Cindy, uma cachorrinha sapeca e muito amada

A Fernanda Nogueira mora sozinha há pouco mais de um ano e por sentir falta de uma companhia ela resolveu adotar um gatinho. E como muitas das histórias que vocês me contam aqui, quando ela já estava pensando mais seriamente na adoção ela encontrou a Ziggy no estacionamento do lugar onde trabalhava. Abaixo a história dela, com começo e recomeço com bichos muito especiais – primeiro, uma gatinha e depois com uma cachorrinha.

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Ziggy e Zacharias

Ela era muito filhotinha e eu não pensei duas vezes antes de levar pra casa. Ela era meu xodózinho. Quando ela tinha uns 6 meses eu adotei um segundo gatinho, o Zacharias. Ele era apaixonado na Ziggy e até mamava nela. A Ziggy infelizmente morreu no dia 02 de janeiro desse ano, ela saiu de casa no dia 1, por conta da movimentação que estava em casa. Como eu sempre tomava cuidado, ela não era acostumada a sair. Por um acidente ela foi atropelada.”

Eu não consigo nem imaginar o choque e a tristeza da Fernanda, que obviamente ficou muito mal. “Eu me sentia culpada. Fiz até uma tatuagem em homenagem a ela. Acabei ficando na casa da minha mãe uns dias, e levei o Zacharias comigo. Ele se apegou com os gatos da minha mãe e ficou por lá; e de novo eu fiquei sozinha em casa. Eu queria abrigar outro bichinho, mas ainda me sentia despreparada depois do que aconteceu com a Ziggy. E foi quando eu encontrei a Cindy.”

Como escrevi no começo do texto, muitas pessoas já me contaram que quando estão pensando em pegar um bichinho, eles aparecem. Não sei se é coincidência, mas tenho a impressão que nós sempre encontramos o gato ou cachorro que é mesmo para ser nosso. Mas voltando à história da Fernanda. Depois que a gatinha Ziggy morreu ela entrou em alguns grupos de adoção no Facebook, mas ficava sempre naquela ideia de que a hora que for para ser ela iria sentir. E ela isso aconteceu. “Quando eu vi a Cindy eu me apaixonei. Ela era pequenininha, com os pais de porte pequeno e pensei que poderia ser uma boa ideia. Conversei com minha mãe e ela disse para eu pensar bem e seguir meu coração. Foi quando eu fui falar com a menina que estava doando e ela começou a fazer perguntas, se eu já tinha cachorro em casa, essas coisas. Daí então ela me explicou, que a Cindy tinha nascido com uma deficiência, ela tinha a patinha atrofiada. A moça me contou que já tinha doado ela, mas que os cães da outra família não aceitaram. Quando eu soube que a Cindy tinha uma deficiência, eu percebi que era ela! Eu tinha todo o amor pra dar para aquele bebezinho.” ❤️ ❤️ ❤️ Percebem o que eu disse? A Fernanda e a Cindy tinham que se encontrar e já faz um pouco mais de seis meses que estão juntas.

E como foi a escolha do nome Cindy? “O nome da Ziggy eu tinha escolhido por causa de uma música, Ziggy Stardust, em homenagem ao David Bowie. Com a Cindy eu queria fazer algo parecido. Foi quando o irmão de uma amiga, sem nem saber disso, sugeriu Cindy e eu achei perfeito, seria em homenagem à cantora Cindy Lauper.” Para recebê-la a Fernanda comprou brinquedinhos, caminha, ração, tudo especial para ela. “Antes mesmo de chegar em casa já mandei fazer coleirinha especial com o nome dela e meu telefone. Depois que eu entrei nos grupos de adoção eu percebi como era importante ter a identificação, pois muitos bichinhos apareciam perdidos, desesperados pelos donos.”

Nesse meio tempo o gatinho Zacharias havia voltado para a casa dela e a Fernanda teve que separar os espaços, para que nenhum dos dois ficassem acuados. Quando pergunto como está sendo a adaptação e o convívio de todos a Fernanda diz que a Cindy já comeu até o cartão de débito e o óculos de grau dela! “Cachorro eu só tive na casa da minha mãe, eles não eram “os meus bichinhos”, não era exatamente responsabilidade minha. E cuidar de cachorro é completamente diferente que cuidar de gato. Tanto que eles não se adaptaram bem. Como o Zacharias já era acostumado com minha mãe acabei deixando com ela, com meu coraçãozinho apertado, confesso. A adaptação com a Cindy é difícil. Ela já comeu minha casa inteira. Mas eu não fico brava, sei que ela só quer brincar, e tento sempre cuidar para que acidentes assim não aconteçam. Por mais bagunceira que ela seja, nada me faz mais feliz do que chegar em casa e ela pular em cima de mim toda animada e feliz. Eu amo demais essa bichinha!

Tem que ter muito amor e paciência, né não? E com eles a gente sempre tem! Sobre curiosidades ou situações inesperadas ela conta que “a Cindy é SRD, vira-lata, a mãe dela era uma poodle e o pai um pinscher. Mas ela não saiu parecendo com nenhum dos dois. Pelo contrário, ela parece filhote de labrador. Toda vez que eu saio com ela alguém me pergunta se é labrador. Eu moro em uma casa pequena então, apesar de amar muito, eu nunca poderia ter um labrador. Eu cheguei até a conversar com a menina que tinha me doado, pedindo fotos para comprovar que ela era de porte pequeno e não um labrador. Outras situações que eu passo sempre é em decorrência da deficiência dela. Sempre me param, perguntam o que foi na patinha dela e eu tenho que explicar que ela nasceu assim. Muita gente sente pena, mas na verdade, a Cindy não sofre nada por isso, ela é uma doguinha como qualquer outra, feliz, sapeca, que corre, brinca e é muito amada.”

Fernanda e Cindy