Um Golden Retriever na Argentina

O Muleque, um Golden Retriever de 3 aninhos, é o bicho da Kelly Oliveira. Eles moram na Argentina. Leiam abaixo a história deles.

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A Kelly e o Muleque

MB: Como começou a história de vocês?

KO: Eu sempre choro quando lembro disso. Eu amo cachorros, sempre tive cachorro quando morava com meus pais. Em 2015 eu estava há quase 2 anos tentando engravidar, quem já passou ou está passando por esse processo sabe o quanto é cansativo e doloroso para o casal. Um dia meu marido me ligou, eu estava trabalhando e ele disse: “Estou passando pra te pegar, nós vamos buscar o seu cachorro”. Eu fiquei sem entender nada, perguntei mais detalhes, mas ele disse que era uma surpresa. Quando chegamos no canil e eu vi aquela bolinha de pelo dourada, foi como se todos os meus problemas e preocupações tivessem desaparecido. Levamos pra casa, demos um nome e aí iniciamos essa aventura em família.

MB: Onde vocês moram?

KO: Atualmente moramos em Buenos Aires, Argentina. Estamos aqui há 7 meses.

MB: Como foi a mudança?

KO: A adaptação não é nada fácil. Leva um tempo até acostumarmos com a nova rotina, nova casa, novos lugares. Como eu fui transferida pela empresa que trabalho, algumas coisas foram mais fáceis pelo fato de termos o suporte de profissionais especializados nessa mudança, mas mesmo assim tem seus desafios. Trouxemos o Muleque de carro. Decidimos fazer essa viagem de carro porque encontramos dificuldades em encontrar voos que o levassem conosco, em um espaço reservado para carga viva na aeronave. Como ele é grande – pesa 40kg – a maioria das companhias aéreas que voam para Buenos Aires só aceita levar cachorros de porte grande em outra aeronave, através do serviço de cargo. Então decidimos vir de carro, por ele.

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Muleque indo para a Argentina de carro, numa paradinha para esticar as patinhas.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si?

KO: Essa parte da documentação do animal é bem burocrática. Conseguimos fazer um passaporte pra ele e para isso tivemos que ir 3 vezes no posto do Ministério da Agricultura no aeroporto de Guarulhos. Mesmo na viagem terrestre o processo de documentação é o mesmo. Se o cachorro tem chip, que é o caso do Muleque, fica mais fácil conseguir os documentos e para ter o passaporte é obrigatório que o animal tenha esse chip de identificação. Mesmo cumprindo todas as exigências descritas no site do Ministério da Agricultura, pode ser que você chegue ao posto e te exijam algum documento a mais, por isso, uma dica: imprima uma cópia da página do Ministério da Agricultura que informa os documentos exigidos, se te pedirem a mais pode falar que você trouxe tudo o que estavam exigindo no site. Aconteceu isso comigo.  Sobre a viagem, o importante é se programar. Reservei com antecedência todos os lugares em que me hospedei, entrei em contato para confirmar que aceitariam animais de porte grande, porque alguns hotéis só aceitam cachorro de colo ou gato. Ter sempre água e comida à disposição e parar de tempos em tempos para ele esticar as patinhas rs.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e na Argentina?

KO: Pet shops, alimentação, etc.. muitas (rs). Eu estava acostumada com o nível de serviço dos petshops no Brasil. Aqui o serviço de banho e tosa tem muito a melhorar, já testei uns 4 e às vezes ele sai úmido do banho ou a tosa não fica tão legal. A alimentação do Muleque é apenas ração, aqui oferecem apenas 3 marcas – diferentes das que ele estava acostumado. O lado bom é que aqui a maioria das pessoas ama cachorros então é bem gostoso quando passeamos, pois ele recebe muito carinho das pessoas. Existem muitos grupos de resgates de animais e a maioria dos meus vizinhos tem cachorros adotados, uns até adotados depois de adultos. Todos cuidam bem dos seus bichinhos.

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?

KO: A dica que eu dou é para que tentem descobrir o máximo de informações possível sobre o lugar para onde está levando seu bichinho, que tipo de ração ou comida você pode oferecer a ele, se é uma cidade pet friendly etc.

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Gatinhos na Dinamarca

A Joice Fadelli foi morar na Dinamarca e levou com ela seus dois gatinhos, leia a entrevista que ela deu para o Manual abaixo.

MB: Qual o nome, a raça e a idade dos seus bichos?

JF:   Eu tenho o Frajola, de 8 anos e o Lúcifer, de 2 anos. Ambos são SRD.

MB: Onde vocês moram?

JF: Atualmente a gente mora em Copenhagen, na Dinamarca.

MB: Como começou a história de vocês?

JF:  O Frajola eu adotei há 8 anos atrás de uma ONG e desde então ele está comigo. Já mudou para o Rio de Janeiro com a gente antes de virmos pra Europa. O Lúcifer eu adotei da mesma ONG, ele tinha 4 meses quando eu o peguei e ele veio bem doente pra minha casa, tinha pneumonia, pulgas. Foi bem difícil no começo a adaptação deles entre si porque o Frajola sempre foi sozinho, então rolou ciúmes por uns 6 meses.

MB: Como foi a mudança? 

JF: Foi muito traumática.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si.

JF: O processo em si é bem angustiante. São 5 meses de preparo pra tudo (vacina, exames, tempo de espera do resultado) e ir ao aeroporto varias vezes é desgastante.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..

JF:  Eu acho que no Brasil tem muito mais ofertas nesse segmento. Diversos pet shops e muitos veterinários, além de achar várias marcas de rações no mercado. Aqui você tem que pedir ração pela internet, são poucos os lugares que vendem rações super premium por aqui. Os veterinários são poucos também e caríssimos (como tudo na Dinamarca).

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?

JF: O primeiro passo é a inserção do microchip e isso tem que ser feito antes da vacina de raiva. Então eu sugiro que esse passo seja feito mesmo se a pessoa não tem data de viagem fechada (ou se ainda está só no mundo das ideias). O exame de sorologia para raiva, até dezembro de 2017, só  um laboratório no brasil tinha credencial pra fazer, mas em 29/12/2017 o governo brasileiro cancelou a demanda de material pra realizar o teste pelo CCZ – SP, então no atual cenário só enviando a amostra para o Chile ou para os EUA. Vide matéria abaixo:

(https://www.google.com.br/amp/m.folha.uol.com.br/amp/cotidiano/2017/12/1946861-prefeitura-de-sao-paulo-nao-fara-mais-exames-para-pets-viajarem-a-europa.shtml)

Então se a pessoa puder fazer os passos até o exame mesmo que ela não tenha prazo definido de viagem vai adiantar, caso ela decida, pq o exame de sorologia não tem validade se o animal for vacinado anualmente contra a raiva.

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Os gatinhos da Joice!