Costeleta, um cãozinho cego e muito feliz

O último Bicho Novo em Casa do ano é com esse fofíneo, lindo e cremoso do Costeleta. Fico feliz por contar a história dele e da Malu, sua humana. Eles se conheceram meio que por acaso ou seria o destino? Acredito que só pode ser essa segunda opção porque ele acabou sendo adotado pela pessoa certa! A Malu diz que foi ele quem chegou até ela. “Fazia residência no hospital veterinário da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), e ele estava andando pelo campus! Até que o resgatamos!”

IMG-6020Como ele estava andando sozinho, a Malu não tem mais informações a respeito da vida dele antes de se conhecerem, mas as condições dele não eram as melhores.  “Ele estava cheio de carrapatos, com miíase (bicheira) nos testículos, e quase não tinha pelo no corpo devido a sarna! Mas sempre foi o dono do sorriso mais lindo e ainda tinha os olhos azuis mais maravilhosos! Porém ele tinha inflamações seguidas nos olhinhos e já não enxergava muito bem!”

Logo, uma amiga da Malu resolveu dar o nome de Costeleta ao mais novo mascote do grupo e todos concordaram. “Ficamos cuidando dele, castramos, tratamos a pele e ele se tornou nosso mascote. No final do ano, a Ulbra entrou em recesso e a diretoria disse “carinhosamente” que teríamos que “dar um jeito” nos mascotes. Então, eu o levei pra casa e todos se apaixonaram! Uma semana depois ele foi oficialmente adotado por mim!”

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Uma vez oficialmente adotado pela Malu, ela diz que não foi necessária muita preparação para recebê-lo. “Ele ocupou seu espaço rapidamente! Ele já estava castrado, já fazia tratamento para os olhos e ele sempre se ajudou demais!” E em relação aos olhos, ele nem sempre foi cego. E ela explica como isso aconteceu. “Ele tinha os olhinhos quando o adotei, mas não enxergava muito bem. Depois de mais ou menos 1-2 meses de sua adoção, tive que viajar e deixei uma pessoa cuidando dele (para aplicar os colírios, etc), porém quando retornei de viagem vi que ela não foi a melhor cuidadora, ele perfurou um dos olhinhos, levei imediatamente para o hospital e fizemos a cirurgia de enucleação (que é a retirada integral do globo ocular)! Ele respondeu muito bem e se tornou um cachorro mais feliz! Porém, o olhinho que ficou seguia sempre incomodando, não respondia mais aos tratamentos com colírio. Ele desenvolveu catarata e glaucoma. A Oftalmologista sugeriu aplicação intraocular de medicamentos, mas eu via que ele sentia muita dor. Como ele já não enxergava nada e era só uma questão estética eu optei por enuclear este olhinho também!”

Mas muito se engana quem pensa que para o Costeleta isso significou sofrimento ou que a vida dele com a Malu mudou completamente. “Desde então ele se tornou mais feliz ainda! Sem dor! Se adapta muito bem a todos os ambientes! Após se tornar “oficialmente” um cão sem olhos eu me mudei pra uma casa que tem uma pequena escada, em poucas horas ele se acostumou e já sabia transitar por toda a casa! Ele é sempre o primeiro a saber que tem alguém chegando em casa! Adora ficar no pátio da frente latindo para as pessoas e outros animais que passam na calçada! Adora fazer novos amigos! E por incrível que pareça ele adora correr atrás dos meus gatos no pátio! Mas se dão muito bem!” ❤ ❤ ❤

 

Zigg, um cachorrinho esperto e temperamental

Você já teve aquela sensação quando está sozinha(o) em casa que falta alguma coisa? A Jaque Hermes sempre resgatou e teve cachorros enquanto morava com os pais, mas quando foi morar sozinha parecia que faltava algo. “Um dia soube que uma vizinha estava com uns filhotes mestiços que ela não poderia vender, eles iriam para um abrigo. Quando cheguei foi amor à primeira vista, 5 bolotinhas minúsculas, mas tinha um por quem eu me apaixonei desde que o vi. Era o maior e bem mais esperto que os outros, pretinho com o pelo duro, e a filha da dona me disse que era um dos únicos que tinha nome, Bob Marley. Como achei um nome muito manjado troquei pra Zigg e mantive o Marley.” Leiam abaixo a história cheia de aventuras do Zigg e da Jaque, que ela mesma escreveu para o Manual 😉

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Ziggy bebê e hoje em dia

“Ele foi um bebê terrível, bagunceiro e chorão (é até hoje, na verdade). A dona do canil tinha dito que a mãe dele era Yorkie e o pai dele era Lhasa Apso, mas pela aparência dele eu tinha certeza que estavam tentando “me enrolar”. Adotei ele crente que ia virar uma estopinha e era exatamente isso que eu queria (doce ilusão).

Um tempo depois acabei voltando para a casa dos meus pais, na parte rural de Caxias do Sul – RS. Lá ele aprontou de tudo, precisou ir pra veterinário com espinhos de ouriço, corria atrás das galinhas, roubava ovos, fugia pra brincar com o cachorro do vizinho, ia caçar… tudo isso com o “manão” dele, o Urso (um bebezão de 14 anos e 40kg que foi resgatado das ruas anos atrás) e foi a melhor coisa para a formação dele.

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Um belo dia ele acordou mal, fugia de todos, se escondia. Levamos ao veterinário e ele ficou internado. No outro dia fui visitá-lo e a médica me informou que ele estava com Parvovirose* e Giardia**, e que provavelmente não iria sobreviver. Lembro que pedi pra vê-lo e ela disse que ele estava no isolamento e não poderia receber visitas, perdi meu chão. Nessa época o cabelo dele já estava “clareando e alisando” e eu percebendo que minha estopinha não ia ter nada de estopa, ele tinha 8 meses.

Depois de 4 dias de internação ele teve alta, a felicidade não cabia em mim. Continuamos nossa vidinha até que conheci o Caio (que morava em SP e tinha 2 gatos e uma cachorrinha bem idosa) pela internet, um tempo depois resolvemos nos mudar para SP.

Zigg Marley sempre foi muito temperamental, assim como o Mozart (gato de quase 8kg do Caio) e confesso que de início tive bastante medo e eles estavam sempre com supervisão. Nos primeiros dias não trocavam olhares e depois começaram a se aturar.

Um mês depois a Vitória (cachorrinha de 17 anos do Caio) morreu e um pouco depois Mozart foi atropelado e quebrou o maxilar. Ficou na UTI, fez várias cirurgias, precisou colocar sonda e sempre ficava grogue pela medicação. Com isso Zigg se aproximou muito do Mozart, estava sempre preocupado, acompanhava cada hora do remédio, cada troca de curativo, cada vez que íamos dar comida e água.

Foi assim que eles viraram amigos, brincam, brigam às vezes, mas é coisa de irmão. Judith (a outra gata) é bem mais na dela, não dá muita atenção pra ele, mas a convivência também é boa.

Zigg nunca fez suas necessidades em casa, então saímos com ele várias vezes por dia e enquanto trabalhamos ele fica na casa da vó dele que faz tudo que ele quer.

E estamos aí. Ele lindo, loiro e liso, amando o Caio enlouquecidamente e sendo tratado como neto pelos meus sogros.”

***

Abaixo o descritivo das doenças (graves) que o Zigg teve e se curou.

*Parvovirose
É uma doença infecto-contagiosa causada por um vírus chamado parvovírus. Esta virose pode afetar cães de qualquer idade, porém os filhotes são mais suscetíveis à doença. Pois na maioria dos casos os filhotes de cães ainda não foram imunizados. A parvovirose canina pode ser transmitida pelo contato com as fezes e secreções de animais contaminados. O parvovirus é resistente, podendo manter-se no ambiente durante meses e desta forma infetar um novo hospedeiro.
Os sintomas iniciais incluem perda de apetite, diarreia, vômitos, desidratação, problemas respiratórios. A principal forma de prevenir esta doença é vacinação.

**Giardíase
A giardíase canina é uma doença provocada por um protozoário (Giardia lamblia) que se aloja no intestino dos animais. A infecção acontece quando o cão ingere água e alimentos contaminados por cistos oriundos das fezes de outro cachorro já infectado. Os principais sintomas são: Diarreia, vômito, desidratação, perda de peso, entre outros.Recomenda-se a vacinação, bons hábitos de higiene como método de prevenção. Vale ressaltar que as pessoas também estão sujeitas a adquirir essa doença.

Fonte: Wikipédia

Jack, ladrão de corações

Muitas pessoas associam a ideia de ter um animal de estimação a um filhotinho, elas visualizam uma bolinha de pêlos e todo um cenário com ele. Só fica de fora a parte da adaptação e treinamento que requer tempo e muita paciência, lembrando que cabos de televisão e computador possivelmente serão mordidos, os chinelos e, às vezes até móveis (eles tem que experimentar o mundo). Esse processo é legal, mas não é para todo mundo e fazer essa avaliação é importante e não significa que a pessoa não pode ter um bicho de estimação. Ao contrário, uma ótima opção é adotar um animal adulto – acima de um ano para cães e de seis meses para gatos, o amor será igual e os futuros dias felizes também. Há quase um mês a Anne Chaves e o namorado estão vivendo essa experiência com o Jack, que de acordo com ela “em tão pouco tempo já roubou nossos corações”. Leiam abaixo a história deles.

39409316_1601470136630116_1740465200974266368_n“Eu e meu namorado moramos juntos e gostamos muito de animais, qualquer tipo, e surgiu a vontade de ter um cachorro. Procuramos as ONG’s que acolhem animais para ir pesquisando. Uma amiga, Caroline Moura, é voluntária na AATAN e ela me falou do Jack. Ela tirava fotos com ele para campanhas online afim de encontrar uma família para ele. Quanto mais eu via fotos dele, mais me apaixonava”. Eles não sabiam muito sobre a história dele, apenas que tinha chegado no abrigo esse ano. “Suspeito que tenha sido abandonado, pelo comportamento dele ser bem carinhoso, ele não demonstra ter medo de pessoas ou de outros animais, é bem dócil”.

Eles resolveram manter o nome que ele tinha no abrigo, Jack. “Achamos que ele já estaria se adaptando a um novo ambiente, novas pessoas, por quê faze-lo se adaptar a um nome novo também? É muita coisa para eles processarem.” E ele é, oficialmente, o primeiro cachorro deles – que já puderam viver com outros bichos quando moravam com os pais. “Eu já tive vários cães quando era criança e adolescente, sem contar as aves e peixes. Meu namorado teve um cachorro quando morava com os pais. No momento nós temos dois hamsters, nos quais o Jack até agora tem se dado bem, curioso, porém nunca agressivo. Mas considerando que o Jack é o primeiro animal desse porte que eu e meu namorado pegamos para cuidar sem auxílio dos nossos pais, como foi na infância e na adolescência, acho que podemos dizer que é nosso primeiro cachorro”.

E no momento que decidiram adotar, eles fizeram a coisa mais importante e que muitas pessoas só pensam depois: avaliar as finanças para ter certeza que seria possível. “Analisamos financeiramente, pois uma vida requer cuidados, alimentação adequada, veterinário, vacinas e tudo mais. Nos informamos sobre as regras do condomínio em que moramos sobre animais de estimação. Na casa em si tiramos todos os objetos que pudessem ficar ao alcance dele e trazer algum mal. Só depois da adoção compramos potinho, brinquedinho, justamente para ir testando o que ele gosta. Meu pai deu uma caminha para ele também. Separamos um lugarzinho para ele ficar conosco durante a noite. Também acredito ser importante pensar na rotina, como vivemos em apartamento, é um ambiente fechado sem muito espaço, então planejamos que ele passearia com frequência, no caso, o Jack passeia duas vezes por dia”.

Sobre o fato do Jack ser um cão adulto, a Anne disse que inicialmente eles tinham um “molde” também. “Queríamos uma fêmea filhote, porém quando conhecemos os outros cachorrinhos adultos acabamos nos apaixonando e o Jack foi a gota d’água, nossos corações não poderiam dizer não. Mas se você analisar isso de forma mais técnica, também há vantagens. Por exemplo, como moramos em apartamento não podíamos pegar um cachorro muito grande, e um filhote não tem como saber o tamanho que ficará, por ser SRD. O temperamento/personalidade também já está construído. Ou seja, você tem uma ideia do cachorro que está levando para casa, e se ele se encaixa na sua rotina e casa/apartamento”. Outro ponto positivo para a adoção de bichos adultos e que surpreendeu a Anne e o namorado é que Jack só faz as necessidades na rua. “Esperávamos que ele seria mais difícil de se adaptar a essas coisas, ou a tapetes higiênicos. Mas o Jack é bem tranquilo, carinhoso, não late, fica na dele, e faz tudo na rua”.

Jack na casa nova

Quando pergunto se eles já passaram por alguma situação curiosa ou inusitada ela diz que conta sobre um dia que por um segundo esqueceram que havia um cachorro em casa. “Deixamos um hambúrguer em cima da cama sem supervisão, quando voltamos no quarto o Jack estava com a boca no hambúrguer. Na hora demos bronca, pegamos o hambúrguer dele, pois acreditamos que não seja saudável que ele coma esse tipo de comida, mas depois rimos muito da situação. É como ter uma criança nova em casa, a gente tem que se adaptar e educar“. E Jack de bobo não tem nada. Algumas coisas não mudam, sejam filhotes ou adultos. ❤ ❤ ❤

Luna, uma Dachshund na Espanha

A Luna é a Dachshund de 07 anos do casal de humanos brasileiros que acabaram de se mudar para a Espanha, e apesar de estar lá há poucos meses ela já deu susto e teve que fazer uma consulta com um veterinário! A Debora Castro contou um pouco sobre as impressões deles a respeito de Valência e como foi a viagem com a Luna. Venham ler!

33995727_1760758037333271_8803133083491500032_n (1)MB: Como começou a história de vocês?
DC:
Começou em 2010, Luna tinha apenas 1 mês. Foi um presente de Natal, sempre sonhei em ter uma salsichinha 🙂

MB: Há quanto tempo vocês moram na Espanha?
DC:
Moramos na Espanha há 3 meses. Em Valência.

MB: Como foi a mudança?
DC:
A mudança foi bem cansativa, estávamos muito ansiosos e sem dormir por vários dias.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo
pela viagem em si.
DC:
Graças a Deus não tivemos dificuldades com documentação, tivemos o
estresse do tempo de vôo que foi de 10 horas no porão do avião, pois a
Luna não podia ir conosco na cabine devido ao seu peso (8kg). A Luna
ficou muito assustada, foi uma viagem cansativa. Quando chegamos no
aeroporto de Madrid e fomos buscá-la no portão de desembarque de
animais, ficamos quase 2 horas esperando ela ser entregue, e com a demora
começamos a achar que a tinham perdido ou que tinha acontecido algo. Foi
bem estressante, chorei muito quando a encontrei e vi que a Luna estava
bem depois de todo esse tempo esperando, no final deu tudo certo!

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
DC:
Luna já nos deu um susto quando caiu do banco do parque e machucou a patinha, fomos com ela ao veterinário e fomos muito bem atendidos e a
Luna medicada.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil
e na Espanha? Pet shops, alimentação, etc..
DC:
No Brasil notávamos muitos animais abandonados pelas ruas e muito
maltrato. Aqui na Espanha é muito raro vermos algum animal na rua, já
aconteceu de vermos gatinhos, mas acredito que estavam perdidos dos
donos. Quanto a veterinários tem muitas opções, alimentação é bem
variada, para todos os gostos e bolsos também. No geral, os veterinários
– como qualquer outro serviço aqui – se esforçam para te
entender, já que nosso espanhol ainda não está muito bom.
Aqui tem muitos parques para os animais também, os espanhóis gostam
muito de bichos, principalmente cachorros. É comum você andar pelo
bairro e ver várias pessoas passeando com seus bichinhos e os parques e
praças da cidade lotados de cachorros.

MB: Há muitos animais abandonados onde mora? E se houver, existem ONGs e protetores independentes?
DC:
É bem difícil ver animais abandonados aqui, quando encontramos foram alguns gatinhos, vimos que eles provavelmente estavam perdidos. Aqui
maltrato de animais e abandono dá multa e prisão. Eles levam muito a
sério as leis e as pessoas costumam respeitar muito. Aqui abandonar um
animal pode dar multa de até 30 mil euros. Existem sim ONGS e protetores
de animais, já vimos um caso de abandono de filhotes em que
eles foram resgatar.

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
DC:
A dica que dou é acostumar bem seu pet na caixinha de transporte antes do vôo para que seja uma viagem menos estressante possível, se atentar
na hora de alugar um imóvel se o proprietário aceita animais antes de
fechar o contrato (nem todos aceitam e isso deve ficar claro antes de
alugar um imóvel). E aproveitar muito. Seu pet com certeza terá muito
mais qualidade de vida e muitos lugares para passear e se divertir!

Luna em passeios por Valência

 

A Débora e o marido escrevem no site Turistando Afora e lá fizeram uma postagem bem completa de como levar seu bicho para a Espanha. Vejam o link abaixo!

http://turistandoafora.com/2018/07/28/como-trazer-seu-pet-para-espanha/

Nina, uma cachorrinha cheia de personalidade

A história da Daiandra Fernandes e da Nina começou no dia 02 de março com um telefonema um tanto alarmante, eu diria. “Uma moça chamada Aline, que me conhecia porque sou voluntária na ONG de proteção da nossa cidade, estava chegando do trabalho quando viu uma cadela ser atropelada. Juntou ela do asfalto, levou para casa e me ligou pedindo ajuda para levá-la ao veterinário. Saí de casa, peguei a cadelinha e fui até a cidade vizinha no plantão veterinário. Nina ficou 30 dias internada e durante esse tempo tentamos localizar seus antigos tutores. Nunca descobrimos quem eram, se é que existiam. Depois que recebeu alta foi para a minha casa na condição de lar temporário. Bastaram alguns minutos para perceber que nunca mais me separaria dela.”

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Hoje faz pouco mais de um ano que estão juntas e Nina se juntou à turma de bichos que a Dai já tinha em casa antes dela chegar. “Minha casa sempre foi cheia de cães, todos adotados também. Quando ela chegou, tínhamos outros 7 cães e todos a aceitaram e vice-versa. Hoje em dia eles brigam e se provocam uma vez ou outra, geralmente por culpa da própria Nina que quer comer a comida de todo mundo.”

Como resultado do acidente Nina ficou paraplégica e como bem sabemos, infelizmente, a maioria dos adotantes teria receio de levá-la para casa. Porém, a moça que viu o acidente ligou para a pessoa certa ❤ “Nina é uma vira-lata de porte médio, ou seja, já pertencia a uma categoria de animais que poucos adotam. Ela se tornar paraplégica dificultaria em muito as coisas. Já tínhamos outros sete cães em casa, a maioria idoso ou com algum problema de saúde, mas ela nos conquistou! A família toda se uniu para receber bem a nova moradora, até mesmo os outros peludos. Foi um período de muito aprendizado, ela precisava de cuidados especiais e até hoje estamos conhecendo melhor o que ela pode e não pode fazer, mas em geral ela leva a vida normalmente. Os maiores cuidados que precisamos ter consistem em estimular bexiga e intestino algumas vezes ao dia, carregá-la no colo em algumas situações, não deixá-la sem o carro de rodas em determinados lugares para evitar escoriações e, claro, tirar os calçados do alcance dela: um dos passatempos preferidos é mordê-los!”

Nina e alguns dos irmãos

A Dai contou ainda que ela e a família nem tiverem muito tempo para se preparar para receber a Nina. “Ela não tinha para onde ir, levei-a para casa, era para ser temporário e eu sequer sabia quais eram as reais necessidades dela. De início, antes do carro chegar, compramos um tapete emborrachado para ela conseguir se firmar melhor no chão. Ela ainda não tinha desenvolvido suficientemente o peito e patas dianteiras e resvalava muito no chão da casa. Hoje ela não precisa mais. Cogitamos colocar rampas em alguns pequenos degraus que temos na casa e jardim, mas ela evoluiu tanto que, com ou sem o carro, consegue ir a todo lugar.” E foi fácil encontrar uma cadeira/carro com rodas para ela? Ela se adaptou bem? “Para minha sorte, alguns meses antes eu havia visto uma gata resgatada por uma ONG da região e ela precisava de um carrinho, pois era paraplégica. Resolvi fazer a doação do carrinho e os voluntários me passaram os dados do fabricante para eu fazer o pagamento. Falaram também que aqueles carros eram os mais leves e de mais fácil adaptação que tinham visto. Mal sabia eu que algum tempo depois aquela informação seria muito útil. Depois do diagnóstico definitivo, entrei em contato com o fabricante que me passou todos as instruções para tirar as medidas da Nina e encaminhar a ele. Alguns dias mais tarde o carrinho chegou pelo correio e meu pai o montou. Ele foi adquirido graças a doações de várias pessoas que se sensibilizaram com o caso dela e o fabricante também fez um preço especial por ela ser um animal carente. A adaptação foi muito rápida. No mesmo dia já a colocamos no carro e ela saiu correndo.

Como dá para perceber, a maior limitação está na cabeça das pessoas que nem cogitam adotar um bicho com necessidades especias. “Ela é uma peça! Cheia de personalidade, sempre consegue o que quer. A evolução dela nesse ano conosco foi incrível. Tornou-se muito forte e é mais rápida do que todos os outros cães da nossa casa (com ou sem o carro). Algo curioso sobre o caso dela é sua memória muscular nas perninhas. Pelos seus exames, ela não poderia ter movimento nenhum, mas ela tem! Quando se locomove de carro, dá passos com as patas traseiras. Ela não sente as patinhas, mas por memória muscular ela as movimenta. O carro se tornou a melhor fisioterapia! Sem o carro, quando está no jardim, consegue se sustentar em pé por alguns segundos e até dar uns dois passos, mas logo cai novamente. Parece pouco, mas faz toda a diferença, tanto é que tem um ótimo tônus muscular nas pernas.”

Imagino que por conta do carro ela atraia alguns olhares curiosos. Quando sai com ela as pessoas fazem perguntas? “Ela fica mais em casa, mas prefere passar a maior parte do tempo no jardim correndo atrás de tudo e todos que passam na calçada. É lá que ela corre uma verdadeira maratona todos os dias. Tem bastante espaço para se locomover. Quando cansa ou bate a fome, vai sozinha para dentro de casa, onde preferimos deixá-la sem o carro. Ela fica mais à vontade, porque com ele acaba batendo muito nos móveis e atropelando os irmãos. Eventualmente saímos passear na rua e ela sempre atrai olhares e perguntas, geralmente querendo saber o que aconteceu com ela. Em geral todos acham ela muito simpática. A única vez que não me senti bem foi quando uma senhora a viu e falou para a criança que a acompanhava: “coitadinha, ela é doente!”. Aquilo me fez pensar em quantas pessoas em cadeiras de rodas passam pelo mesmo preconceito todos os dias. Paraplegia não é doença! E que sorte da Nina encontrar uma pessoa que pense assim! ❤ ❤ ❤

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Kinder, uma SRD no Uruguay

A Erica Matias adotou a Kinder filhotinha quando ainda estava na faculdade de Medicina Veterinária. Hoje com 8 oitos, a Kinder mora no Uruguay e a Erica conta que sente que ela é muito feliz lá “levo ela na praia ou na pracinha e solto pra ela correr à vontade.” Ela também dá várias dicas para quem pretende mudar de país e levar seu animal de estimação. Leiam a entrevista abaixo.

img_5125.pngMB: Como começou a história de vocês?
EM: Eu estava no 2o ano do curso de medicina veterinária no interior de São Paulo (Botucatu) e, como morava em uma república que tinha um quintal e jardim bem espaçosos, decidi que iria adotar um cãozinho. Como sempre morei no centro de SP, em apartamento e com a minha mãe, não tinha muito poder de decisão hehehe. Um certo dia, quando eu já havia decidido que iria ao CCZ adotar um ‘catioro’, uma de minhas melhores amigas chegou na aula dizendo que ela e a colega de apartamento tinham resgatado uma filhotinha da rua, mas que não iriam ficar com ela. Na hora já me ofereci pra adotar aquele pequeno saco de pulgas e vermes. hahaha

MB: Onde vocês moram?
EM: Atualmente, Montevideo/Uruguay

MB: Há quanto tempo moram no novo país?
EM: Há quase 7 meses.

MB: Como foi a mudança?
EM: O processo pré-mudança foi mais complicado que a mudança em si. Tive que chamar uma adestradora pra me ajudar a convencê-la de que a caixa de transporte não era um bicho de 7 cabeças. O problema é que eu entrei em contato com ela meio tarde, faltando so um mês e meio para a viagem. E eu ainda ia receber uma amiga de outro país e viajar com ela nesse meio tempo, então minha mãe fez as outras aulas pra mim – so que digamos que a didática dela não é das melhores hahahah No dia da viagem ela ficou bem estressada, mesmo com todo o treino e tomando Anizen * (homeopático), mas quando chegou aqui foi pura felicidade (e depois capotou até o dia seguinte hhahah). Eu sinto que ela tá muito mais feliz aqui porque temos qualidade de vida, é mais arborizado, mais tranquilo, menos poluído, menos barulho, menos carros, levo ela na praia ou na pracinha e solto pra ela correr à vontade.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si.
EM: Olha, não foi tão difícil porque vim para um país do Mercosul e, além disso, eu sou veterinária, então já sabia mais ou menos como proceder com as burocracias de todo o processo. Precisei imprimir e assinar um atestado (que baixei no próprio site da Vigiagro) comprovando que ela estava desparasitada (interna e externamente) há menos de 1 mês (não lembro exatamente o período mínimo pedido, cada país tem exigências diferentes com relação a isso. Não precisava de microchip nem sorologia de raiva para vir para o Uruguay. O que precisei fazer foi copiar a carteira de vacinação, tendo sido aplicada a  vacina anti-rábica há menos de 1 ano, e agendar um turno pelo telefone. Como demora 48h pra ficar pronto o atestado, e este tem validade de poucos dias (não lembro ao certo), o ideal é agendar poucos dias antes da viagem. Eu viajei numa quarta e peguei o atestado na segunda-feira, sendo que tinha agendado pra ir lá ( com a carteira de vacinação e o atestado de saúde) na sexta-feira anterior a viagem.

MB: Há muitos animais abandonados onde mora?
EM: Não muitos. O Uruguay é um país pequeno, com pouca gente e, consequentemente, poucos animais de rua. Digo, em comparação à Sao Paulo, por exemplo. E, claro, depende do bairro. Quanto mais periférico e/ou humilde, mas animais tem.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..
EM: Bom, tudo é questão de adaptação né? Eu estava acostumada em ter ao menos 3 grandes petshops onde podia escolher dentre várias marcas e receber tudo rápido em casa (Petlove, Cobasi, Petz). Aqui tem poucas opções de lojas com todo tipo de produto pra cães. Geralmente so de ração, e não tem muitas opções de marca. Aração que a Kinder comia no Brasil e que deu super certo para a pele sensível dela foi a Natural, da Guabi – há mais de 3 anos ja estávamos com ela. Aqui, como não tem, tive que pesquisar marcas que usualmente não compraria no Brasil por serem mais caras (mas a qualidade é indiscutível, claro). Testei Eukanuba Senior, Biofresh adultos porte médio, e agora estamos com Proplan Sensitive Skin. Também tive dificuldade pra encontrar produtos pra pele, como shampoos terapêuticos, umectantes, sprays, além de vermífugo e anti-pulgas – acabou que trouxe uma coleira Seresto do Brasil e, quando vencer, vou começar a dar Bravecto pra ela. Vermífugo troquei o Drontal que não tem aqui por um da Konig, que é uma marca que conheço e confio.

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
EM: Pesquisem sobre o país para o qual irão se mudar com certa antecedência, para assim se planejar bem. Vejam as exigências das cias aéreas para transporte de animais, se há possibilidade dele ir na cabine, quais as dimensões que a caixa de transporte deve ter e, muito importante, CONSULTA VETERINÁRIA com ao menos 5 meses de antecedência caso vá pra países da Europa e América do Norte – imagino que para países asiáticos e da Oceania também! Atendi casos em que não pudemos embarcar com o cão porque a dona me procurou um mês antes da data da viagem, porém a União Europeia exige coisas que demoram meses – como a sorologia de raiva, por exemplo, que demora ao menos 1 mês pra sair e só pode ser feita em laboratórios autorizados (precisa verificar no site da Vigiagro, lá tem todas as informações para vários destinos). Além disso, alguns países exigem microchipagem antes da vacina de raiva (que tem que estar atualizada, sendo aplicada não menos de 1 mês nem mais de 1 ano antes da viagem). Enfim, são muitas exigências que às vezes não conseguimos cumprir os requisitos com um tempo apertado antes da viagem. Converse com seu veterinário meses antes da viagem, procure informação nas cias aéreas sobre o transporte (nos sites tem tudo e qualquer dúvida é so ligar pra eles), e comece a trabalhar o emocional do seu bichinho – entrar na caixa de transporte, ambientes movimentados, saber como ele reage estando dentro de um local que se move (deve ser muita doidera na cabeça deles hahah), etc.
Procure sempre ajuda especializada.

Kinder na torcida para seus dois países durante a Copa 🙂

 

*Veja abaixo do que se trata o remédio homeopático que a Erica deu para a Kinder.

Anizen Homeopatia Calmante Pet
– Indicado para cães e gatos;
– Para Pets nervosos, irritados, barulhentos e/ou agressivos;
– Auxilia no controle dos medos, distúrbios comportamentais e estresse.

Mel, uma Spitz Alemão no México

A Mel é uma Spitz Alemão de quase três anos de idade que chegou como um presente de casamento inesperado para a Nathalia e o marido. Inesperado porque não estava nos planos deles levarem uma cachorrinha para casa aquele dia, mas ela foi muito bem-vinda e hoje mora lá México! Leiam a história deles abaixo.

MB: Qual o nome, a raça e a idade do seu bicho?
NP: A Mel é da raça Spitz Alemão. Ela é anã e tem 2 anos e 9 meses.

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MB: Como começou a história de vocês?
NP: Eu sempre quis ter um bebê 4 patas, mas como morava com meu pais e eles não permitiam, não era possível ter. No dia 19/09/2015 eu casei e no dia 19/12/2015 eu e meu marido estávamos almoçando no L’Entrecôtet de Paris em São Caetano para comemorarmos 3 meses de casados e comecei a receber fotos de 2 filhotes Pomerania de um canil! E uma das fotos estava a Mel. Meu marido ficou doido quando viu, pois era nosso sonho ter um bebê 4 patas, então ele decidiu que assim que terminássemos íamos direto para o canil ver os filhotes. Saímos do restaurante e eu fui o caminho todo falando que não íamos pegar porque havíamos acabado de casar e não queríamos ter filho agora. Porém, quando chegamos e trouxeram a Mel e a outra bebezinha, não sei explicar o que sentimos quando a vimos . Tinha um sofá, na hora meu marido sentou e disse: “nós vamos levar! Ela é nossa!” Foi ai que começou nossa história com a nossa vidinha!

MB: Onde vocês moram?
NP: Atualmente nós moramos no México.

MB: Há quanto tempo moram no novo país?
NP: Estamos morando aqui há 1 ano e 1 mês.

MB: Como foi a mudança?
NP: A mudança foi tranquila, escolhemos viver em La Condesa, na Cidade do México, um lugar muito bonito, bem arborizado, com parques, porém no dia 19/092017 teve um terremoto horrível no México e o nosso bairro foi um dos mais afetados devido ao solo ser instável (foi construído em cima de um pântano). Eu estava com a Mel em casa e foi horrível o que passamos, foi um susto muito grande, a Mel depois disso, qualquer barulhinho ela tremia sem parar, então decidimos nos mudar novamente para uma área mais rochosa e mais segura! No dia 01/10/2017 já estamos fazendo a mudança para o novo lar.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si. Ela ficou numa boa no avião?
NP: Não tivemos nenhuma dificuldade com a documentação da Mel. A Mel sempre teve e tem todas as vacinas e parasitações em dia, então viajar com a Mel é tranquilo demais! Ela já viajou do Brasil para o México com escala no Panamá, do México para o Brasil, já fomos com ela para os EUA e nunca tivemos nenhum problema com ela ou com sua documentação. Ela sempre vai comigo na cabine, não tenho atestado psicológico, mas só escolhemos voos onde ela possa estar comigo. Durante o voo devido eu não ter o atestado, ela tem que ir dentro da bolsa de viagem dela embaixo do banco. Ela vai super tranquila, não dá um piu durante o voo todo, ela sabe que naquele momento ela tem que ficar quietinha! Antes de entrarmos no avião ela sempre late um pouco (normal, ela é um cachorro) então vejo as pessoas olhando com cara feia, falando… antes me incomodava muito, hoje já não ligo mais, pois sei que ali dentro, durante todo o voo ela vai ficar quietinha e não vai incomodar o voo de ninguém.

MB: Há muitos animais abandonados onde mora?
NP: Sim, aqui no México também tem muitos animais abandonados. Eu faço parte no WhatsApp  de um grupo de Brasileiros no México e eu fico boba com a quantidade de cachorros que enviam para ver se alguém tem interesse em adotar, e quando falam o motivo do cachorro estar em adoção é pior ainda. Ou é porque a família vai embora do país e não quer levar ou é porque cresceu demais, porque late muito ou já foi encontrado na rua. Eu fico muito chateada quando vejo isso, nós temos tanto amor na Mel, como pode uma família ir embora e deixar para trás um dos membros da família? A Mel é minha filha, minha companheira, não deixamos ela por nada e se vamos viajar ela vai junto! rs

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..
NP: Não são muitas as diferenças, a única diferença gritante que encontrei é que aqui ainda não encontrei groomer especializado na tosa do spitz como no Brasil há muitos profissionais competentes. Levei a Mel para aparar os pelos e quando vi eles haviam tosado ela demais e tudo torto. Hoje em dia, eu que aparo os pelos dela e quando não dou banho em casa, eu levo tudo para o pet (shampoo, escova, perfume…) porque eles estavam usando escova errada nela e ela já estava ficando sem sub pelos! Agora as lojas para pet são maravilhosas, a que mais amamos é a Petco, tem tudo e mais um pouco.

Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
NP: Minha única dica é, deixe sempre as vacinas e parasitações do seu melhor amigo em dia! Assim você nunca terá nenhum tipo de problema para poder viajar com ele. A não ser para Europa que se ele não possuir o chip certo, tem que ficar de quarentena.

Mel e a família do México ❤

Farofa e seus filhotes

Um bicho novo em casa já pode ser bastante, imaginem só 8 filhotinhos! A Adrielle Bachega se viu com a casa cheia e uma nova mamãe que estranhava os bebês. “A Farofa não queria amamentar e ela estranhava os filhotes marrons, a ponto de rosnar para eles nos primeiros dias. São cinco filhotes machos e três fêmeas, um macho morreu no segundo dia de vida. A Farofa teve dificuldade para se adaptar aos filhotes, só amamentava quando eu estava por perto conversando com ela. Por isso, desmamamos os filhotes cedo, e todos foram adotados por amigos próximos. Sempre tenho notícias dos filhotinhos e estão todos lindos e muito espertos.”

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Farofa e seus filhotes ❤

A Farofa, uma labrador retriever de 3 anos, não ficou grávida de surpresa – porém, foi mais rápido do que a Adrielle esperava. “Colocamos a Farofa para cruzar, mas não ficamos esperando muita coisa, porque ela só cruzou uma vez e quis ir embora da casa do namorado, então nem colocamos fé. Quando percebemos ela estava com as tetas cheias. Sempre tivemos cachorros, mas fazia muito tempo que não lidávamos com uma ninhada grande assim. Como aqui faz muito calor, ela fez um buraco na terra e pariu o primeiro filhote lá. Depois a prendemos em uma despensa e ficamos monitorando.”

Em relação aos cuidados com a Farofa e os filhotes, a Adrielle buscou dicas na internet, especialmente no grupo do Facebook – Labradores do Brasil. “Também fui confiando no instinto de mãe da Farofa para cuidar dela, conversar e deixá-la o mais à vontade possível. Para ela demos aquele Mammy Dog*, ajudou muito com a lactação e com a nutrição também. Já com os filhotes, eles começaram a fuçar a ração da Farofa desde que conseguiam andar um pouquinho, mas tirávamos ao máximo. Com o Thor, que ficou em casa, já vacinamos e vermifugamos, a Farofa também tomou medicações pra vermes e suplementos para não ficar muito debilitada.”

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Thor, filhotinho da Farofa

Agora, com filhotes doados e mamãe bem cuidada, a casa da Adrielle continua cheia. “Ficamos com apenas um dos filhotes, o Thor. Estamos com a Farofa, de quase 3 anos, a Rasteirinha e o Ameia que são irmãos. E ainda tem o Canjica, que mora na casa do meu noivo, a 100 km da minha casa. Mas eles se adoram e sempre que se encontram é uma festa. O Canjica morde o rabo da Farofa, a bochecha, a Farofa corre atrás dele, brinca e é sempre muito agradável.” Que coisa boa essa cachorrada que forma uma turminha de amigos, né? Quando perguntamos quem veio primeiro, a Adrielle disse que foi a Farofa. “Em outubro de 2015 ela chegou na minha vida com menos de 45 dias, toda mimosa e me ganhou de pronto. Já o Canjica foi uma história engraçada, pois minha cachorrinha SRD tinha abortado os filhotes e estava com depressão, então para deixá-la mais contente, arrumamos uns filhotes para ela amamentar. Uma amiga nossa estava com uma ninhada de cachorros pequenos em casa e nos doou dois pra ficar com a Rasteirinha. Um deles, a mãe da minha cunhada adotou e o Canjica ficou conosco. Ele era muito pequeno e frágil, mas hoje é um garotão lindo e animado. Quando ele era bebê, ele era tão estranho e desengonçado que chamávamos ele de ‘Cemorreu’, porque toda hora parecia que ele tava meio morto dormindo no chão.”

Ao final, perguntamos que dicas a Adrielle daria para alguém que possa passar por essa mesma situação e a resposta não poderia ser melhor. “Ahhh acho que muito amor, carinho, dedicação e confiar na intuição. Observar com cuidado os sinais dos nossos petfilhos 😍😍

Ah, eu queria comentar que nesse meio tempo a Rasteirinha pariu de novo, mas os filhotes não vingaram. Foi muito triste que um deles morreu em uma noite de muito frio, em que ela não aceitou ficar em um lugar quentinho com ele e ele veio a óbito. Ela chorava com ele na boca, foi muito tocante. 😢 mas a Rasteirinha meio que adotou o Thor e dorme embolada com ele. Agora ela está melhor, mais animada e tranquila.” Um final feliz para essa grande família canina! Que bom!

 

Abaixo, a descrição do suplemento Mammy Dog, que a Adrielle comentou.

DESCRIÇÃO: Mammy é um suplemento vitamínico, mineral, proteico, aminoácido, indicado para cadelas em gestação ou lactação contendo aminoácidos essenciais dentro do conceito de proteína ideal.
INDICAÇÃO: O Mammy é um produto com alto teor de proteína digestível, indicado para a suplementação de fêmeas na fase de lactação. Composto por aminoácidos de alta digestibilidade e valor biológico, associados a probióticos, contém a combinação equilibrada de nutrientes para animais durante a lactação, fase crítica da criação.
PRINCIPAIS VANTAGENS: Rico em proteína digestível, cálcio, fósforo e outros nutrientes necessários à reposição orgânica da fêmea desgastada pela gestação e pelo parto, o Mammy fornece os aminoácidos para formação da proteína do leite (caseína e lactoalbuminas), minerais Ca e P, hexoses essenciais à formação da lactose, proporcionando leite com melhores características para alimentar os filhotes. Mammy proporciona às fêmeas em gestação condições para a geração de filhotes saudáveis e fortes, complementando a dieta com aminoácidos essenciais, como a lisina, metionina, treonina, triptofano, entre outros. A presença de probióticos melhora as condições de saúde intestinal, diminuindo a presença de microorganismos indesejáveis e evitando a presença de aminas biogênicas, gases e toxinas intestinais. O probiótico possibilita maior digestibilidade e disponibilidade de nutrientes, com conseqüente melhor desenvolvimento dos fetos na fêmea em gestação e maior aporte de energia e proteína para a produção de leite.
COMPOSIÇÃO BÁSICA: Proteína texturizada de soja, flavorizante, prolina, tirosina, glicina, triptofano, treonina, dextrose, lisina, leucina, serina, valina, metionina, arginina, cloreto de colina pó, fosfato bicalcico, cistina, histidina e isoleucina.

Um Maltês Estiloso em Israel

A Elisete Retter mora em Israel há 27 anos e recentemente adotou o Mishka, um maltês pra lá de descolado. Venham conhecer a história deles.

dsc_0695-copy-e1525656574799.jpgMB: Qual o nome, a raça e a idade do seu bicho?

ER: O nome do meu cachorrinho é Mishka e ele completou um ano em fevereiro.

MB: Como foi a escolha do nome dele? 

ER: Escolhi o nome Mishka porque amo a língua russa. Falo 7 línguas e o russo é uma das línguas que mais amo. Mishka em russo quer dizer ‘ursinho’ e ele quando chegou até a mim com dois meses de idade era bem parecido com um ursinho de pelúcia.

MB: Onde vocês moram?

ER: Moramos em Tel Aviv.

MB: Há quanto tempo moram no novo país? 

ER: Moro em Israel há bastante tempo. Cheguei aqui em 1991. Há 27 anos precisamente. Sou cantora e compositora e já lancei vários CDs aqui em Israel. O Mishka, adotei há um ano e três meses. No seu aniversário fiz uma festa bem legal e gravei num vídeo que esta disponível no meu Facebook.

>> Veja a festa de aniversário do Mishka clicando aqui

MB: Como começou a história de vocês? 

ER: Começou, pois conheço a senhora que me deu o cãozinho. Na verdade, a minha filha mais velha, há dois anos e meio atrás adotou um maltês muito fofo que se chama Tchibu. Eu me afeiçoei demais ao seu cãozinho e ficou muito difícil para mim quando ela se mudou e eu já não o via tão frequentemente como antes. Fiquei triste, pois eu cuidava do Tchibu quase que diariamente. A separação geográfica foi um golpe difícil de superar, então decidi adotar um cãozinho que fosse meu. Conhecia a Angela e ela me deu o maior presente do mundo quando me deu o Mishka. É engraçado como temos o temperamento bem parecido. Eu e ele somos muito sociáveis e hiperativos. Quando dizem que os cachorros se parecem com seus donos, no meu caso, posso dizer que é verdade.

MB: Como cantora, imagino que você passe um tempo fora de casa ou não tenha um horário “convencional”. Como você faz com o Mishka?

ER: Geralmente, quando tenho shows, ele tem uma baby-sitter que fica com ele.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..

ER: O que posso dizer que é diferente é que em Israel não tem cachorros de rua. Os animais são bem cuidados e aqui tem muita conscientização no que diz respeito aos animais de estimação. Tem muitos pet shops espalhados pela cidade o que é muito confortável para quem tem animais em casa. A alimentação dele é regulada, mas o Mishka gosta muito da hora do lanche. Dou petiscos pra ele e ele adora.

MB: Até aqui já passou por alguma situação inesperada ou curiosa com ele? Alguma dica? 

ER: O Mishka é um cachorro que é muito fotografado. Eu gosto de ‘produzi-lo’, ele tem um guarda-roupa de inverno variado e sempre usa seus sapatinhos, que ele gosta, acredite. Sempre que ele vê que vamos sair ele se deita de costas no chão com as patinhas para cima como que pedindo que eu coloque os seus sapatinhos. Ele é super fofo e acho que talvez pelos sapatinhos, seja o cãozinho mais famoso de Tel Aviv. De vez em quando ele também participa do meu vídeo blog ‘Elisete al ha boker’ (Elisete de manhã) que eu publico uma vez por mês no Youtube. Mishka gosta muito de música, principalmente música disco, anos 70. Dançamos sempre juntos! Ele é o meu super star.

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Mishka e os seus sapatinhos

Cachorro, cachorrinho, cachorrão

Cachorrão

Adotar um cachorro grande pode ser extremamente gratificante para uma família. Muitas raças grandes parecem imponentes o suficiente para espantar intrusos, mas na verdade são extremamente gentis. Cães de grande porte são ótimos companheiros em caminhadas, corridas, e a maioria não exige muita manutenção como algumas raças pequenas. No entanto, existem algumas preocupações que são exclusivas para cães grandes que os humanos em potencial devem estar cientes antes de escolher um cão desse porte. Cães de grande porte geralmente pesam acima de 26kg e precisam de espaço adequado para andar, se movimentar e correr, uma vez que precisam de bastante exercício físico. Apartamentos pequenos geralmente não são a melhor opção de moradia para raças grandes e muitos quando não fazem exercício podem se tornar destrutivos quando deixados sozinhos. Cães grandes são ideais para os humanos mais ativos que têm muito espaço interno e externo para um animal de estimação.

Cachorro

Já os cães de tamanho médio cobrem uma grande variedade de raças. Eles podem ser mais tranquilos ou mais agitados, cães de guarda ou companheiros da família, e em termos de aparência, temperamento e personalidade a variedade também é grande. Por conta disso  a única coisa que os cães de tamanho médio realmente têm em comum é seu peso – eles variam de 11kg a 25kg.

As raças classificadas como de “tamanho médio” são as mais populares do mundo, uma vez que os cachorros dentro dessa categoria são conhecidos por sua inteligência. Eles podem viver felizes em apartamentos ou outros espaços pequenos, mas também exigem exercício freqüente para ajudá-los a queimar o excesso de energia. Embora não sejam tão grandes quanto as outras raças, elas devem realizar muitas atividades físicas diárias e podem se tornar destrutivas em casa se ficarem entediadas ou inquietas. Eles costumam lidar bem com uma casa cheia de crianças já que têm mais paciência do que os cães pequenos e não são tão capazes de machucar acidentalmente uma criança durante uma brincadeira.

As raças que são consideradas de tamanho médio são muitas, portanto teremos bastante assunto.

Cachorrinho

Quando se trata de cães pequenos, a maioria das pessoas querem muito ou não querem de jeito nenhum. Para seus donos, cachorrinhos são animais de estimação fofos, compactos, amorosos e com personalidade de sobra. Eles são ótimos para idosos, moradores de apartamentos e ou aqueles que não têm um estilo de vida super ativo. Muitos especialistas sugerem que donos de cachorros de primeira viagem adotem uma raça pequena. Pesando até 10kg, esses cães são geralmente mais fáceis de manusear e podem viver felizes em qualquer lugar. Quando os humanos estão dispostos a dedicar muito tempo e atenção para treinar e socializar adequadamente um cão pequeno, eles são excelentes companheiros com direito a muitos beijos e atenção.