Projeto Pandora #perfilparaseguir

O Projeto Pandora começou em 2014 quando a Talita Borges foi até uma comunidade carente, em Ribeirão Preto (interior de São Paulo), ajudar uma cachorrinha grávida que estava pronta para ter os filhotes e não conseguia. De lá pra cá, o projeto tomou forma e com o objetivo de castrar e vacinar o maior número de animais de duas comunidades na cidade ela vem trabalhando incansavelmente para ajudar no controle populacional da região, que segundo ela, tem uma quantidade grande de animais em situação de rua.

Nesses tempos estranhos, em que a violência contra animais nos choca e entristece, é bom saber que há pessoas que se esforçam para que os bichos tenham uma vida mais digna. Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar o Projeto Pandora. Segue a entrevista abaixo.

MB: Para situar as pessoas que lerão o post. Onde o Projeto Pandora atua? E há muitos animais abandonados nessa região?
PP: O projeto foi criado, com intuito de castrar e vacinar os animais de duas comunidades carentes de Ribeirão Preto, a favela da Aids e o Jd. Progresso, locais onde não há controle populacional e o número de animais em situação de rua é assustador. Estima-se que apenas na área do bairro Parque Ribeirão Preto, região onde estão localizadas essas comunidades, existam quase dois mil cães e gatos errantes ou semi domiciliados (tem casa, porém passam a maior parte do tempo nas ruas e não são castrados, contribuindo assim para o aumento populacional).

MB: Como e quando começou a ideia do projeto?
PP: Em 2014, eu fui até a favela da Aids, porque uma cachorrinha de rua estava tentando dar à luz há dois dias e não conseguia, me chamaram para socorre-lá. Ela pariu três bebês, dois morreram e eu acabei indo todos os dias cuidar da mãezinha, que tinha TVT e do bebê que sobreviveu, ia todos os dias, por três meses, até conseguir tratar e doar ambos. Foi aí que conheci a realidade daquele local, e comecei a castrar algumas fêmeas que já estavam exaustas de tanto parir, algumas amigas começaram a me ajudar e expandimos para as redes sociais. Até hoje estamos lá, na tentativa de castrar e vacinar o maior número de animais possível. O grande problema, é que existem muitos animais doentes, muitas vezes nos optamos por tirar o animal da comunidade e assumimos ele até se curar e ser adotado, muitas vezes, gastamos mais do que podemos com o tratamento e hospedagem desses animais doentes que não sobra verba para a castração.

MB: Quem são e quantas pessoas ajudam com o projeto no dia a dia?
PP: Somos 2 que estão sempre na comunidade, tem outras voluntárias que ajudam com carona solidária e financeiramente às vezes.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantêm?
PP: Não recebemos nenhum tipo de recursos do governo, 70% dos custos são bancados por mim, os outros 30% arrecadamos com doações ou realizações de ações, como venda de pizzas, rifas ou bazar.

MB: Qual importância do projeto na região onde ele está?
PP: Na cidade toda não existe nenhum tipo de controle populacional de cães e gatos, vindo do Estado, inclusive as prefeituras são obrigadas por lei, a manter o controle populacional desses animais, porém em Ribeirão Preto, há mais de 30 anos que nenhuma gestão se preocupa com a castração dos animais. Quem acaba fazendo esse trabalho são civis comuns, que pagam do próprio bolso a castração, vacinação e muitas vezes a hospedagem para tirá-los da rua. Temos pontos de abandonos bem conhecidos na cidade, como o Morro do São Bento, o cemitério da Saudade e a USP, locais que deveriam ser monitorados e feito CED (captura, esterilização e devolução) nos animais pela prefeitura, mesmo com vários pedidos e até processos no ministério público, nunca foi feito nada de efetivo, quem acaba fazendo as castrações são ativistas da causa animal, com recursos próprios. É muito triste, mas a cidade está abandonada há muitos anos.

MB: Vi alguns posts sobre doação de castração. Achei a ideia bem legal. Como funciona?
PP: Temos parceria com algumas clínicas veterinárias de Ribeirão Preto, conseguimos valores mais baratos, pois castramos em torno de 30 animais/mês, pedimos ajuda para conseguir continuar com esse número de animais castrados, as pessoas podem ajudar depositando em uma de nossas contas ou pagando direto na clínica. Quem não pode doar uma castração inteira, pode doar parte, qualquer valor é bem vindo.

MB: Por que ajudar os bichos?
PP: Não sei, desde criança tenho esse amor inexplicável pelos animais. Decidi fazer desse amor um projeto social porque entendi que se eles continuarem procriando nas ruas, o sofrimento nunca irá cessar, apenas passar dos pais para os filhos. É muito triste a situação dos nossos animais nas ruas, exposto a todo e qualquer tipo de maldade humana.

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
PP: Pode entrar em contato através da nossa página do Instagram @projetopandorarp ou pelo e-mail: projetopandorarp@gmail.com

Abaixo, os bichos da comunidade de Ribeirão Preto que o Projeto Pandora assiste.

Depoimento – Patrícia e Janjão

O Janjão é um Yorkie de 16 anos bem vividos. Já morou em 2 países e 3 estados diferentes no Brasil. Atualmente divide a casa com a irmã Josephina, adotada há dois anos – e recebe os cuidados que um cão da sua idade precisa, da humana Patricia Campagna. Ela escreveu um depoimento bem sincero sobre os cuidados com ele nos últimos anos e eu achei tão interessante e importante que compartilho com vocês. Importante porque devemos pensar antes mesmo da adoção, que o filhotinho de gato ou cachorro será um dia um bicho idoso e nesse momento eles merecem toda nossa atenção, carinho e paciência – nossa retribuição por todos os anos de felicidade que eles nos deram. Não é fácil, mas aos pegarmos um animal assumimos o compromisso também com os tempos mais difíceis. Leiam abaixo o que ela escreveu.

DepoimentoPC“Faz 3 anos que abrimos mão de viajar de férias, viajar nos feriados, dormir fora de casa, por termos um cão idoso. Há alguns meses temos aberto mão de muito mais que isso para cuidar dele. Ele é cardiopata, tem problema crônico nos rins, reumatismo, Artrite, Artrose…e essa semana, veio o diagnóstico de disfunção cognitiva, que é tipo um Alzheimer em cães. Isso explica muita coisa: ele trocar o dia pela noite, vagar pela casa, fazer suas necessidades fisiológicas em qualquer lugar, cair muito, não conseguir levantar sozinho, se meter em buracos, frestas e ficar lá, sem lembrar como faz para sair, tentar sair de casa pelas dobradiças da porta, inquietude, muita inquietude, apagões e dias quase normais, sem nada.

Tem sido muito difícil, não temos com quem revezar os cuidados, o que acaba nos privando de quase toda a vida social, a não ser as obrigações (onde nos revezamos). Os gastos são enormes, pois diferente de nós humanos, eles não têm planos de saúde e nem SUS. Janjão vai no mínimo 1 vez por semana ao veterinário, tem exames que são feitos quase semanalmente e são muitos os remédios. Estamos muito cansados, mais pobres, mas jamais pensamos em desistir de fazer o nosso melhor para dar qualidade de vida para ele.

Ele nos agradece com lambidas, muita festa quando retornamos pra casa, com seu mau humor engraçadinho, com sua confiança em nós, quando “capota” ou se “entala“ em um canto e fica esperando pq sabe que iremos ajudá-lo, com todo seu entusiamo por qualquer coisa de comer.. rs e/ou quando tiro uma foto, como essa e só sinto amor quando olho.

Se você leu esse relato e pensou : É só um cachorro… não tenha animais de estimação, por favor.”

Lar Temporário Oasis #perfilparaseguir

O Lar Temporário Oasis existe há mais de 15 anos e resgata animais doentes ou maltratados nas ruas, proporcionando tratamento, cuidados e muito amor para posteriormente conectá-los com uma nova família nas feiras de adoção. “Somos todos voluntários e usamos nossos recursos próprios para mantê-los.” Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar o Lar Temporário Oasis. Segue a entrevista abaixo.

lartemporarioMB: Para situar as pessoas que lerão o post. Onde o Lar Temporário Oasis atua? E há muitos animais abandonados nessa região?
LTO: Na zona sul do Rio de Janeiro. Fazemos alguns resgates também na Comunidade do Vidigal e Rocinha. Sim, tem muitos bichos abandonados e não temos como resgatar todos.

MB: Vocês não tem um abrigo, certo? Como conseguem os lares temporários para os animais?
LTO: Não temos abrigo. Temos 4 pessoas que fazem lares temporários em suas próprias casas e quando não temos mais espaço, pedimos ajuda no Facebook para tentar pessoas que façam LT (lar temporário).

MB: Como e quando começou essa ideia?
LTO: Sempre amei bichos, resgatava e tentava colocar para adoção, até que um dia resolvi fazer a página no Facebook e buscar mais recursos para ajudar cada vez mais animais.

MB: Quem são e quantas pessoas ajudam com o projeto no dia a dia?
LTO: Hoje contamos com a ajuda da Andreia (idealizadora do projeto), Renata Baleoti e Claudio Resnik (divulgando no Facebook e Instagram). Josefa , Vitória e Luzia ajudando nas feiras de adoção. E Josefa e Norma ajudando no trabalho de limpeza e cuidados com os bichos.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantem?
LTO: Não tem ajuda governamental e não somos uma ONG registrada. Mantemos os bichos com ajuda de doações.

MB: Qual importância do projeto na região onde ele está?
LTO: Ele é importante para diminuir a população de animais abandonados. Resgatamos os mais necessitados, orientamos as pessoas sobre a castração e castramos os bichos de pessoas carentes, tudo com ajuda de doação.

MB: Vi alguns posts sobre padrinhos/madrinhas. Como funciona?
LTO: Como todos os que se propõem a fazer este trabalho sabem, a demanda é maior que a oferta e para alguns animais o lar que deveria ser temporário se torna permanente por diversos motivos. Por isso, convidamos as pessoas que amam animais a ajudar ao Lar apadrinhando quantos animais quiserem e a contribuição que será destinada sempre aos cuidados destes que são puro amor. A pessoa pode ajudar a partir de R$10 todo mês.

MB: Por que ajudar os bichos?
LTO: Porque os amo e não consigo ver tanto abandono e falta de orientação sobre castração.

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
LTO: Temos o link para apadrinhar um bichinho (https://www.padrim.com.br/lartemporariooasis) e também recebemos doações de ração e medicamentos nas feiras de adoção.

Ao visitar a página do Lar Temporário no Facebook, encontrei uma história tão bacana e inspiradora, que irei compartilhar aqui.

adoção

 Todas as adoções são especiais! Todos os adotantes são especiais. Porém viemos aqui através desse post agradecer 4 seres humanos incríveis que adotaram 4 de nossos animalzinhos especiais.
Max adotado pelo @diegomolinadiego teve uma infecção nos olhos quando pequeno e perdeu os dois olhinhos.
Raio Miguel adotado pela @celinhanogueira, é o irmãozinho de Max que também teve uma infecção e perdeu 01 olhinho.
Zazá, adotada pela @_julia_carvalho_, foi encontrada com 1 mês em uma mata com uma das orelhas lotada de bichos, fez 2 operações para limpeza do conduto auditivo e por fim teve que retirar toda orelha e hoje só tem um furinho no local onde escuta perfeitamente.
Horário, adotado pelo @sergiogiraobarroso, foi resgatado perdido e atravessando uma das ruas principais da rocinha, estava muito sujo, tem mais de 10 anos, está com um tumor no abdômen, um problema cardíaco e renal crônico, mas mesmo sabendo disso quis dar o melhor a esse senhor que já sofreu tanto nesse mundo.
Um animal especial pode viver uma vida normal, são os mais rejeitados no momento da adoção.

Temos que bater palmas para essas pessoas que mesmo sabendo de todas limitações e cuidados especiais, não desistiram da adoção. Adoções como essas fazem todos nossos esforços e lutas valerem a pena.

Eles não nasceram assim. A culpa é do ser humano que os abandona! Na rua eles pegam doenças e que em alguns casos são irreversíveis.

A única restrição que não existe nessa relação é o AMOR.

AATAN #perfilparaseguir

A região da zona rural de Sorocaba, no interior de São Paulo, sofre há anos com o grande número de cães e gatos abandonados. A tia Dirma começou a ajudar essa causa 30 anos atrás e imaginem o tanto que ela já fez pelos animais! E nos últimos 10 anos conta também com a ajuda de voluntários, que se organizaram para criar a ONG AATAN – Associação Abrigo Temporário de Animais Necessitados.  “Um dia no abrigo é de muito trabalho: alimentar, limpar, cuidar dos doentes, separar algumas confusões, capinar o terreno, se despedir dos adotados, mas acima de tudo é um ambiente cheio de amor e gratidão.”Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar a AATAN. Segue a entrevista abaixo.

Screen Shot 2018-09-12 at 8.40.10 PMMB: Para situar as pessoas que lerão o post. Onde fica o abrigo? E há muitos animais abandonados nessa região?
AATAN: O abrigo fica na zona rural de Sorocaba, o abandono na região é muito grande e continua aumentando, pois não existe uma política eficaz de castração e recolhimento dos animais em situação de rua na nossa cidade.

MB: Como e quando começou essa ideia?
AATAN: A Tia Dirma, que é a responsável pelo abrigo, começou a atuar na causa animal há 30 anos. Nos últimos 10 anos um grupo de voluntários se reuniu para ajudá-la, conseguiram a sede, criaram a ONG, organizam eventos de arrecadação, feiras de adoção e atuação nas mídias.

MB: Quantas pessoas ajudam o abrigo no dia a dia?
AATAN: Lá no abrigo a Dirma conta com a ajuda da família dela e mais três funcionários para manutenção do local, já os voluntários atuantes acredito que seja em torno de 20.

MB: Como é um dia no abrigo?
AATAN: Um dia no abrigo é de muito trabalho: alimentar, limpar, cuidar dos doentes, separar algumas confusões, capinar o terreno, se despedir dos adotados, mas acima de tudo é um ambiente cheio de amor e gratidão.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantem?
AATAN: Não recebemos nenhuma ajuda pública, dependemos 100% de doações. Muitas pessoas e empresas da cidade organizam eventos de arrecadação e também vendemos produtos do abrigo como: canetas, imãs, mantas e camisetas.

MB: Qual importância do abrigo na região onde ele está? As pessoas deixam animais abandonados na porta?
AATAN: Muitas pessoas nos pedem ajuda através das redes sociais, mas infelizmente estamos lotados e não fazemos resgates, porém disponibilizamos um meio de divulgação no nosso Facebook. Mesmo não divulgando o endereço do abrigo, pelo menos uma vez por semana cães e gatos são abandonados na nossa porta.

MB: Vi em alguns posts que é comum algumas pessoas devolverem animais adotados, ex: Dolar. Isso ocorre com frequência? Há algum tipo de acompanhamento depois da adoção?
AATAN: Quando o número de adoções aumenta é mais comum que animais sejam devolvidos, temos um procedimento de adoção bem rígido, mas infelizmente algumas pessoas adotam por impulso e quando o animal está em casa eles se dão conta disso. Fazemos pós adoção com todos os adotantes e também mantemos contato com eles através das redes sociais.

MB: Por que ajudar os bichos?
AATAN: Porque ajudar alimenta a nossa alma e fazer o bem enriquece, os animais precisam muito da nossa ajuda e nós também precisamos deles. O abandono na região é muito grande, basta sair de casa que você cruzará com cães e gatos no seu caminho. Apoiar iniciativas como a nossa pode mudar essa realidade, temos atualmente 350 abrigados entre cães e gatos, são muitas bocas para alimentar e se cada um colaborar com um pouco, nenhum deles sentirá fome.

Alguns dos bichos para adoção da AATAN ❤

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
AATAN: Comprando nossos produtos a venda nas feiras de adoção, participando dos nossos eventos, sendo voluntário ou deixando doação nos nossos pontos de arrecadação:

☞ Espaço Vital – Fisioterapia Especializada | Rua Visconde do Rio Branco, 601.
☞ Escola Two Four Seven de Inglês | Av. Nogueira Padilha, 247.
☞ Vila da Esquina | Rua Capitão Nascimento Filho, 127.
☞ Geração Pet (depósito) | Rua Campinas, 137
☞ Associação dos Deficientes de Votorantim | Rua Monte Alegre, 470
e depósito na conta bancária:
Banco Itaú
Agência: 1653
Conta Corrente: 35850-5

Apoio aos Animais BH #perfilparaseguir

Existe uma idade certa para começar a trabalhar nas causas que acreditamos? Eu acho que não. E nesse sentido as redes sociais colaboram bastante, afinal muito pode ser feito sem mesmo sairmos de casa. Esse é o caso da Laryssa Aguiar, que tem 16 anos e cuida da página @apoioaosanimais_bh. “No momento, só eu cuido do projeto, pois não tenho local fixo nem nada,  por enquanto estou somente nas redes sociais , mas pretendo aumentar, e conseguir um local para levar animais resgatados/abandonados. Pode demorar, mas tenho fé que conseguirei realizar esse sonho (que é de infância) de ajudar o máximo de animais possíveis.” Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar o projeto da Laryssa, que está começando cedo e ainda poderá fazer muito pelos animais. Segue a entrevista abaixo.

MB: Para situar as pessoas que lerão o post. Que região de Belo Horizonte você apoia? E há muitos animais abandonados nessa área?
LA: Não tenho ao certo uma região que apoio, e sim por toda BH. Há bairros que tem um maior índice de abandono, então normalmente apoio mais por lá, já outros raramente tem, mas mesmo assim não deixo de ajudar.

MA: Que tipo de apoio você dá aos animais e por que ele é importante?
LA: No momento meu apoio está sendo na divulgação no caso de animais que precisam de algum tipo de ajuda. Devido a alguns resgates que fiz anteriormente, estou sem condições de fazer mais.

MA: Como e quando começou essa ideia?
LA: Desde nova eu dizia que um dia ia ajudar todos os animais de rua e que cuidaria deles. E com isso comecei os resgates, alimentando eles na rua, adotando.

MA: Você recebe alguma ajuda governamental?
LA: Infelizmente não tenho nenhum tipo de ajuda, há pouco tempo consegui com muito custo, a ajuda de um Deputado para resgatar um cavalo. Mas fora isso, não tenho.

MA: Há muitas ONGs na região onde está ou cidades próximas? E protetores, pessoas que resgatam animais?
LA: Conheço algumas ONGs que já até mesmo levei animais resgatados ou me ajudaram de alguma forma. E pessoas que resgatam também, na divulgação nos casos um do outro, isso ajuda bastante.

MA: Por que ajudar os bichos?
LA: Bom, essa é uma pergunta complicada. O meu amor pelos animais vem desde pequena, mesmo alérgica a pelo, eu sempre briguei com minha mãe para ter e brincar com todo animal que eu via. E esse amor foi aumentando com o tempo, já interferiu em situações na minha vida, até mesmo na minha alimentação (sou veg por amor 💚), e hoje vivo em contato com eles sem alergia alguma. E devido a esse amor, eu os ajudo sempre que posso!

MA: Se alguém quiser colaborar com você, como fazer?
LA: Qualquer pessoa que possa colaborar é só me enviar qualquer mensagem, ou entrar em contato pelo wpp/ligação.

Abaixo alguns dos animais abandonados e que foram resgatados e depois divulgados pela @apoioaosanimais_bh.

 

Bichos do Capão #perfilparaseguir

O nosso #perfilparaseguir desse mês ajuda com muito amor os animais da Chapada Diamantina. “Bichos do Capão é um projeto de assistência aos animais de rua do Vale do Capão. Na região não existe um profissional da área atuando, e a cidade mais próxima com clínica veterinária fica em Seabra, a 56km do Vale.” Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar esse projeto que aos poucos tem conseguido engajar e conscientizar a população da região, onde o número de animais abandonados é crescente e preocupante, segundo nos contaram. Segue a entrevista abaixo.

MB: Para situar as pessoas que lerão o post. Onde fica o Vale do Capão? E há muitos animais abandonados nessa área?
BC: Caeté-Açu, popularmente conhecido como Vale do Capão, é um distrito do município de Palmeiras, localizado na Chapada Diamantina.
Sim, em toda região da Chapada Diamantina existem muitos animais abandonados. No Capão o número é crescente e preocupante. É uma questão de saúde pública, já que esses animais podem ser portadores de doenças que atingem os humanos, como a leishmaniose e a esporotricose. O projeto enxerga que a eutanásia – solução praticada pelo poder público – não resolve o problema, e trabalhamos para tratar esses animais.

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Logo do projeto Bichos do Capão

MB: O que é o projeto Bichos do Capão e por que ele é importante?
BC: O Bichos do Capão é um projeto de assistência aos animais de rua do Vale do Capão. Na região não existe um profissional da área atuando, e a cidade mais próxima com clínica veterinária fica em Seabra, a 56km do Vale. As ações do projeto são importantes para tentar melhorar, ainda que minimamente, a qualidade de vida desses animais, além de tentar diminuir o crescimento populacional. As ações que desenvolvemos até o momento são emergenciais, o principal objetivo do projeto é conscientizar a população.

MB: Como e quando começou essa ideia?
BC: O projeto foi criando em setembro de 2017, com o intuito de melhorar a qualidade de vida dos animais de rua. A ideia surgiu após percebermos um grande número de animais abandonados, a maior parte debilitada, e o descaso das autoridades.

MB: Quantas pessoas fazem parte do projeto?
BC: O projeto conta com o apoio de alguns moradores do Vale do Capão; da veterinária Manuela Souza, que atende os animais de rua gratuitamente na loja Comercial Santana, em Seabra; da loja Comercial Santana, que todo mês faz doação de ração e aplica descontos diferenciados nos produtos, medicamentos, exames e tratamentos dos animais de rua; e do protetor de animais Jardel, morador de Palmeiras, que oferece lar temporário e cuidados para os animais de rua que precisam de tratamento.

MB: As campanhas que vocês fazem (mutirão/bazar) são bem sucedidas? A população tem participado?
BC: O projeto ainda está engatinhando. A participação da população é tímida, mas crescente. Já realizamos dois mutirões de vacinação e posteriormente o Dia de Rotina, para vacinação antirrábica de cães e gatos, que acontece uma vez por mês no posto de saúde. E na primeira semana de junho aconteceu o primeiro mutirão de castração viabilizado pelo projeto Bichos do Capão, com cerca de 50 animais cadastrados para castração. A cada ação cresce o número de tutores que buscam cuidados para os seus animais, já que essas ações abrangem também os animais com tutores. O bazar tem tido um resultado positivo, mas a arrecadação não é suficiente para manter o projeto atuando.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantem?
BC: Não. O único apoio que recebemos do poder público, até o momento, foi a doação da vacina antirrábica para realização do mutirão de vacinação e Dia de Rotina. As vacinas foram doadas pela Prefeitura Municipal de Palmeiras. O projeto se mantém através de doações e de parte da renda do Bazar do Desapego, que acontece aos domingos, na feira do Vale do Capão. Recentemente recebemos uma doação do Instituto de Design Social e Sustentável para a castração de 10 animais de rua no mutirão que aconteceu no início de junho.

MB: Há muitas ONGs em Vale do Capão ou cidades próximas? E protetores, pessoas que resgatam animais?
BC: Sim. No Capão há mais um grupo de assistência aos animais de rua, e existem outros grupos de protetores em municípios como Seabra, Lençois e Itaberaba. Em Palmeiras, o Jardel, que é protetor de animais e parceiro do projeto, acolhe animais de rua.

MB: Por que ajudar os bichos?
BC: Por amor. O nosso trabalho é voluntário, por amor e respeito aos animais; por entender a necessidade de cuidar desses animais, oferecer, ainda que minimamente, uma melhoria na qualidade de vida deles. Os animais não são brinquedos, sentem fome, sede, frio e medo, e precisam da nossa ajuda.

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
BC: Criamos uma vaquinha no site vakinha.com.br para recebe doações. Quem quiser fazer uma doação pode acessar o link abaixo:
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/projeto-bichos-do-capao.
Aceitamos também doação de ração, medicamentos e outros.
Divulgar o projeto com os amigos, colegas de trabalho, familiares, também é uma forma de nos apoiar. O Bichos do Capão está nas redes sociais, Facebook e Instagram.

Toda ajuda é bem-vinda e faz a diferença!

Vejam abaixo algumas fotos enviadas pelo projeto Bichos do Capão. No topo, os cuidados pré e pós-operatórios dos animais castrados e a campanha para receber doações. No centro, divulgação dos cachorrinhos disponíveis para adoção.E embaixo, Thor, animal de rua assistido pelo projeto. Ele foi diagnosticado com TVT, tumor venéreo transmissível, e tratado. E o comedouro e bebedouro instalados pelo projeto na vila do Capão.

Série #perfilparaseguir

O Manual do Bicho começa hoje uma série chamada #perfilparaseguir. A ideia é apresentar e indicar aqui pessoas que fazem um trabalho de formiguinha, mas com um impacto enorme na vida dos bichos. Com muito amor e dedicação eles tornam realidade aquela ideia, que provavelmente já passou pela cabeça de muita gente: “queria tanto fazer algo pelos animais que sofrem com maus tratos e abandono.” E se você também já pensou que adoraria ajudar os bichos, contudo não sabe como, venha ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar essa causa. 

Nossa primeira indicação de #perfilparaseguir é de um casal de Brejo Santo/CE. Vocês sabem onde fica Brejo Santo? Eu também não conhecia e achei muito bacana o projeto que apenas eles dois estão tocando por lá – o @casadegatos.adote

A Laís Chalana Cavalcante e o marido Gustavo Ramos Gonçalves moram em Brejo Santo, que fica no interior do Ceará, a 505 km de Fortaleza. Eles moram na cidade há três anos e dizem que ela é muito tranquila e organizada, conhecida no Brasil pela educação. “Porém, o lado ruim é o caos devido ao abandono de animais na cidade e a Prefeitura que é responsável, não faz nada!”

Screen Shot 2018-05-18 at 1.31.06 PM

MB: Como e quando começou a ideia da Casa de Gatos?
LC: Meu marido e eu sempre gostamos de gatos, mas em 2017 começamos a castrar os animais das ruas (aos poucos) e colocávamos para adoção e só em dezembro senti a necessidade de criar uma conta no Instagram, a @casadegatos.adote para divulgar e mostrar o nosso trabalho e quem sabe até incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo.

MB: O que é Projeto C.E.D. e por que ele é importante?
LC: C.E.D significa Capturar, Esterilizar e Devolver, pois tem o propósito de fazer controle populacional de colônias de gatos de rua. Esse método foi criado na Inglaterra em 1950 e desde então tem ajudado ONGs e protetores independentes a controlar o aumento de animais e dá uma melhor qualidade de vida para eles. A importância disso é o fato de que a cidade vai ter menos animais na ruas e as colônias não aumentarão, pois os animais estarão castrados e posteriormente também vacinados.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantem? 
LC: Não recebemos nenhuma ajuda governamental e nem temos apoiadores, pois o nosso “pequeno projeto” ainda está no início e fazemos como podemos. O custo desse projeto ainda é relativamente baixo comparado aos vários projetos por aí existentes. Aqui, todo e qualquer valor gasto é retirado do nosso orçamento mensal.

MB: Por que ajudar os bichos?
LC: Ajudar os bichos é ter coragem, sensibilidade e compaixão. É defender os direitos daqueles que são vistos ainda como coisas e não como seres sencientes. Depois que ajudamos o primeiro animal fica claro que isso é um fator de crescimento espiritual e de alguma forma iremos ajudar novamente. Sem falar na GRATIDÃO que é recíproca, pois a INGRATIDÃO não faz parte dos bichos e sim dos HUMANOS.

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
LC: O @casadegatos.adote está disponível para ajudar e ser ajudado!
Basta nos mandar uma mensagem pelo Instagram.
Afinal, todos os colaboradores com o mesmo intuito de ajudar os animais serão sempre bem-vindos!

Vejam abaixo as fotos de alguns gatinhos que foram resgatados por eles.

casadegatosadote1
 O gatinho Nutella com aproximadamente 6 meses. Na primeira foto ele está recém castrado e depois de uns dias indo para sua nova mamãe, que também já havia adotado outra gatinha. 
casadegatosadote2
A gatinha Maria Peluda de aproximadamente 8 meses. As primeiras fotos são do dia do seu resgate e abaixo como ela está hoje. Ela ainda está disponível para adoção.
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A gatinha Minnie de aproximadamente 3 meses. As fotos à esquerda são do dia do resgate e à direita como ela está atualmente. Ela foi adotada e hoje vai para o seu novo lar.

 

Receita de omelete boa pra cachorro ;)

Vocês conhecem o Tastemade? Aquele site com vídeos de receitas? Eles têm páginas em várias plataformas como Instagram, Youtube, Facebook e em várias línguas e países. Me marcaram numa postagem deles do @tastemadejapan em que eles preparam um omelete para cachorros. Vou postar o vídeo aqui e também traduzi a receita para o português.

Eu não sei se teria coragem de fazer. Fiquei pensando e me dá certa aflição deixar um ‘catioro’ comer omelete. O que é meio insano, pois afinal o que eles comiam antes de começarmos a dar ração, certo? Os restos de comida que eram deixados pelos humanos. Inclusive, sei que há uma corrente a favor de retomarmos essa prática – de alimentar os bichos com comida, e não ração – e farei um post específico sobre isso.

Por ora, vamos ao vídeo, a carinha dele é muito bonitinha.

Screen Shot 2018-04-27 at 11.08.45 AM

 

INGREDIENTES
1 ovo

40g peito de frango moído

25g de tofu

1/4 de xícara de arroz

2 colheres de sopa de purê de tomate sem açúcar

2 tomates cereja, 1 picado

2 floretes de brócolis (para decorar)

INSTRUÇÕES
Separar a clara do ovo da gema. Despejar a gema em uma frigideira e incliná-la para espalhar uniformemente. Cozinhe e coloque em uma tábua de cortar. Usando um cortador pequeno e redondo, retire círculos da gema. Colocá-la de volta na panela e despejar a clara de ovo. Aqueça em fogo médio até que esteja cozido e reserve.

Em uma frigideira separada, refogue o frango moído até que esteja cozido. Adicione o arroz, o tofu, metade do purê de tomate e o tomate cereja. Espalhe a mistura dentro da omelete e enrole para fechar. Sirva com brócolis, um tomate cereja e purê de tomate restante.

PS: Lá no post do Tastemade muita gente comentou a respeito do tomate ser tóxico para cães (e também gatos). Fui pesquisar e descobri que as partes verdes do tomateiro, as folhas e talos, contém um ingrediente chamado glicoalcaloide, que é tóxico para os gatos e cachorros quando ingerido. Apenas os tomates verdes apresentam essa substância, os tomates maduros não. Nessa caso eu, pessoalmente, omitiria o tomate e o molho da receita.