Adoção em dose dupla

No fim do ano passado a Luciana Santos ganhou uma família nova. Ela e o marido optaram por não ter filhos e queriam muito uma cadelinha, pesquisando ONGs no Instagram ela chegou até a Adote um Focinho. “Gostamos de uma cadelinha, passamos por todo o processo de adoção, agendamos e fomos; chegando na ONG essa cadelinha havia sido adotada.” Ela conta que sabia que isso poderia acontecer e não se deixou levar pelo desânimo. Venham ler a história do primeiro Bicho Novo em Casa do ano! Na verdade, Bichos Novos em Casa 🙂

“Nos apresentaram várias outras, ficamos quase por 4 horas conhecendo algumas e gostamos de uma filhotinha de 3 meses, porém tinha alguém que iria visitá-la na semana seguinte e então nos apresentaram a mãezinha dessa filhote; acabamos brincando com ela e decidimos ficar. Não há levamos na mesma hora pois a ONG tem como princípio, doar os animais castrados e vermifugados e precisávamos aguardar por 10 dias.”

Imagino a ansiedade da Luciana para levá-la logo para casa, mas a história não pararia por aí. “Uma das responsáveis pela ONG (Mônica), entrou em contato comigo perguntando como foi nossa visita por lá e contei que gostamos da mãezinha, ela sugeriu que ficássemos com as duas e respondi que não! E ela me informou que seria uma adoção até melhor para adaptação delas e seria ótimo não separar as duas.”

Eu não conhecia a ONG Adote um Focinho, mas vou dizer que já gostei!

“Conversei com meu marido e ele falou: vamos adotar as duas, eu até fiquei surpresa, pois o meu não de cara foi porque eu achei que ele não aceitaria, aí fiquei aguardando um segundo retorno da desistência do possível adotante da filha, eu achei que seria oferecido na visita dele ficar com as duas e como não tive retorno mandei mensagem para a Mônica perguntando: e ai o rapaz vai ficar com as duas? e ela respondeu: já sinta-se grávida, elas são suas!!! Chorei na hora e a Mônica respondeu: desde quando eu disse para vocês adotarem as duas, já dei como adotadas para vocês. Assim que respondeu SIM, quero ficar com as duas, já informei o rapaz que apareceu uma família que tem interesse pelas duas.”

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Luciana com Bibi e Pérola

Sobre a vida delas antes de chegarem no abrigo a Luciana conta que elas foram encontradas embaixo de chuva na porta de um salão de cabeleireiro em Cotia-SP. “Aparentemente a filhote tinha uns 2 meses e a mãe estava com cara de assustada. Uma moça as recolheu provisoriamente e saiu publicando quem queria ficar, chegou essa informação para a ONG e elas foram resgatá-las.”

Como já tinham o desejo de adotar uma cachorrinha, Luciana se mudou com o marido de um pequeno apartamento para uma casa maior. “A casa estava vazia, sem graça. Somente instalei dois portões para ensiná-las a fazerem xixi e cocô, mas logo que aprenderem vou retirar.”

E a escolha do nome delas? Você manteve ou mudou o nome do abrigo?
“No abrigo a mãe chamava Pérola e a filha Bibi, mantive Pérola e mudei da filha para Pitty, pois tenho um sobrinho que chama Fabiano e o apelido é Bibi, não ficaria legal continuar com o nome Bibi.”

Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
“Tenho um sobrinho de 6 anos que quando soube da adoção e marcamos dele conhecer ele soltou: tia Lú você é mãe da Pérola e Vó da Pitty, caímos na gargalhada, pois não havia pensando nisso. No mais tudo tranquilo.” ❤ ❤ ❤

As gostosuras Pitty e Pérola

 

Cindy, uma cachorrinha sapeca e muito amada

A Fernanda Nogueira mora sozinha há pouco mais de um ano e por sentir falta de uma companhia ela resolveu adotar um gatinho. E como muitas das histórias que vocês me contam aqui, quando ela já estava pensando mais seriamente na adoção ela encontrou a Ziggy no estacionamento do lugar onde trabalhava. Abaixo a história dela, com começo e recomeço com bichos muito especiais – primeiro, uma gatinha e depois com uma cachorrinha.

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Ziggy e Zacharias

Ela era muito filhotinha e eu não pensei duas vezes antes de levar pra casa. Ela era meu xodózinho. Quando ela tinha uns 6 meses eu adotei um segundo gatinho, o Zacharias. Ele era apaixonado na Ziggy e até mamava nela. A Ziggy infelizmente morreu no dia 02 de janeiro desse ano, ela saiu de casa no dia 1, por conta da movimentação que estava em casa. Como eu sempre tomava cuidado, ela não era acostumada a sair. Por um acidente ela foi atropelada.”

Eu não consigo nem imaginar o choque e a tristeza da Fernanda, que obviamente ficou muito mal. “Eu me sentia culpada. Fiz até uma tatuagem em homenagem a ela. Acabei ficando na casa da minha mãe uns dias, e levei o Zacharias comigo. Ele se apegou com os gatos da minha mãe e ficou por lá; e de novo eu fiquei sozinha em casa. Eu queria abrigar outro bichinho, mas ainda me sentia despreparada depois do que aconteceu com a Ziggy. E foi quando eu encontrei a Cindy.”

Como escrevi no começo do texto, muitas pessoas já me contaram que quando estão pensando em pegar um bichinho, eles aparecem. Não sei se é coincidência, mas tenho a impressão que nós sempre encontramos o gato ou cachorro que é mesmo para ser nosso. Mas voltando à história da Fernanda. Depois que a gatinha Ziggy morreu ela entrou em alguns grupos de adoção no Facebook, mas ficava sempre naquela ideia de que a hora que for para ser ela iria sentir. E ela isso aconteceu. “Quando eu vi a Cindy eu me apaixonei. Ela era pequenininha, com os pais de porte pequeno e pensei que poderia ser uma boa ideia. Conversei com minha mãe e ela disse para eu pensar bem e seguir meu coração. Foi quando eu fui falar com a menina que estava doando e ela começou a fazer perguntas, se eu já tinha cachorro em casa, essas coisas. Daí então ela me explicou, que a Cindy tinha nascido com uma deficiência, ela tinha a patinha atrofiada. A moça me contou que já tinha doado ela, mas que os cães da outra família não aceitaram. Quando eu soube que a Cindy tinha uma deficiência, eu percebi que era ela! Eu tinha todo o amor pra dar para aquele bebezinho.” ❤️ ❤️ ❤️ Percebem o que eu disse? A Fernanda e a Cindy tinham que se encontrar e já faz um pouco mais de seis meses que estão juntas.

E como foi a escolha do nome Cindy? “O nome da Ziggy eu tinha escolhido por causa de uma música, Ziggy Stardust, em homenagem ao David Bowie. Com a Cindy eu queria fazer algo parecido. Foi quando o irmão de uma amiga, sem nem saber disso, sugeriu Cindy e eu achei perfeito, seria em homenagem à cantora Cindy Lauper.” Para recebê-la a Fernanda comprou brinquedinhos, caminha, ração, tudo especial para ela. “Antes mesmo de chegar em casa já mandei fazer coleirinha especial com o nome dela e meu telefone. Depois que eu entrei nos grupos de adoção eu percebi como era importante ter a identificação, pois muitos bichinhos apareciam perdidos, desesperados pelos donos.”

Nesse meio tempo o gatinho Zacharias havia voltado para a casa dela e a Fernanda teve que separar os espaços, para que nenhum dos dois ficassem acuados. Quando pergunto como está sendo a adaptação e o convívio de todos a Fernanda diz que a Cindy já comeu até o cartão de débito e o óculos de grau dela! “Cachorro eu só tive na casa da minha mãe, eles não eram “os meus bichinhos”, não era exatamente responsabilidade minha. E cuidar de cachorro é completamente diferente que cuidar de gato. Tanto que eles não se adaptaram bem. Como o Zacharias já era acostumado com minha mãe acabei deixando com ela, com meu coraçãozinho apertado, confesso. A adaptação com a Cindy é difícil. Ela já comeu minha casa inteira. Mas eu não fico brava, sei que ela só quer brincar, e tento sempre cuidar para que acidentes assim não aconteçam. Por mais bagunceira que ela seja, nada me faz mais feliz do que chegar em casa e ela pular em cima de mim toda animada e feliz. Eu amo demais essa bichinha!

Tem que ter muito amor e paciência, né não? E com eles a gente sempre tem! Sobre curiosidades ou situações inesperadas ela conta que “a Cindy é SRD, vira-lata, a mãe dela era uma poodle e o pai um pinscher. Mas ela não saiu parecendo com nenhum dos dois. Pelo contrário, ela parece filhote de labrador. Toda vez que eu saio com ela alguém me pergunta se é labrador. Eu moro em uma casa pequena então, apesar de amar muito, eu nunca poderia ter um labrador. Eu cheguei até a conversar com a menina que tinha me doado, pedindo fotos para comprovar que ela era de porte pequeno e não um labrador. Outras situações que eu passo sempre é em decorrência da deficiência dela. Sempre me param, perguntam o que foi na patinha dela e eu tenho que explicar que ela nasceu assim. Muita gente sente pena, mas na verdade, a Cindy não sofre nada por isso, ela é uma doguinha como qualquer outra, feliz, sapeca, que corre, brinca e é muito amada.”

Fernanda e Cindy

Yuki, um gatinho muito especial

Adotar um bicho especial não é para todo mundo. E ok, muitos se preocupam com os cuidados extras e tem receio de como seria essa nova dinâmica. O fato é que todos merecem uma chance e cuidar de um bicho com necessidades especiais pode ser bem mais tranquilo do que imaginamos. A Adriana França contou para o Manual que adotou o gatinho Yuki há pouco mais de três meses justamente por conta da situação dele.

 

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Yuki e Adriana

“Já tinha três gatos e não tinha planos de adotar mais. Conversamos e tomamos uma decisão familiar de adotar o Yuki em função da situação dele (surdo e FELV*). Esse foi o principal motivo para adotá-lo. Ao percebermos que era surdo achamos melhor que ele ficasse conosco até que encontrássemos um adotante. Levamos à veterinária para verificar a saúde em geral e vaciná-lo. Quando recebemos o resultado positivo para a FELV conversamos e decidimos adotá-lo, pois sabíamos que seria muito difícil ele encontrar outra família e que suas chances de sobrevivência nas ruas seriam praticamente nulas. Conversamos com a veterinária e mesmo sabendo que a vacina contra a FELV não é 100% eficaz, o que traria um certo risco para nossos gatos, resolvemos dar uma chance a ele.”

O acaso foi amigo do Yuki no encontro com a Adriana e o levou à família certa. “Ele chegou até mim, veio correndo na minha direção e miando muito, na garagem do meu prédio. Estava sujo e daí resolvi juntamente com minha filha levá-lo para casa para dar comida e água. Fiquei com receio de deixá-lo na garagem para buscar comida e dai não encontrá-lo mais.” ❤ ❤ ❤

 

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Nova casa e uma nova história para o Yuki

Bom, com outros três gatos em casa, como foi a adaptação dele? E os cuidados no dia-a-dia? “Logo que chegou deixamos o Yuki isolado dos outros gatos pois não sabíamos se ele tinha pulgas ou alguma doença contagiosa. Após o diagnóstico da FELV ele continuou isolado por 42 dias para que fosse efetivada a imunização dos outros gatos (todos foram vacinados com a quíntupla e tomaram a 2a dose 21 dias depois). Não houve muito preparo, apenas uma caixinha de areia, comida, água, alguns brinquedos (desnecessário porque qualquer tampa de caneta já é motivo de festa) e uma caminha para dormir (que ele não quase usa por que gosta de dormir sobre a tábua de passar roupa). Neste período ele ficou isolado na área de serviço do apartamento (pequeno banheiro, quarto e lavanderia).

A adaptação dele tem sido como a dos demais. No inicio houve uma certa briga por liderança (já que ele é o único que ainda não foi castrado) mas já estão convivendo bem. Brincam muito e Yuki já está se adaptando à rotina dos outros gatos. Como ele é o mais novo é muito ativo e adora brincar, então de uma maneira geral é mais energético que os demais. Pula em cima de tudo, adora derrubar coisas. Cuidar dele não é diferente de cuidar de um gato sem FELV, ele é bem saudável e ativo. O único cuidado é garantir uma boa alimentação e um bom ambiente para que ele não se sinta estressado.”

Yuki é um nome diferente, mas combina tanto com a carinha dele, qual o significado? “O nome foi escolhido pela minha filha, com base em uma gatinha branca de um desenho Japonês (quando ele chegou não sabíamos que era macho).  Yuki significa “neve” e “felicidade“. Quando descobrimos o sexo achamos que o nome combinava mesmo sendo macho, dai decidimos manter.”

E até aqui algum curiosidade? “Ele detesta que a gente faça carinho na barriga. Fica rosnando e resmungando. Achamos super divertido dai sempre fazemos só para ouvir os resmungos.”

Ao final, quando agradeci a Adriana por ter contado a história deles, ela respondeu algo que vale para todos os bichos, com ou sem necessidades especiais. “Somos muito apaixonados pelos nossos gatinhos, todos são parte da família e nos fazem muito felizes.” E é isso que importa.

 

 

*FELV – é como é conhecida a leucemia felina. Encontrei um conteúdo bem explicativo no site do Estadão sobre o assunto e vale a pena a leitura para conhecer mais a respeito. Clique aqui para ler > Leucemia Felina: o que você deve saber sobre essa doença

 

Farofa e seus filhotes

Um bicho novo em casa já pode ser bastante, imaginem só 8 filhotinhos! A Adrielle Bachega se viu com a casa cheia e uma nova mamãe que estranhava os bebês. “A Farofa não queria amamentar e ela estranhava os filhotes marrons, a ponto de rosnar para eles nos primeiros dias. São cinco filhotes machos e três fêmeas, um macho morreu no segundo dia de vida. A Farofa teve dificuldade para se adaptar aos filhotes, só amamentava quando eu estava por perto conversando com ela. Por isso, desmamamos os filhotes cedo, e todos foram adotados por amigos próximos. Sempre tenho notícias dos filhotinhos e estão todos lindos e muito espertos.”

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Farofa e seus filhotes ❤

A Farofa, uma labrador retriever de 3 anos, não ficou grávida de surpresa – porém, foi mais rápido do que a Adrielle esperava. “Colocamos a Farofa para cruzar, mas não ficamos esperando muita coisa, porque ela só cruzou uma vez e quis ir embora da casa do namorado, então nem colocamos fé. Quando percebemos ela estava com as tetas cheias. Sempre tivemos cachorros, mas fazia muito tempo que não lidávamos com uma ninhada grande assim. Como aqui faz muito calor, ela fez um buraco na terra e pariu o primeiro filhote lá. Depois a prendemos em uma despensa e ficamos monitorando.”

Em relação aos cuidados com a Farofa e os filhotes, a Adrielle buscou dicas na internet, especialmente no grupo do Facebook – Labradores do Brasil. “Também fui confiando no instinto de mãe da Farofa para cuidar dela, conversar e deixá-la o mais à vontade possível. Para ela demos aquele Mammy Dog*, ajudou muito com a lactação e com a nutrição também. Já com os filhotes, eles começaram a fuçar a ração da Farofa desde que conseguiam andar um pouquinho, mas tirávamos ao máximo. Com o Thor, que ficou em casa, já vacinamos e vermifugamos, a Farofa também tomou medicações pra vermes e suplementos para não ficar muito debilitada.”

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Thor, filhotinho da Farofa

Agora, com filhotes doados e mamãe bem cuidada, a casa da Adrielle continua cheia. “Ficamos com apenas um dos filhotes, o Thor. Estamos com a Farofa, de quase 3 anos, a Rasteirinha e o Ameia que são irmãos. E ainda tem o Canjica, que mora na casa do meu noivo, a 100 km da minha casa. Mas eles se adoram e sempre que se encontram é uma festa. O Canjica morde o rabo da Farofa, a bochecha, a Farofa corre atrás dele, brinca e é sempre muito agradável.” Que coisa boa essa cachorrada que forma uma turminha de amigos, né? Quando perguntamos quem veio primeiro, a Adrielle disse que foi a Farofa. “Em outubro de 2015 ela chegou na minha vida com menos de 45 dias, toda mimosa e me ganhou de pronto. Já o Canjica foi uma história engraçada, pois minha cachorrinha SRD tinha abortado os filhotes e estava com depressão, então para deixá-la mais contente, arrumamos uns filhotes para ela amamentar. Uma amiga nossa estava com uma ninhada de cachorros pequenos em casa e nos doou dois pra ficar com a Rasteirinha. Um deles, a mãe da minha cunhada adotou e o Canjica ficou conosco. Ele era muito pequeno e frágil, mas hoje é um garotão lindo e animado. Quando ele era bebê, ele era tão estranho e desengonçado que chamávamos ele de ‘Cemorreu’, porque toda hora parecia que ele tava meio morto dormindo no chão.”

Ao final, perguntamos que dicas a Adrielle daria para alguém que possa passar por essa mesma situação e a resposta não poderia ser melhor. “Ahhh acho que muito amor, carinho, dedicação e confiar na intuição. Observar com cuidado os sinais dos nossos petfilhos 😍😍

Ah, eu queria comentar que nesse meio tempo a Rasteirinha pariu de novo, mas os filhotes não vingaram. Foi muito triste que um deles morreu em uma noite de muito frio, em que ela não aceitou ficar em um lugar quentinho com ele e ele veio a óbito. Ela chorava com ele na boca, foi muito tocante. 😢 mas a Rasteirinha meio que adotou o Thor e dorme embolada com ele. Agora ela está melhor, mais animada e tranquila.” Um final feliz para essa grande família canina! Que bom!

 

Abaixo, a descrição do suplemento Mammy Dog, que a Adrielle comentou.

DESCRIÇÃO: Mammy é um suplemento vitamínico, mineral, proteico, aminoácido, indicado para cadelas em gestação ou lactação contendo aminoácidos essenciais dentro do conceito de proteína ideal.
INDICAÇÃO: O Mammy é um produto com alto teor de proteína digestível, indicado para a suplementação de fêmeas na fase de lactação. Composto por aminoácidos de alta digestibilidade e valor biológico, associados a probióticos, contém a combinação equilibrada de nutrientes para animais durante a lactação, fase crítica da criação.
PRINCIPAIS VANTAGENS: Rico em proteína digestível, cálcio, fósforo e outros nutrientes necessários à reposição orgânica da fêmea desgastada pela gestação e pelo parto, o Mammy fornece os aminoácidos para formação da proteína do leite (caseína e lactoalbuminas), minerais Ca e P, hexoses essenciais à formação da lactose, proporcionando leite com melhores características para alimentar os filhotes. Mammy proporciona às fêmeas em gestação condições para a geração de filhotes saudáveis e fortes, complementando a dieta com aminoácidos essenciais, como a lisina, metionina, treonina, triptofano, entre outros. A presença de probióticos melhora as condições de saúde intestinal, diminuindo a presença de microorganismos indesejáveis e evitando a presença de aminas biogênicas, gases e toxinas intestinais. O probiótico possibilita maior digestibilidade e disponibilidade de nutrientes, com conseqüente melhor desenvolvimento dos fetos na fêmea em gestação e maior aporte de energia e proteína para a produção de leite.
COMPOSIÇÃO BÁSICA: Proteína texturizada de soja, flavorizante, prolina, tirosina, glicina, triptofano, treonina, dextrose, lisina, leucina, serina, valina, metionina, arginina, cloreto de colina pó, fosfato bicalcico, cistina, histidina e isoleucina.

Uma Gatinha na Áustria

A Sisi é uma gatinha 100% austríaca que há nove meses encontrou seu lar na casa de humanos brasileiros. A Nattasha Fernandes contou como foi esse encontro. Leia abaixo a entrevista.

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Sisi, a gatinha com nome de Imperatriz

MB: Onde vocês moram?
NF: Nós moramos em Viena, na Austria.

MB: Há quanto tempo você mora no novo país?
NF: Nós moramos aqui desde março de 2017.

MB: Essa a primeira vez que você tem gato? Se sim, como está sendo a experiência?
NF: Não é a primeira que temos gatos. Na casa da minha mãe no Brasil já tinha um gato e na casa da minha sogra um casal de gatos.

MB: Como começou a história de vocês?
NF: Eu e meu marido sempre tivemos gatos em nossas casas no Brasil e estávamos sentindo falta de um bichinho em casa, então como ambos gostamos muito de gatos resolvemos adotar um. Olhamos em vários sites de adoção aqui em Viena mas nesse meio tempo tivemos o contato de uma amiga próxima que tinha um conhecido que estava dando um gatinho da ninhada da gata dele e ele não podia ficar. No mesmo dia fomos lá buscar ela!

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
NF: Ela se adaptou bastante ao inverno (estávamos com medo dela ficar com frio no apartamento, pois o aquecedor não fica ligado 24h), ainda não sabemos como ela vai agir agora no verão, já que no nosso apartamento não temos ar condicionado e fica bem quente. Ela entrou no cio exatamente quando o clima começou a esquentar e depois lemos que o calor influenciava bastante no ciclo do cio. Ela é muito carinhosa e tem comportamentos mais parecidos com cachorro do que propriamente de gatos (ela recebe nossos convidados na porta) 🙂 e ela usa o xixi como forma de chamar atenção. Estamos tendo muita dificuldade com isso, pois ela tem feito xixi no sofá, no tapete, na cama.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Veterinário, alimentação, etc.
NF: Aqui os animais de estimação são tratados com muito carinho e respeito. Eles podem entrar em locais públicos, inclusive nos transportes públicos e restaurantes e nunca vi nenhum preconceito contra gato preto. Aqui é obrigatório o uso de chip em todos os animais.

 

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Sisi é uma gata carinhosa, mas que às vezes se comporta como um cachorro ❤

 

 

 

Um encontro com Arlindo, o gatinho

Imagine só a situação, você sai para passear e de repente encontra um gatinho pequenininho vindo na sua direção. O que você faz? No caso da Mariana Jacob, a resposta é simples: “estava passeando em um parque famoso na zona norte do Rio de Janeiro e acabei encontrando com ele. Ele veio na minha direção e não consegui deixar ele lá.

E assim começou a história da Mariana e do Arlindo ❤

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Arlindo, o gatinho de Madureira

E a história não para por aí, porque a Mariana já tem 7 cachorros e mais 5 gatos. E por que resolveu adotar mais um? “Na verdade não planejei adotá-los, a maioria foi resgatada e adotada da rua assim como o Arlindo. E já faz três meses que ele entrou para essa grande família. Como está sendo a experiência? E a adaptação dele com os outros bichos? “Ele não é um gatinho muito fácil, tem algumas brincadeiras agressivas e isso incomoda um pouco os outros gatos. Mas com os cachorros ele se deu muito bem, eles brincam bastante juntos. Ele já está bem mais calmo agora e está com o comportamento melhor em relação aos outros gatos.”

Como a Mariana encontrou o Arlindo no meio de um passeio e resolveu ficar com ele, não houve muito tempo para preparação, as coisas aconteceram meio que no improviso – e o importante é que isso não a desanimou. “Foi no susto pois sai para passear e voltei com um gato. Ele ficou isolado dos outros gatos e o único lugar que tinha para ele ficar era um viveiro de pássaros que tenho em casa. O viveiro era muito grande e ele era muito pequeno, então meu irmão dividiu o viveiro em andares e ele teve bastante espaço para brincar.” Como diz o ditado, quem quer dá um jeito e essa ideia do viveiro é bem criativa. Assim como o nome, que achei pouco comum e quis saber mais sobre como foi essa escolha. “Ele foi achado em Madureira, bairro que é tema de uma música muito famosa do cantor Arlindo Cruz, daí vem o nome dele.” Tá explicado!

Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada? “Só mesmo o fato dele gostar de morde, ele morde por brincadeira igual cachorro. E dicas para aqueles que já tenham algum bichinho em casa e pretende trazer mais um? “Minha dica é ter paciência, porque às vezes demora um pouco para eles se acostumarem.

Mariana, ele é muito lindo! Parabéns pela atitude de resgatá-lo! Muita felicidade para essa família de bichos que você tem!

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Arlindo, o gatinho que morde igual cachorro