Lar Temporário Oasis #perfilparaseguir

O Lar Temporário Oasis existe há mais de 15 anos e resgata animais doentes ou maltratados nas ruas, proporcionando tratamento, cuidados e muito amor para posteriormente conectá-los com uma nova família nas feiras de adoção. “Somos todos voluntários e usamos nossos recursos próprios para mantê-los.” Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar o Lar Temporário Oasis. Segue a entrevista abaixo.

lartemporarioMB: Para situar as pessoas que lerão o post. Onde o Lar Temporário Oasis atua? E há muitos animais abandonados nessa região?
LTO: Na zona sul do Rio de Janeiro. Fazemos alguns resgates também na Comunidade do Vidigal e Rocinha. Sim, tem muitos bichos abandonados e não temos como resgatar todos.

MB: Vocês não tem um abrigo, certo? Como conseguem os lares temporários para os animais?
LTO: Não temos abrigo. Temos 4 pessoas que fazem lares temporários em suas próprias casas e quando não temos mais espaço, pedimos ajuda no Facebook para tentar pessoas que façam LT (lar temporário).

MB: Como e quando começou essa ideia?
LTO: Sempre amei bichos, resgatava e tentava colocar para adoção, até que um dia resolvi fazer a página no Facebook e buscar mais recursos para ajudar cada vez mais animais.

MB: Quem são e quantas pessoas ajudam com o projeto no dia a dia?
LTO: Hoje contamos com a ajuda da Andreia (idealizadora do projeto), Renata Baleoti e Claudio Resnik (divulgando no Facebook e Instagram). Josefa , Vitória e Luzia ajudando nas feiras de adoção. E Josefa e Norma ajudando no trabalho de limpeza e cuidados com os bichos.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantem?
LTO: Não tem ajuda governamental e não somos uma ONG registrada. Mantemos os bichos com ajuda de doações.

MB: Qual importância do projeto na região onde ele está?
LTO: Ele é importante para diminuir a população de animais abandonados. Resgatamos os mais necessitados, orientamos as pessoas sobre a castração e castramos os bichos de pessoas carentes, tudo com ajuda de doação.

MB: Vi alguns posts sobre padrinhos/madrinhas. Como funciona?
LTO: Como todos os que se propõem a fazer este trabalho sabem, a demanda é maior que a oferta e para alguns animais o lar que deveria ser temporário se torna permanente por diversos motivos. Por isso, convidamos as pessoas que amam animais a ajudar ao Lar apadrinhando quantos animais quiserem e a contribuição que será destinada sempre aos cuidados destes que são puro amor. A pessoa pode ajudar a partir de R$10 todo mês.

MB: Por que ajudar os bichos?
LTO: Porque os amo e não consigo ver tanto abandono e falta de orientação sobre castração.

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
LTO: Temos o link para apadrinhar um bichinho (https://www.padrim.com.br/lartemporariooasis) e também recebemos doações de ração e medicamentos nas feiras de adoção.

Ao visitar a página do Lar Temporário no Facebook, encontrei uma história tão bacana e inspiradora, que irei compartilhar aqui.

adoção

 Todas as adoções são especiais! Todos os adotantes são especiais. Porém viemos aqui através desse post agradecer 4 seres humanos incríveis que adotaram 4 de nossos animalzinhos especiais.
Max adotado pelo @diegomolinadiego teve uma infecção nos olhos quando pequeno e perdeu os dois olhinhos.
Raio Miguel adotado pela @celinhanogueira, é o irmãozinho de Max que também teve uma infecção e perdeu 01 olhinho.
Zazá, adotada pela @_julia_carvalho_, foi encontrada com 1 mês em uma mata com uma das orelhas lotada de bichos, fez 2 operações para limpeza do conduto auditivo e por fim teve que retirar toda orelha e hoje só tem um furinho no local onde escuta perfeitamente.
Horário, adotado pelo @sergiogiraobarroso, foi resgatado perdido e atravessando uma das ruas principais da rocinha, estava muito sujo, tem mais de 10 anos, está com um tumor no abdômen, um problema cardíaco e renal crônico, mas mesmo sabendo disso quis dar o melhor a esse senhor que já sofreu tanto nesse mundo.
Um animal especial pode viver uma vida normal, são os mais rejeitados no momento da adoção.

Temos que bater palmas para essas pessoas que mesmo sabendo de todas limitações e cuidados especiais, não desistiram da adoção. Adoções como essas fazem todos nossos esforços e lutas valerem a pena.

Eles não nasceram assim. A culpa é do ser humano que os abandona! Na rua eles pegam doenças e que em alguns casos são irreversíveis.

A única restrição que não existe nessa relação é o AMOR.

AATAN #perfilparaseguir

A região da zona rural de Sorocaba, no interior de São Paulo, sofre há anos com o grande número de cães e gatos abandonados. A tia Dirma começou a ajudar essa causa 30 anos atrás e imaginem o tanto que ela já fez pelos animais! E nos últimos 10 anos conta também com a ajuda de voluntários, que se organizaram para criar a ONG AATAN – Associação Abrigo Temporário de Animais Necessitados.  “Um dia no abrigo é de muito trabalho: alimentar, limpar, cuidar dos doentes, separar algumas confusões, capinar o terreno, se despedir dos adotados, mas acima de tudo é um ambiente cheio de amor e gratidão.”Venham ler, se inspirar, ajudar, compartilhar e apoiar a AATAN. Segue a entrevista abaixo.

Screen Shot 2018-09-12 at 8.40.10 PMMB: Para situar as pessoas que lerão o post. Onde fica o abrigo? E há muitos animais abandonados nessa região?
AATAN: O abrigo fica na zona rural de Sorocaba, o abandono na região é muito grande e continua aumentando, pois não existe uma política eficaz de castração e recolhimento dos animais em situação de rua na nossa cidade.

MB: Como e quando começou essa ideia?
AATAN: A Tia Dirma, que é a responsável pelo abrigo, começou a atuar na causa animal há 30 anos. Nos últimos 10 anos um grupo de voluntários se reuniu para ajudá-la, conseguiram a sede, criaram a ONG, organizam eventos de arrecadação, feiras de adoção e atuação nas mídias.

MB: Quantas pessoas ajudam o abrigo no dia a dia?
AATAN: Lá no abrigo a Dirma conta com a ajuda da família dela e mais três funcionários para manutenção do local, já os voluntários atuantes acredito que seja em torno de 20.

MB: Como é um dia no abrigo?
AATAN: Um dia no abrigo é de muito trabalho: alimentar, limpar, cuidar dos doentes, separar algumas confusões, capinar o terreno, se despedir dos adotados, mas acima de tudo é um ambiente cheio de amor e gratidão.

MB: Vocês recebem alguma ajuda governamental? Como se mantem?
AATAN: Não recebemos nenhuma ajuda pública, dependemos 100% de doações. Muitas pessoas e empresas da cidade organizam eventos de arrecadação e também vendemos produtos do abrigo como: canetas, imãs, mantas e camisetas.

MB: Qual importância do abrigo na região onde ele está? As pessoas deixam animais abandonados na porta?
AATAN: Muitas pessoas nos pedem ajuda através das redes sociais, mas infelizmente estamos lotados e não fazemos resgates, porém disponibilizamos um meio de divulgação no nosso Facebook. Mesmo não divulgando o endereço do abrigo, pelo menos uma vez por semana cães e gatos são abandonados na nossa porta.

MB: Vi em alguns posts que é comum algumas pessoas devolverem animais adotados, ex: Dolar. Isso ocorre com frequência? Há algum tipo de acompanhamento depois da adoção?
AATAN: Quando o número de adoções aumenta é mais comum que animais sejam devolvidos, temos um procedimento de adoção bem rígido, mas infelizmente algumas pessoas adotam por impulso e quando o animal está em casa eles se dão conta disso. Fazemos pós adoção com todos os adotantes e também mantemos contato com eles através das redes sociais.

MB: Por que ajudar os bichos?
AATAN: Porque ajudar alimenta a nossa alma e fazer o bem enriquece, os animais precisam muito da nossa ajuda e nós também precisamos deles. O abandono na região é muito grande, basta sair de casa que você cruzará com cães e gatos no seu caminho. Apoiar iniciativas como a nossa pode mudar essa realidade, temos atualmente 350 abrigados entre cães e gatos, são muitas bocas para alimentar e se cada um colaborar com um pouco, nenhum deles sentirá fome.

Alguns dos bichos para adoção da AATAN ❤

MB: Se alguém quiser colaborar com vocês, como fazer?
AATAN: Comprando nossos produtos a venda nas feiras de adoção, participando dos nossos eventos, sendo voluntário ou deixando doação nos nossos pontos de arrecadação:

☞ Espaço Vital – Fisioterapia Especializada | Rua Visconde do Rio Branco, 601.
☞ Escola Two Four Seven de Inglês | Av. Nogueira Padilha, 247.
☞ Vila da Esquina | Rua Capitão Nascimento Filho, 127.
☞ Geração Pet (depósito) | Rua Campinas, 137
☞ Associação dos Deficientes de Votorantim | Rua Monte Alegre, 470
e depósito na conta bancária:
Banco Itaú
Agência: 1653
Conta Corrente: 35850-5

Nina, uma cachorrinha cheia de personalidade

A história da Daiandra Fernandes e da Nina começou no dia 02 de março com um telefonema um tanto alarmante, eu diria. “Uma moça chamada Aline, que me conhecia porque sou voluntária na ONG de proteção da nossa cidade, estava chegando do trabalho quando viu uma cadela ser atropelada. Juntou ela do asfalto, levou para casa e me ligou pedindo ajuda para levá-la ao veterinário. Saí de casa, peguei a cadelinha e fui até a cidade vizinha no plantão veterinário. Nina ficou 30 dias internada e durante esse tempo tentamos localizar seus antigos tutores. Nunca descobrimos quem eram, se é que existiam. Depois que recebeu alta foi para a minha casa na condição de lar temporário. Bastaram alguns minutos para perceber que nunca mais me separaria dela.”

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Hoje faz pouco mais de um ano que estão juntas e Nina se juntou à turma de bichos que a Dai já tinha em casa antes dela chegar. “Minha casa sempre foi cheia de cães, todos adotados também. Quando ela chegou, tínhamos outros 7 cães e todos a aceitaram e vice-versa. Hoje em dia eles brigam e se provocam uma vez ou outra, geralmente por culpa da própria Nina que quer comer a comida de todo mundo.”

Como resultado do acidente Nina ficou paraplégica e como bem sabemos, infelizmente, a maioria dos adotantes teria receio de levá-la para casa. Porém, a moça que viu o acidente ligou para a pessoa certa ❤ “Nina é uma vira-lata de porte médio, ou seja, já pertencia a uma categoria de animais que poucos adotam. Ela se tornar paraplégica dificultaria em muito as coisas. Já tínhamos outros sete cães em casa, a maioria idoso ou com algum problema de saúde, mas ela nos conquistou! A família toda se uniu para receber bem a nova moradora, até mesmo os outros peludos. Foi um período de muito aprendizado, ela precisava de cuidados especiais e até hoje estamos conhecendo melhor o que ela pode e não pode fazer, mas em geral ela leva a vida normalmente. Os maiores cuidados que precisamos ter consistem em estimular bexiga e intestino algumas vezes ao dia, carregá-la no colo em algumas situações, não deixá-la sem o carro de rodas em determinados lugares para evitar escoriações e, claro, tirar os calçados do alcance dela: um dos passatempos preferidos é mordê-los!”

Nina e alguns dos irmãos

A Dai contou ainda que ela e a família nem tiverem muito tempo para se preparar para receber a Nina. “Ela não tinha para onde ir, levei-a para casa, era para ser temporário e eu sequer sabia quais eram as reais necessidades dela. De início, antes do carro chegar, compramos um tapete emborrachado para ela conseguir se firmar melhor no chão. Ela ainda não tinha desenvolvido suficientemente o peito e patas dianteiras e resvalava muito no chão da casa. Hoje ela não precisa mais. Cogitamos colocar rampas em alguns pequenos degraus que temos na casa e jardim, mas ela evoluiu tanto que, com ou sem o carro, consegue ir a todo lugar.” E foi fácil encontrar uma cadeira/carro com rodas para ela? Ela se adaptou bem? “Para minha sorte, alguns meses antes eu havia visto uma gata resgatada por uma ONG da região e ela precisava de um carrinho, pois era paraplégica. Resolvi fazer a doação do carrinho e os voluntários me passaram os dados do fabricante para eu fazer o pagamento. Falaram também que aqueles carros eram os mais leves e de mais fácil adaptação que tinham visto. Mal sabia eu que algum tempo depois aquela informação seria muito útil. Depois do diagnóstico definitivo, entrei em contato com o fabricante que me passou todos as instruções para tirar as medidas da Nina e encaminhar a ele. Alguns dias mais tarde o carrinho chegou pelo correio e meu pai o montou. Ele foi adquirido graças a doações de várias pessoas que se sensibilizaram com o caso dela e o fabricante também fez um preço especial por ela ser um animal carente. A adaptação foi muito rápida. No mesmo dia já a colocamos no carro e ela saiu correndo.

Como dá para perceber, a maior limitação está na cabeça das pessoas que nem cogitam adotar um bicho com necessidades especias. “Ela é uma peça! Cheia de personalidade, sempre consegue o que quer. A evolução dela nesse ano conosco foi incrível. Tornou-se muito forte e é mais rápida do que todos os outros cães da nossa casa (com ou sem o carro). Algo curioso sobre o caso dela é sua memória muscular nas perninhas. Pelos seus exames, ela não poderia ter movimento nenhum, mas ela tem! Quando se locomove de carro, dá passos com as patas traseiras. Ela não sente as patinhas, mas por memória muscular ela as movimenta. O carro se tornou a melhor fisioterapia! Sem o carro, quando está no jardim, consegue se sustentar em pé por alguns segundos e até dar uns dois passos, mas logo cai novamente. Parece pouco, mas faz toda a diferença, tanto é que tem um ótimo tônus muscular nas pernas.”

Imagino que por conta do carro ela atraia alguns olhares curiosos. Quando sai com ela as pessoas fazem perguntas? “Ela fica mais em casa, mas prefere passar a maior parte do tempo no jardim correndo atrás de tudo e todos que passam na calçada. É lá que ela corre uma verdadeira maratona todos os dias. Tem bastante espaço para se locomover. Quando cansa ou bate a fome, vai sozinha para dentro de casa, onde preferimos deixá-la sem o carro. Ela fica mais à vontade, porque com ele acaba batendo muito nos móveis e atropelando os irmãos. Eventualmente saímos passear na rua e ela sempre atrai olhares e perguntas, geralmente querendo saber o que aconteceu com ela. Em geral todos acham ela muito simpática. A única vez que não me senti bem foi quando uma senhora a viu e falou para a criança que a acompanhava: “coitadinha, ela é doente!”. Aquilo me fez pensar em quantas pessoas em cadeiras de rodas passam pelo mesmo preconceito todos os dias. Paraplegia não é doença! E que sorte da Nina encontrar uma pessoa que pense assim! ❤ ❤ ❤

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