC: Sim, sempre tive vira-latas e pastor alemão. A experiência é maravilhosa, ela é um amor, bem quietinha, não destrói nada, não come fio, chinelo hahaha. Ela é bem dengosa e adora ficar grudada na gente. Não pode ouvir as palavras banana, cenoura e passear que ela fica doida, temos que falar essas palavras em chinês, porque em português ela começa a rodopiar igual ao demônio da Tasmânia, sabe?

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Ariel já na casa nova e com uma caminha para chamar de sua

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
RC: Não, é uma raça bem tranquila. Ela é bem boazinha e não dá trabalho.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde está? Veterinário, alimentação. Há muitos animais abandonados?
RC: Ver animais abandonados no centro e bairros nobres é muito difícil, não digo que não tem, mas é bem difícil. Se você for para a área mais afastada do centro, mais rural, aí sim você vê cães abandonados. Às vezes você vê um perdido, mas logo alguém pega, leva no veterinário e pelo chip ou na coleira descobrem de quem é ou fazem campanha pelo wechat (WhatsApp chinês) e encontram o dono ou um novo dono. Aqui gatos abandonados são muitos, em condomínios você encontra milhares, mas os condomínios não os expulsam porque de certa forma, eles expulsam os ratos. E como todos os condomínios são muito arborizados eles precisam dos gatos para evitá-los. A maioria dos chineses tratam os cachorros melhor do que gente, eles raramente usam coleira. Chinês adora tosar, pintar e colocar unhas postiças nos cachorros. A grande maioria aqui é poodle, já que é a raça mais barata para comprar, em torno de R$500,00. O pug está na faixa de R$3000. Para castrar um animal também custa bem caro, a fêmea por volta de R$900 e o macho um pouco menos. Raramente você vê um chinês com um vira-lata, eles adoram raças minis/pequenas e golden retriever. Sobre alimentação é a mesma do Brasil, aqui só tem uma quantidade maior de marcas de comida, mas é a mesma coisa.

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Ariel com a família na China ❤ 

 

Uma Gatinha na Áustria

A Sisi é uma gatinha 100% austríaca que há nove meses encontrou seu lar na casa de humanos brasileiros. A Nattasha Fernandes contou como foi esse encontro. Leia abaixo a entrevista.

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Sisi, a gatinha com nome de Imperatriz

MB: Onde vocês moram?
NF: Nós moramos em Viena, na Austria.

MB: Há quanto tempo você mora no novo país?
NF: Nós moramos aqui desde março de 2017.

MB: Essa a primeira vez que você tem gato? Se sim, como está sendo a experiência?
NF: Não é a primeira que temos gatos. Na casa da minha mãe no Brasil já tinha um gato e na casa da minha sogra um casal de gatos.

MB: Como começou a história de vocês?
NF: Eu e meu marido sempre tivemos gatos em nossas casas no Brasil e estávamos sentindo falta de um bichinho em casa, então como ambos gostamos muito de gatos resolvemos adotar um. Olhamos em vários sites de adoção aqui em Viena mas nesse meio tempo tivemos o contato de uma amiga próxima que tinha um conhecido que estava dando um gatinho da ninhada da gata dele e ele não podia ficar. No mesmo dia fomos lá buscar ela!

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
NF: Ela se adaptou bastante ao inverno (estávamos com medo dela ficar com frio no apartamento, pois o aquecedor não fica ligado 24h), ainda não sabemos como ela vai agir agora no verão, já que no nosso apartamento não temos ar condicionado e fica bem quente. Ela entrou no cio exatamente quando o clima começou a esquentar e depois lemos que o calor influenciava bastante no ciclo do cio. Ela é muito carinhosa e tem comportamentos mais parecidos com cachorro do que propriamente de gatos (ela recebe nossos convidados na porta) 🙂 e ela usa o xixi como forma de chamar atenção. Estamos tendo muita dificuldade com isso, pois ela tem feito xixi no sofá, no tapete, na cama.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Veterinário, alimentação, etc.
NF: Aqui os animais de estimação são tratados com muito carinho e respeito. Eles podem entrar em locais públicos, inclusive nos transportes públicos e restaurantes e nunca vi nenhum preconceito contra gato preto. Aqui é obrigatório o uso de chip em todos os animais.

 

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Sisi é uma gata carinhosa, mas que às vezes se comporta como um cachorro ❤

 

 

 

Maya, um Labrador Retriever Morando na Irlanda

A Maya é uma cachorrinha que podemos chamar de sobrevivente, teve parvovirose ainda bem filhotinha – foram vários remédios e idas ao veterinário e hoje, com quase 3 anos de idade, essa labrador retriever mora na Irlanda com sua humana, Tana Barreto. Leiam a história delas na entrevista que a Tana deu para o Manual.

Screenshot_20180508-072639_1MB: Como começou a história de vocês?
TB: Em 2014 eu ganhei um labrador (Clarinha) que faleceu envenenada com 6 meses. Eu fiquei muito mal com a perda e ganhei a Maya pra me ajudar. Maya chegou na minha casa com 41 dias de vida e dois dias depois começou a apresentar alguns sintomas de parvovirose. Foi quando levamos ela para o hospital, a doença foi detectada e ela já ficou internada. Ela não pegou a doença na minha casa, o canil teve um surto e as três ninhadas da época foram atingidas com a doença. Vinte e um filhotes foram contaminados, apenas Maya sobreviveu! E foi aí que nossa história começou. Eu realmente sabia que ela era meu presentinho enviado por Deus. Devido ao tratamento da parvovirose, Maya teve uma infância bem complicada porque os remédios eram contra-indicados para cães em desenvolvimento. Então, até os 6 meses dela a gente vivia em veterinários porque ela teve muitos problemas de pele, alergias e falta de apetite. Um pouco mais tarde, em janeiro de 2017 descobrimos que Maya tinha pancreatite e algumas más formações. Fizemos o tratamento, novamente ela ficou internada e foi castrada, pois o útero dela não estava totalmente formado, então a veterinária optou por isso para uma melhor qualidade de vida também. Eu e Maya sempre fomos muito grudadinhas e sempre tive muito cuidado com tudo que diz respeito a ela, saúde, comidas, diversão. Sempre doei uma parte do meu tempo para ela.

MB: Onde vocês moram?
TB: Somos de Fortaleza, mas atualmente estamos morando na Irlanda.

MB: Há quanto tempo moram no novo país?
TB: Nós estamos há 9 meses e a Maya há 6 meses.

MB: Como foi a mudança? 
TB: O começo foi muito difícil porque tive que vir na frente (sem ela) para procurar uma casa que aceitasse ela, porque aqui na Irlanda isso é bem dificil. Fiquei quase 3 meses sem ela e durante esse tempo, ela ficou em Fortaleza. Um período com minha mãe e outros períodos com amigos (Erika, que tem um golden retriever; Charles, que tinha um Husky e Priscila, que tem um labrador que é irmã da Maya) procurei pessoas que tivessem cães para que ela pudesse se divertir e não sentir tanto a minha falta. Finalmente chegou o dia da viagem e Maya viajou de Fortaleza/SP com minha amiga Priscilla (no setor de cargas). De SP/Alemanha – Alemanha/Dublin ela já estava sendo assistida pela empresa contratada para a viagem. O total de horas de viagem foi de aproximadamente 13 horas (sem contar Fortaleza/SP). Foi super tranquilo. Maya se comportou super bem. Não fez xixi e nem coco dentro da caixa. Não foi cedada pois as empresas aéreas não permitem. Ela simplesmente passou o dia na creche antes da viagem para ficar bem cansada. Quando Maya chegou na Irlanda, eu não tive problemas com adaptação climática com ela. Ela sempre adorou o frio. Tive apenas que ensiná-la o local correto do xixi porque em Fortaleza ela tinha livre acesso ao quintal. A ração tivemos que fazer a migração para a nova porque a que ela comia não vende aqui (para isso trouxemos a ração dela). Maya adorou a neve, o frio. No começo ela tinha medo das roupas das pessoas, de quem falava inglês perto dela (mas agora ela já está mais habituada com isso também). Hoje a vida voltou ao normal.

Maya
Maya em dois momentos: à esquerda, pronta para viajar. E à direita, curtindo a neve na Irlanda

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si.
TB: Como trata-se de uma ilha, a Irlanda tem mais exigências para entrada de animais do que os demais países, principalmente se vier do Brasil. Então foi bemmmmmmmm burocrático trazer a Maya sim. As etapas foram as seguintes:
– Ela teve que ser microchipada
– Vacinada contra raiva
– Após 30 dias ela teve que fazer o exame de sorologia pra comprovar que ela realmente não tinha a doença e cumprir a quarentena no Brasil de 90 dias. Somente depois disso tudo que ela pôde viajar. Para entrar na Irlanda, ela só poderia vir como carga e através de um despachante aduaneiro. Então tivemos que contratar a empresa para esse serviços (o que encareceu bem mais todo o processo). A empresa fica responsável por toda documentação de entrada dela no país, inclusive a liberação no Ministério da Agricultura e alfandegária. Trazer a Maya custou em torno de 13 mil reais. Eu não tinha esse dinheiro, então fiz campanha nas redes sociais e rifas para conseguir esse valor. A história da Maya viralizou na internet e eu consegui!

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..
TB: Aqui em relação a animais é 100% diferente do que é no Brasil. A vida da Maya era bem diferente. Lá ela tinha creche, natação, encontros de animais, passeios a praia, restaurante pet friendly etc. Aqui as pessoas são bem frias em relação a animais. Não temo muita variedade em pet shops como tinhamos em Fortaleza. Compramos tudo pela internet, porque as lojas mesmo não são tão estruturadas quanto no Brasil. Veterinários também não temos tanto acesso porque é tudo muito caro e aqui você não pode comprar um remédio sem receitas, obrigatoriamente você precisa passar por consulta (o que dificulta muito). Não achei lojinhas como em Fortaleza que vende artigos pet como lacinhos, roupinhas e variedades de produtos pet como por exemplo shampoo, escova de dente e etc. É tudo bem básico aqui. Não sei se é porque não moro na capital, mas essa é uma dificuldade que tenho aqui. Porém as coisas são bem mais baratas (brinquedos, ração, petiscos…) A ração da Maya eu compro pela internet e eles entregam na minha casa sem custo e muito rápido (3 dias), mesmo vindo de outros países. Isso é fantástico!

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
TB: A minha dica para aqueles que vão se mudar independente se for apenas de uma casa para um apartamento ou até mesmo de país, é que tenham sempre em mente o que querem e quais são as prioridades para que possam trabalhar com antecedência em cima disso. Mudanças nunca são fáceis nem pra gente, imagina para eles, mas com tempo e programação dá certo! E a melhor dica: nunca desista do seu pet, independente das dificuldades que possam vir a surgir, tudo vale a pena! Eu faria tudo de novo e quantas vezes fosse preciso. “Eles não precisam de casas grandes, carros luxuosos e dinheiro. Um pedaço de graveto é suficiente. Dê seu coração e ele lhe dará o dele”.

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Maya e a família na Irlanda ❤

 

Um Maltês Estiloso em Israel

A Elisete Retter mora em Israel há 27 anos e recentemente adotou o Mishka, um maltês pra lá de descolado. Venham conhecer a história deles.

dsc_0695-copy-e1525656574799.jpgMB: Qual o nome, a raça e a idade do seu bicho?

ER: O nome do meu cachorrinho é Mishka e ele completou um ano em fevereiro.

MB: Como foi a escolha do nome dele? 

ER: Escolhi o nome Mishka porque amo a língua russa. Falo 7 línguas e o russo é uma das línguas que mais amo. Mishka em russo quer dizer ‘ursinho’ e ele quando chegou até a mim com dois meses de idade era bem parecido com um ursinho de pelúcia.

MB: Onde vocês moram?

ER: Moramos em Tel Aviv.

MB: Há quanto tempo moram no novo país? 

ER: Moro em Israel há bastante tempo. Cheguei aqui em 1991. Há 27 anos precisamente. Sou cantora e compositora e já lancei vários CDs aqui em Israel. O Mishka, adotei há um ano e três meses. No seu aniversário fiz uma festa bem legal e gravei num vídeo que esta disponível no meu Facebook.

>> Veja a festa de aniversário do Mishka clicando aqui

MB: Como começou a história de vocês? 

ER: Começou, pois conheço a senhora que me deu o cãozinho. Na verdade, a minha filha mais velha, há dois anos e meio atrás adotou um maltês muito fofo que se chama Tchibu. Eu me afeiçoei demais ao seu cãozinho e ficou muito difícil para mim quando ela se mudou e eu já não o via tão frequentemente como antes. Fiquei triste, pois eu cuidava do Tchibu quase que diariamente. A separação geográfica foi um golpe difícil de superar, então decidi adotar um cãozinho que fosse meu. Conhecia a Angela e ela me deu o maior presente do mundo quando me deu o Mishka. É engraçado como temos o temperamento bem parecido. Eu e ele somos muito sociáveis e hiperativos. Quando dizem que os cachorros se parecem com seus donos, no meu caso, posso dizer que é verdade.

MB: Como cantora, imagino que você passe um tempo fora de casa ou não tenha um horário “convencional”. Como você faz com o Mishka?

ER: Geralmente, quando tenho shows, ele tem uma baby-sitter que fica com ele.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..

ER: O que posso dizer que é diferente é que em Israel não tem cachorros de rua. Os animais são bem cuidados e aqui tem muita conscientização no que diz respeito aos animais de estimação. Tem muitos pet shops espalhados pela cidade o que é muito confortável para quem tem animais em casa. A alimentação dele é regulada, mas o Mishka gosta muito da hora do lanche. Dou petiscos pra ele e ele adora.

MB: Até aqui já passou por alguma situação inesperada ou curiosa com ele? Alguma dica? 

ER: O Mishka é um cachorro que é muito fotografado. Eu gosto de ‘produzi-lo’, ele tem um guarda-roupa de inverno variado e sempre usa seus sapatinhos, que ele gosta, acredite. Sempre que ele vê que vamos sair ele se deita de costas no chão com as patinhas para cima como que pedindo que eu coloque os seus sapatinhos. Ele é super fofo e acho que talvez pelos sapatinhos, seja o cãozinho mais famoso de Tel Aviv. De vez em quando ele também participa do meu vídeo blog ‘Elisete al ha boker’ (Elisete de manhã) que eu publico uma vez por mês no Youtube. Mishka gosta muito de música, principalmente música disco, anos 70. Dançamos sempre juntos! Ele é o meu super star.

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Mishka e os seus sapatinhos