Mimi, uma gatinha japonesa

A Mimi é uma gatinha SRD de aproximadamente 06 anos que chegou na vida da Viviana meio que por acaso, por conta de uma regra bem interessante (e pouco comum) do lugar em que ela trabalhava. Leia a história delas abaixo que tem vários outros fatos curiosos a respeito da vida com bichos no Japão.

Screen Shot 2018-08-22 at 1.26.28 PMMB: Como começou a história de vocês?
VM: Um funcionário terceirizado em uma fábrica cliente, onde eu estava como assistente do responsável pelo setor, pegou um filhote do gato que rondava na região. A regra é que se você der comida ou pegar o gato que ronda o recinto, ou pega ou perde o emprego. Ele levou para casa, a esposa não gostou nem um pouco e disse para o responsável do setor que queria devolver. Como o próprio responsável já tinha pegado duas fêmeas, eu resolvi tomar responsabilidade por esse empregado.

MB: Há quanto tempo você mora no Japão?
VM: Moro há 7 anos.

MB: Em qual cidade vocês moram exatamente?
VM: Moro na Província de Kanagawa.

MB: Essa a primeira vez que você tem gato? Se sim, como está sendo a experiência?
VM: Não. Já tive gatos no Brasil.

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
VM: Na cidade de Yokohama onde morava, a prefeitura ressarce o valor pago pela castração de gatos de rua.

MB: Infelizmente no Brasil e em alguns lugares do mundo existe a má (e injusta) fama a respeito de gatos pretos. Você acha que essa também é a percepção no Japão? Tenho a impressão que eles gostam bastante de gatos.
VM: Não rsrs. No Japão acredita-se que gatos trazem boa sorte e fortuna.
De algo negativo, tem a lenda que se o gato viver muito, se torna “nekomata”, que é um monstro “youkai” do folclore japonês, mas creio que essa crença ficou esquecida na época do Edo e só é conhecida por gente que goste de histórias.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no Japão? Veterinário, alimentação, etc.
VM: No Japão, por ser um arquipélago, a criação de bichos de estimação é vistoriada de forma rígida. Como por exemplo, cachorros que são considerados perigosos tem um chip que é monitorado pela prefeitura para que nenhum dono após o cadastro do animal na prefeitura possa abandonar na rua. Por outro lado, existe muita gente que compra animais (de qualquer espécie) e quando tem que se mudar a trabalho ou quando se enjoa, leva ao equivalente ao Centro de Zoonoses para sacrificar. Note que cada cidade tem sua lei. Mas a maioria proíbe com multa o abandono de qualquer animal ou resto de animais na rua. Existe cidade que proíbe o enterro. E o abandono de corpos de animais pode ser proibido pela lei penal (e nele não especifica a espécie do ser vivente). Os donos são obrigados a pagar pelo crematório. Somente no interior, no meio das montanhas ainda vemos animais sendo criados soltos comendo restos de comida e servindo de cão de guarda ou gato de caça. Em cidade grande, existem as que proíbem deixar o animal andar sem coleira, inclusive gatos.

MB: Há muitos animais abandonados no Japão? E se sim, existem ONGs e protetores independentes?
VM: Existem muitos animais sacrificados, e o problema que vem crescendo são os criadores de animais de raça ilegais que mantém seus animais de forma desumana e precária, que realizam cruzamento entre familiares de primeiro grau, criando filhotes doentes e deformados. Eu mesma conheci um gatinho fofo de 6 meses, que custou ¥300,000 (em torno de 9 mil reais) que após a primeira ida no médico, descobriu que estava com coração mal formado . O casal que comprou conseguiu ressarcimento da loja, mas a dor de perder um animalzinho tão querido em tão pouco tempo não tem preço! ONG no Japão é o que não falta. O país já foi império com muitos lords e aristocratas que viviam de “bem feitorias”, ainda existe pessoas que vivem de ações e aluguéis e que trabalham com ONGs e entidades de fins não lucrativos.

 

Mimi em dois momentos, quando chegou na casa da Viviana e hoje em dia ❤

Cindy, uma cachorrinha sapeca e muito amada

A Fernanda Nogueira mora sozinha há pouco mais de um ano e por sentir falta de uma companhia ela resolveu adotar um gatinho. E como muitas das histórias que vocês me contam aqui, quando ela já estava pensando mais seriamente na adoção ela encontrou a Ziggy no estacionamento do lugar onde trabalhava. Abaixo a história dela, com começo e recomeço com bichos muito especiais – primeiro, uma gatinha e depois com uma cachorrinha.

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Ziggy e Zacharias

Ela era muito filhotinha e eu não pensei duas vezes antes de levar pra casa. Ela era meu xodózinho. Quando ela tinha uns 6 meses eu adotei um segundo gatinho, o Zacharias. Ele era apaixonado na Ziggy e até mamava nela. A Ziggy infelizmente morreu no dia 02 de janeiro desse ano, ela saiu de casa no dia 1, por conta da movimentação que estava em casa. Como eu sempre tomava cuidado, ela não era acostumada a sair. Por um acidente ela foi atropelada.”

Eu não consigo nem imaginar o choque e a tristeza da Fernanda, que obviamente ficou muito mal. “Eu me sentia culpada. Fiz até uma tatuagem em homenagem a ela. Acabei ficando na casa da minha mãe uns dias, e levei o Zacharias comigo. Ele se apegou com os gatos da minha mãe e ficou por lá; e de novo eu fiquei sozinha em casa. Eu queria abrigar outro bichinho, mas ainda me sentia despreparada depois do que aconteceu com a Ziggy. E foi quando eu encontrei a Cindy.”

Como escrevi no começo do texto, muitas pessoas já me contaram que quando estão pensando em pegar um bichinho, eles aparecem. Não sei se é coincidência, mas tenho a impressão que nós sempre encontramos o gato ou cachorro que é mesmo para ser nosso. Mas voltando à história da Fernanda. Depois que a gatinha Ziggy morreu ela entrou em alguns grupos de adoção no Facebook, mas ficava sempre naquela ideia de que a hora que for para ser ela iria sentir. E ela isso aconteceu. “Quando eu vi a Cindy eu me apaixonei. Ela era pequenininha, com os pais de porte pequeno e pensei que poderia ser uma boa ideia. Conversei com minha mãe e ela disse para eu pensar bem e seguir meu coração. Foi quando eu fui falar com a menina que estava doando e ela começou a fazer perguntas, se eu já tinha cachorro em casa, essas coisas. Daí então ela me explicou, que a Cindy tinha nascido com uma deficiência, ela tinha a patinha atrofiada. A moça me contou que já tinha doado ela, mas que os cães da outra família não aceitaram. Quando eu soube que a Cindy tinha uma deficiência, eu percebi que era ela! Eu tinha todo o amor pra dar para aquele bebezinho.” ❤️ ❤️ ❤️ Percebem o que eu disse? A Fernanda e a Cindy tinham que se encontrar e já faz um pouco mais de seis meses que estão juntas.

E como foi a escolha do nome Cindy? “O nome da Ziggy eu tinha escolhido por causa de uma música, Ziggy Stardust, em homenagem ao David Bowie. Com a Cindy eu queria fazer algo parecido. Foi quando o irmão de uma amiga, sem nem saber disso, sugeriu Cindy e eu achei perfeito, seria em homenagem à cantora Cindy Lauper.” Para recebê-la a Fernanda comprou brinquedinhos, caminha, ração, tudo especial para ela. “Antes mesmo de chegar em casa já mandei fazer coleirinha especial com o nome dela e meu telefone. Depois que eu entrei nos grupos de adoção eu percebi como era importante ter a identificação, pois muitos bichinhos apareciam perdidos, desesperados pelos donos.”

Nesse meio tempo o gatinho Zacharias havia voltado para a casa dela e a Fernanda teve que separar os espaços, para que nenhum dos dois ficassem acuados. Quando pergunto como está sendo a adaptação e o convívio de todos a Fernanda diz que a Cindy já comeu até o cartão de débito e o óculos de grau dela! “Cachorro eu só tive na casa da minha mãe, eles não eram “os meus bichinhos”, não era exatamente responsabilidade minha. E cuidar de cachorro é completamente diferente que cuidar de gato. Tanto que eles não se adaptaram bem. Como o Zacharias já era acostumado com minha mãe acabei deixando com ela, com meu coraçãozinho apertado, confesso. A adaptação com a Cindy é difícil. Ela já comeu minha casa inteira. Mas eu não fico brava, sei que ela só quer brincar, e tento sempre cuidar para que acidentes assim não aconteçam. Por mais bagunceira que ela seja, nada me faz mais feliz do que chegar em casa e ela pular em cima de mim toda animada e feliz. Eu amo demais essa bichinha!

Tem que ter muito amor e paciência, né não? E com eles a gente sempre tem! Sobre curiosidades ou situações inesperadas ela conta que “a Cindy é SRD, vira-lata, a mãe dela era uma poodle e o pai um pinscher. Mas ela não saiu parecendo com nenhum dos dois. Pelo contrário, ela parece filhote de labrador. Toda vez que eu saio com ela alguém me pergunta se é labrador. Eu moro em uma casa pequena então, apesar de amar muito, eu nunca poderia ter um labrador. Eu cheguei até a conversar com a menina que tinha me doado, pedindo fotos para comprovar que ela era de porte pequeno e não um labrador. Outras situações que eu passo sempre é em decorrência da deficiência dela. Sempre me param, perguntam o que foi na patinha dela e eu tenho que explicar que ela nasceu assim. Muita gente sente pena, mas na verdade, a Cindy não sofre nada por isso, ela é uma doguinha como qualquer outra, feliz, sapeca, que corre, brinca e é muito amada.”

Fernanda e Cindy

Kinder, uma SRD no Uruguay

A Erica Matias adotou a Kinder filhotinha quando ainda estava na faculdade de Medicina Veterinária. Hoje com 8 oitos, a Kinder mora no Uruguay e a Erica conta que sente que ela é muito feliz lá “levo ela na praia ou na pracinha e solto pra ela correr à vontade.” Ela também dá várias dicas para quem pretende mudar de país e levar seu animal de estimação. Leiam a entrevista abaixo.

img_5125.pngMB: Como começou a história de vocês?
EM: Eu estava no 2o ano do curso de medicina veterinária no interior de São Paulo (Botucatu) e, como morava em uma república que tinha um quintal e jardim bem espaçosos, decidi que iria adotar um cãozinho. Como sempre morei no centro de SP, em apartamento e com a minha mãe, não tinha muito poder de decisão hehehe. Um certo dia, quando eu já havia decidido que iria ao CCZ adotar um ‘catioro’, uma de minhas melhores amigas chegou na aula dizendo que ela e a colega de apartamento tinham resgatado uma filhotinha da rua, mas que não iriam ficar com ela. Na hora já me ofereci pra adotar aquele pequeno saco de pulgas e vermes. hahaha

MB: Onde vocês moram?
EM: Atualmente, Montevideo/Uruguay

MB: Há quanto tempo moram no novo país?
EM: Há quase 7 meses.

MB: Como foi a mudança?
EM: O processo pré-mudança foi mais complicado que a mudança em si. Tive que chamar uma adestradora pra me ajudar a convencê-la de que a caixa de transporte não era um bicho de 7 cabeças. O problema é que eu entrei em contato com ela meio tarde, faltando so um mês e meio para a viagem. E eu ainda ia receber uma amiga de outro país e viajar com ela nesse meio tempo, então minha mãe fez as outras aulas pra mim – so que digamos que a didática dela não é das melhores hahahah No dia da viagem ela ficou bem estressada, mesmo com todo o treino e tomando Anizen * (homeopático), mas quando chegou aqui foi pura felicidade (e depois capotou até o dia seguinte hhahah). Eu sinto que ela tá muito mais feliz aqui porque temos qualidade de vida, é mais arborizado, mais tranquilo, menos poluído, menos barulho, menos carros, levo ela na praia ou na pracinha e solto pra ela correr à vontade.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si.
EM: Olha, não foi tão difícil porque vim para um país do Mercosul e, além disso, eu sou veterinária, então já sabia mais ou menos como proceder com as burocracias de todo o processo. Precisei imprimir e assinar um atestado (que baixei no próprio site da Vigiagro) comprovando que ela estava desparasitada (interna e externamente) há menos de 1 mês (não lembro exatamente o período mínimo pedido, cada país tem exigências diferentes com relação a isso. Não precisava de microchip nem sorologia de raiva para vir para o Uruguay. O que precisei fazer foi copiar a carteira de vacinação, tendo sido aplicada a  vacina anti-rábica há menos de 1 ano, e agendar um turno pelo telefone. Como demora 48h pra ficar pronto o atestado, e este tem validade de poucos dias (não lembro ao certo), o ideal é agendar poucos dias antes da viagem. Eu viajei numa quarta e peguei o atestado na segunda-feira, sendo que tinha agendado pra ir lá ( com a carteira de vacinação e o atestado de saúde) na sexta-feira anterior a viagem.

MB: Há muitos animais abandonados onde mora?
EM: Não muitos. O Uruguay é um país pequeno, com pouca gente e, consequentemente, poucos animais de rua. Digo, em comparação à Sao Paulo, por exemplo. E, claro, depende do bairro. Quanto mais periférico e/ou humilde, mas animais tem.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..
EM: Bom, tudo é questão de adaptação né? Eu estava acostumada em ter ao menos 3 grandes petshops onde podia escolher dentre várias marcas e receber tudo rápido em casa (Petlove, Cobasi, Petz). Aqui tem poucas opções de lojas com todo tipo de produto pra cães. Geralmente so de ração, e não tem muitas opções de marca. Aração que a Kinder comia no Brasil e que deu super certo para a pele sensível dela foi a Natural, da Guabi – há mais de 3 anos ja estávamos com ela. Aqui, como não tem, tive que pesquisar marcas que usualmente não compraria no Brasil por serem mais caras (mas a qualidade é indiscutível, claro). Testei Eukanuba Senior, Biofresh adultos porte médio, e agora estamos com Proplan Sensitive Skin. Também tive dificuldade pra encontrar produtos pra pele, como shampoos terapêuticos, umectantes, sprays, além de vermífugo e anti-pulgas – acabou que trouxe uma coleira Seresto do Brasil e, quando vencer, vou começar a dar Bravecto pra ela. Vermífugo troquei o Drontal que não tem aqui por um da Konig, que é uma marca que conheço e confio.

MB: Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
EM: Pesquisem sobre o país para o qual irão se mudar com certa antecedência, para assim se planejar bem. Vejam as exigências das cias aéreas para transporte de animais, se há possibilidade dele ir na cabine, quais as dimensões que a caixa de transporte deve ter e, muito importante, CONSULTA VETERINÁRIA com ao menos 5 meses de antecedência caso vá pra países da Europa e América do Norte – imagino que para países asiáticos e da Oceania também! Atendi casos em que não pudemos embarcar com o cão porque a dona me procurou um mês antes da data da viagem, porém a União Europeia exige coisas que demoram meses – como a sorologia de raiva, por exemplo, que demora ao menos 1 mês pra sair e só pode ser feita em laboratórios autorizados (precisa verificar no site da Vigiagro, lá tem todas as informações para vários destinos). Além disso, alguns países exigem microchipagem antes da vacina de raiva (que tem que estar atualizada, sendo aplicada não menos de 1 mês nem mais de 1 ano antes da viagem). Enfim, são muitas exigências que às vezes não conseguimos cumprir os requisitos com um tempo apertado antes da viagem. Converse com seu veterinário meses antes da viagem, procure informação nas cias aéreas sobre o transporte (nos sites tem tudo e qualquer dúvida é so ligar pra eles), e comece a trabalhar o emocional do seu bichinho – entrar na caixa de transporte, ambientes movimentados, saber como ele reage estando dentro de um local que se move (deve ser muita doidera na cabeça deles hahah), etc.
Procure sempre ajuda especializada.

Kinder na torcida para seus dois países durante a Copa 🙂

 

*Veja abaixo do que se trata o remédio homeopático que a Erica deu para a Kinder.

Anizen Homeopatia Calmante Pet
– Indicado para cães e gatos;
– Para Pets nervosos, irritados, barulhentos e/ou agressivos;
– Auxilia no controle dos medos, distúrbios comportamentais e estresse.

Mel, uma Spitz Alemão no México

A Mel é uma Spitz Alemão de quase três anos de idade que chegou como um presente de casamento inesperado para a Nathalia e o marido. Inesperado porque não estava nos planos deles levarem uma cachorrinha para casa aquele dia, mas ela foi muito bem-vinda e hoje mora lá México! Leiam a história deles abaixo.

MB: Qual o nome, a raça e a idade do seu bicho?
NP: A Mel é da raça Spitz Alemão. Ela é anã e tem 2 anos e 9 meses.

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MB: Como começou a história de vocês?
NP: Eu sempre quis ter um bebê 4 patas, mas como morava com meu pais e eles não permitiam, não era possível ter. No dia 19/09/2015 eu casei e no dia 19/12/2015 eu e meu marido estávamos almoçando no L’Entrecôtet de Paris em São Caetano para comemorarmos 3 meses de casados e comecei a receber fotos de 2 filhotes Pomerania de um canil! E uma das fotos estava a Mel. Meu marido ficou doido quando viu, pois era nosso sonho ter um bebê 4 patas, então ele decidiu que assim que terminássemos íamos direto para o canil ver os filhotes. Saímos do restaurante e eu fui o caminho todo falando que não íamos pegar porque havíamos acabado de casar e não queríamos ter filho agora. Porém, quando chegamos e trouxeram a Mel e a outra bebezinha, não sei explicar o que sentimos quando a vimos . Tinha um sofá, na hora meu marido sentou e disse: “nós vamos levar! Ela é nossa!” Foi ai que começou nossa história com a nossa vidinha!

MB: Onde vocês moram?
NP: Atualmente nós moramos no México.

MB: Há quanto tempo moram no novo país?
NP: Estamos morando aqui há 1 ano e 1 mês.

MB: Como foi a mudança?
NP: A mudança foi tranquila, escolhemos viver em La Condesa, na Cidade do México, um lugar muito bonito, bem arborizado, com parques, porém no dia 19/092017 teve um terremoto horrível no México e o nosso bairro foi um dos mais afetados devido ao solo ser instável (foi construído em cima de um pântano). Eu estava com a Mel em casa e foi horrível o que passamos, foi um susto muito grande, a Mel depois disso, qualquer barulhinho ela tremia sem parar, então decidimos nos mudar novamente para uma área mais rochosa e mais segura! No dia 01/10/2017 já estamos fazendo a mudança para o novo lar.

MB: Alguma dificuldade? Em relação a documentação exigida ou mesmo pela viagem em si. Ela ficou numa boa no avião?
NP: Não tivemos nenhuma dificuldade com a documentação da Mel. A Mel sempre teve e tem todas as vacinas e parasitações em dia, então viajar com a Mel é tranquilo demais! Ela já viajou do Brasil para o México com escala no Panamá, do México para o Brasil, já fomos com ela para os EUA e nunca tivemos nenhum problema com ela ou com sua documentação. Ela sempre vai comigo na cabine, não tenho atestado psicológico, mas só escolhemos voos onde ela possa estar comigo. Durante o voo devido eu não ter o atestado, ela tem que ir dentro da bolsa de viagem dela embaixo do banco. Ela vai super tranquila, não dá um piu durante o voo todo, ela sabe que naquele momento ela tem que ficar quietinha! Antes de entrarmos no avião ela sempre late um pouco (normal, ela é um cachorro) então vejo as pessoas olhando com cara feia, falando… antes me incomodava muito, hoje já não ligo mais, pois sei que ali dentro, durante todo o voo ela vai ficar quietinha e não vai incomodar o voo de ninguém.

MB: Há muitos animais abandonados onde mora?
NP: Sim, aqui no México também tem muitos animais abandonados. Eu faço parte no WhatsApp  de um grupo de Brasileiros no México e eu fico boba com a quantidade de cachorros que enviam para ver se alguém tem interesse em adotar, e quando falam o motivo do cachorro estar em adoção é pior ainda. Ou é porque a família vai embora do país e não quer levar ou é porque cresceu demais, porque late muito ou já foi encontrado na rua. Eu fico muito chateada quando vejo isso, nós temos tanto amor na Mel, como pode uma família ir embora e deixar para trás um dos membros da família? A Mel é minha filha, minha companheira, não deixamos ela por nada e se vamos viajar ela vai junto! rs

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..
NP: Não são muitas as diferenças, a única diferença gritante que encontrei é que aqui ainda não encontrei groomer especializado na tosa do spitz como no Brasil há muitos profissionais competentes. Levei a Mel para aparar os pelos e quando vi eles haviam tosado ela demais e tudo torto. Hoje em dia, eu que aparo os pelos dela e quando não dou banho em casa, eu levo tudo para o pet (shampoo, escova, perfume…) porque eles estavam usando escova errada nela e ela já estava ficando sem sub pelos! Agora as lojas para pet são maravilhosas, a que mais amamos é a Petco, tem tudo e mais um pouco.

Alguma dica para aqueles que podem fazer a mesma mudança em breve?
NP: Minha única dica é, deixe sempre as vacinas e parasitações do seu melhor amigo em dia! Assim você nunca terá nenhum tipo de problema para poder viajar com ele. A não ser para Europa que se ele não possuir o chip certo, tem que ficar de quarentena.

Mel e a família do México ❤

Uma Gatinha na Áustria

A Sisi é uma gatinha 100% austríaca que há nove meses encontrou seu lar na casa de humanos brasileiros. A Nattasha Fernandes contou como foi esse encontro. Leia abaixo a entrevista.

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Sisi, a gatinha com nome de Imperatriz

MB: Onde vocês moram?
NF: Nós moramos em Viena, na Austria.

MB: Há quanto tempo você mora no novo país?
NF: Nós moramos aqui desde março de 2017.

MB: Essa a primeira vez que você tem gato? Se sim, como está sendo a experiência?
NF: Não é a primeira que temos gatos. Na casa da minha mãe no Brasil já tinha um gato e na casa da minha sogra um casal de gatos.

MB: Como começou a história de vocês?
NF: Eu e meu marido sempre tivemos gatos em nossas casas no Brasil e estávamos sentindo falta de um bichinho em casa, então como ambos gostamos muito de gatos resolvemos adotar um. Olhamos em vários sites de adoção aqui em Viena mas nesse meio tempo tivemos o contato de uma amiga próxima que tinha um conhecido que estava dando um gatinho da ninhada da gata dele e ele não podia ficar. No mesmo dia fomos lá buscar ela!

MB: Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada?
NF: Ela se adaptou bastante ao inverno (estávamos com medo dela ficar com frio no apartamento, pois o aquecedor não fica ligado 24h), ainda não sabemos como ela vai agir agora no verão, já que no nosso apartamento não temos ar condicionado e fica bem quente. Ela entrou no cio exatamente quando o clima começou a esquentar e depois lemos que o calor influenciava bastante no ciclo do cio. Ela é muito carinhosa e tem comportamentos mais parecidos com cachorro do que propriamente de gatos (ela recebe nossos convidados na porta) 🙂 e ela usa o xixi como forma de chamar atenção. Estamos tendo muita dificuldade com isso, pois ela tem feito xixi no sofá, no tapete, na cama.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Veterinário, alimentação, etc.
NF: Aqui os animais de estimação são tratados com muito carinho e respeito. Eles podem entrar em locais públicos, inclusive nos transportes públicos e restaurantes e nunca vi nenhum preconceito contra gato preto. Aqui é obrigatório o uso de chip em todos os animais.

 

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Sisi é uma gata carinhosa, mas que às vezes se comporta como um cachorro ❤

 

 

 

Um encontro com Arlindo, o gatinho

Imagine só a situação, você sai para passear e de repente encontra um gatinho pequenininho vindo na sua direção. O que você faz? No caso da Mariana Jacob, a resposta é simples: “estava passeando em um parque famoso na zona norte do Rio de Janeiro e acabei encontrando com ele. Ele veio na minha direção e não consegui deixar ele lá.

E assim começou a história da Mariana e do Arlindo ❤

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Arlindo, o gatinho de Madureira

E a história não para por aí, porque a Mariana já tem 7 cachorros e mais 5 gatos. E por que resolveu adotar mais um? “Na verdade não planejei adotá-los, a maioria foi resgatada e adotada da rua assim como o Arlindo. E já faz três meses que ele entrou para essa grande família. Como está sendo a experiência? E a adaptação dele com os outros bichos? “Ele não é um gatinho muito fácil, tem algumas brincadeiras agressivas e isso incomoda um pouco os outros gatos. Mas com os cachorros ele se deu muito bem, eles brincam bastante juntos. Ele já está bem mais calmo agora e está com o comportamento melhor em relação aos outros gatos.”

Como a Mariana encontrou o Arlindo no meio de um passeio e resolveu ficar com ele, não houve muito tempo para preparação, as coisas aconteceram meio que no improviso – e o importante é que isso não a desanimou. “Foi no susto pois sai para passear e voltei com um gato. Ele ficou isolado dos outros gatos e o único lugar que tinha para ele ficar era um viveiro de pássaros que tenho em casa. O viveiro era muito grande e ele era muito pequeno, então meu irmão dividiu o viveiro em andares e ele teve bastante espaço para brincar.” Como diz o ditado, quem quer dá um jeito e essa ideia do viveiro é bem criativa. Assim como o nome, que achei pouco comum e quis saber mais sobre como foi essa escolha. “Ele foi achado em Madureira, bairro que é tema de uma música muito famosa do cantor Arlindo Cruz, daí vem o nome dele.” Tá explicado!

Até aqui alguma curiosidade ou situação inesperada? “Só mesmo o fato dele gostar de morde, ele morde por brincadeira igual cachorro. E dicas para aqueles que já tenham algum bichinho em casa e pretende trazer mais um? “Minha dica é ter paciência, porque às vezes demora um pouco para eles se acostumarem.

Mariana, ele é muito lindo! Parabéns pela atitude de resgatá-lo! Muita felicidade para essa família de bichos que você tem!

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Arlindo, o gatinho que morde igual cachorro

 

Um Maltês Estiloso em Israel

A Elisete Retter mora em Israel há 27 anos e recentemente adotou o Mishka, um maltês pra lá de descolado. Venham conhecer a história deles.

dsc_0695-copy-e1525656574799.jpgMB: Qual o nome, a raça e a idade do seu bicho?

ER: O nome do meu cachorrinho é Mishka e ele completou um ano em fevereiro.

MB: Como foi a escolha do nome dele? 

ER: Escolhi o nome Mishka porque amo a língua russa. Falo 7 línguas e o russo é uma das línguas que mais amo. Mishka em russo quer dizer ‘ursinho’ e ele quando chegou até a mim com dois meses de idade era bem parecido com um ursinho de pelúcia.

MB: Onde vocês moram?

ER: Moramos em Tel Aviv.

MB: Há quanto tempo moram no novo país? 

ER: Moro em Israel há bastante tempo. Cheguei aqui em 1991. Há 27 anos precisamente. Sou cantora e compositora e já lancei vários CDs aqui em Israel. O Mishka, adotei há um ano e três meses. No seu aniversário fiz uma festa bem legal e gravei num vídeo que esta disponível no meu Facebook.

>> Veja a festa de aniversário do Mishka clicando aqui

MB: Como começou a história de vocês? 

ER: Começou, pois conheço a senhora que me deu o cãozinho. Na verdade, a minha filha mais velha, há dois anos e meio atrás adotou um maltês muito fofo que se chama Tchibu. Eu me afeiçoei demais ao seu cãozinho e ficou muito difícil para mim quando ela se mudou e eu já não o via tão frequentemente como antes. Fiquei triste, pois eu cuidava do Tchibu quase que diariamente. A separação geográfica foi um golpe difícil de superar, então decidi adotar um cãozinho que fosse meu. Conhecia a Angela e ela me deu o maior presente do mundo quando me deu o Mishka. É engraçado como temos o temperamento bem parecido. Eu e ele somos muito sociáveis e hiperativos. Quando dizem que os cachorros se parecem com seus donos, no meu caso, posso dizer que é verdade.

MB: Como cantora, imagino que você passe um tempo fora de casa ou não tenha um horário “convencional”. Como você faz com o Mishka?

ER: Geralmente, quando tenho shows, ele tem uma baby-sitter que fica com ele.

MB: Quais diferenças você nota em relação a vida com bichos no Brasil e no país onde estão? Pet shops, alimentação, etc..

ER: O que posso dizer que é diferente é que em Israel não tem cachorros de rua. Os animais são bem cuidados e aqui tem muita conscientização no que diz respeito aos animais de estimação. Tem muitos pet shops espalhados pela cidade o que é muito confortável para quem tem animais em casa. A alimentação dele é regulada, mas o Mishka gosta muito da hora do lanche. Dou petiscos pra ele e ele adora.

MB: Até aqui já passou por alguma situação inesperada ou curiosa com ele? Alguma dica? 

ER: O Mishka é um cachorro que é muito fotografado. Eu gosto de ‘produzi-lo’, ele tem um guarda-roupa de inverno variado e sempre usa seus sapatinhos, que ele gosta, acredite. Sempre que ele vê que vamos sair ele se deita de costas no chão com as patinhas para cima como que pedindo que eu coloque os seus sapatinhos. Ele é super fofo e acho que talvez pelos sapatinhos, seja o cãozinho mais famoso de Tel Aviv. De vez em quando ele também participa do meu vídeo blog ‘Elisete al ha boker’ (Elisete de manhã) que eu publico uma vez por mês no Youtube. Mishka gosta muito de música, principalmente música disco, anos 70. Dançamos sempre juntos! Ele é o meu super star.

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Mishka e os seus sapatinhos